terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mudar?Para quê? Para onde? | O POVO






Mudar?Para quê? Para onde? | O POVO




PESQUISA DE IMAGENS

AMIGOS,
 ABAIXO SEGUE UMA PESQUISA DE IMAGENS PARA DEMOSNSTRAR O QUE AFIRMAMOS NO ART IGO PUBLICADO NO JORNAL O POVO QUE SE ENCONTRA NO LINK abaixo.
CONFIRA E O ARTIGO E VEJA A EXPOSIÇÃO DE IMAGENS.

Mudar?Para quê? Para onde? | O POVO





JAPÃO




 ÁFRICA DO SUL


ALEMANHA






ARGENTINA


 CHINA



ALEMANHA




ÁFRICA







 GRÃ BRETANHA




CHINA



CHINA



DINAMARCA


DINAMARCA



 FRANÇA



FRANÇA



ÍNDIA




ÍNDIA



PAQUISTÃO




PORTUGAL



ARGENTINA



 SUÉCIA



ZAMBIA












HOJE


MESMO QUANDO SE QUER USAR

TECNOLOGIA O PARADIGMA DO

INDIVIDUALISMO, DA MULTIDÃO,

ALINHAMENTO DE CARTEIRAS E DE QUE APRENDIZAGEM


ALGUEM QUE FALA E ALGUÉM QUE OUVE......

PERMANECE IMUTÁV EL












A SALA DE AULA DOS SÉCULOS
 XVIII E XIX...



















LENTA MUDANÇA: ALGUMAS EXPERIÊNCIAS EM DINÂMICA DE GRUPO
NÃO existem imagens de salas de aula trabalhando em Dinâmica de Grupo. As poucas existentes são de aulas de Dinâmica de grupo enão de DSinâmica de grupo com metodologia de ensino.







ÁFRICA - ESCOLA RURAL








SUÉCIA





FRANÇA


ESTADOS UNIDOS



SUÉCIA









quinta-feira, 18 de outubro de 2012

EM DEFESA DO MAGISTÉRIO.

 Dra Adriana Oliveira Lima
Embora eu tenha criticado duramente os professores descompromissados com a educação, minha experiência foi, quase sempre, povoada de pessoas envolvidas em sua profissão, com sede de saber, estudando e discutindo a educação na prática diária. É preciso defender mesmo toda esta categoria de profissionais que tem em suas mãos grande parte do futuro de uma nação.
O Brasil tem quase 2 milhões de docentes na educação básica, da educação infantil até o ensino médio. Esse contingente de profissionais é responsável por mais de 52 milhões de alunos. É incrível a melhora na formação deste contingente, diminuindo o contingente sem diploma superior nas escolas de educação básica do país. Hoje, eles representam 25% do total, sendo que antes, em 2007, somavam mais de 30%. 
Quanto ao salário, o Ministério da Educação divulgou o novo valor do piso salarial nacional para os professores de educação básica em R$ 1.451. O novo valor se refere ao mínimo que deve ser pago para professores com jornada semanal de trabalho de 40 horas.
Como ilustração, citaremos alguns profissionais melhor remunerados que exigem níveis de formação menores que um professor: A Prefeitura do Rio anunciou um pacote de benefícios para os servidores da Guarda Municipal e para funcionários da Comlurb (limpeza urbana). Um piso salarial no valor de R$ 729,58 com um plano de carreira garantindo aumentos a cada dois anos. Um gari com mais de 10 anos de serviço, por exemplo, terá 23,20% de aumento.   O tíquete-refeição destes servidores, com o aumento de 2012, de 33%, subiu de R$ 9 por dia para R$ 12, alcançando um total de R$ 360 por mês.
Associações ligadas ao Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro vão apresentar reivindicações de um piso salarial de R$ 2.900 para a categoria e também para policiais militares. Um bombeiro  no Brasil ganha aproximadamente entre 1.220 e 3.500 (Brasília).
Nem precisamos citar a aberração do dinheiro gasto com a câmara federal, onde levantamento feito pela ONG Transparência Brasil revelou que o Congresso Nacional tem o custo mais alto para a população em comparação com parlamentos de 11 países. De acordo com o estudo, o congresso brasileiro gasta R$ 11.545,04 por minuto com os 513 deputados e 81 senadores. http://www.youtube.com/watch?v=fU8W79GmgSc
Fosse apenas o salário talvez fosse mais fácil tentarmos mudar esta realidade, mas existem muitas outras questões. Entre elas, está a questão do desrespeito ao professor. Houve um dia em que ao entrar em sala o professor era recebido pelos alunos de pé com um sonoro BOM DIA! Houve um tempo em que as palavras do professor tinham valor inestimável para os pais. Houve um tempo em que o professor era respeitado socialmente.
Hoje quase 20% dos professores da rede básica de ensino do estado de São Paulo sofrem de depressão. O dado foi revelado pelo levantamento A Saúde do Professor na Rede Estadual de Ensino, feito pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em parceria com o Dieese. (http://noticias.r7.com/educacao/noticias/quase-20-dos-professores-de-sao-paulo-sofrem-de-depressao-20121002.html)
Deprimidos, cansados e sem esperanças, muitos professores não conseguindo migrar para outras profissões e terminam tentando licenças infindáveis.
Além das más condições de trabalho e baixos salários, enfrentamos agora um escandaloso desrespeito da parte dos próprios pais que autorizam a agressividade dos filhos em sua relação escolar.
São ameaças contínuas das comunidades e dos alunos. Não tem idade. Uma criança de 8 ou 9 anos pode ameaçar um professor ou demonstrar insatisfação por seus desejos frustrados. Pais imbuídos de um estado de recursos aproveitam-se da fragilidade da educação para descarregar penas e dores de suas frustrações da vida cotidiana. Vão facilmente às delegacias e abrem processos. Reclamam e constrangem professores e escolas sem medida ou bom senso.
Adolescentes ou mesmo crianças insistem em andar com celulares na escola com a autorização dos pais que certamente não aceitariam ser vigiados em suas profissões por crianças e adolescentes. Mas os professores podem sofrer todo tipo de constrangimento. Escândalo na porta da escola, agressividade nas secretarias, recados desaforados através das crianças...
Hoje, ser professor é um ato heroico.
Como mudar esta realidade?
Que seja tudo isso já o fundo do poço, para começarmos a reconstruir uma profissão e como fênix, ressurgirmos das cinzas.



Dra Adriana Oliveira Lima

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIA DOS PROFESSORES

 DIA DOS PROFESSORES

FELICIDADES AOS QUE SÃO PROFESSORES DE FATO

No ano passado homenageei os professores na forma de cartão no link abaixo. http://adrianaoliveiralima.blogspot.com.br/2011/10/15-de-outubro-e-o-dia-do-professor.html
           
            Dra. Adriana Oliveira Lima

            Em outras ocasiões, inclusive em meu livro “Conversas”, dediquei alguns artigos ao fenômeno da grande rotatividade de professores nas escolas no Brasil. Como professora que jamais abdiquei de minha função/escolha profissional, fico bastante à vontade para conversar sobre este fenômeno. Encontramos uma centena de razões, dos baixos salários à má formação profissional, para essa rotatividade excessiva.  O que torna o fato cada vez mais grave é seu crescimento sistemático, que vai formando um comportamento pouco comprometido e, às vezes, até mesmo irresponsável na relação profissional.
            O setor público se torna o depositário dos que querem ter “garantia de emprego”. As crianças são esquecidas, por vezes com meses sem aulas. Nos setores privados temos uma verdadeira “dança das cadeiras” que leva a uma rotação que, quase sempre, termina por desembocar no sistema público de ensino.
            Imaginem um médico que faz uma cirurgia e no dia seguinte e no outro e no outro não comparece ao hospital para acompanhar seus doentes... Imaginem um engenheiro abandonando uma obra pela metade. Imaginem um dentista que abandona o cliente no meio de um tratamento. Imaginem um cozinheiro que desaparece do restaurante. Considerando qualquer profissão ficamos pasmos em acreditar que considerável número de professores falta por qualquer motivo, importando-se muito pouco com suas crianças, com seus alunos.  Como dar dignidade a uma profissão com estes comportamentos?
            Esta não é uma questão apenas de amor; é uma questão de respeito e de responsabilidade por um projeto e seu curso. Como respeitar uma profissão que não se dá ao respeito? Os salários são baixos? Todos sabem. Quem adentra esta profissão pode dizer tudo, menos que “não sabia” disso - por favor! A postura do início de carreira com responsabilidade e envolvimento pode determinar o futuro do professor como educador.
            Não podemos conciliar com o professor faltoso, com instituições adultas, como a greve, que ferem o direito das crianças. Antes de desejar conhecer, um ser humano deseja ser amado e respeitado e o professor é o primeiro objeto deste amor e respeito.

            Mas existem os bons professores e para estes bons professores quero dar os parabéns. Tomarei uma professora como símbolo, que ama o que faz, que é responsável, que vibra e que em tudo que faz tem a dignidade de uma boa profissional. Em nome de todos os professores que gostaria de homenagear neste dia 15 de outubro o faço a Adriana Monducci Cavedagne. Parabéns Adriana! https://www.facebook.com/adriana.monduccicavedagne?fref=ts




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

VAMOS FALAR SÉRIO SOBRE EDUCAÇÃO?

Dra Adriana Oliveira Lima
Temos muitos problemas sérios para resolver. Temos a complexidade das propostas de inclusão. Temos dificuldades de aprendizagem cada vez mais frequentes e diversificadas. Temos dificuldades na leitura e na escrita. Temos problemas sérios no ensino da matemática.
A escola ainda resiste em compreender os limites, as bordas, de cada aquisição do conhecimento. As modas ainda proliferam na educação. Outro dia me perguntaram sobre “Educação financeira” na educação infantil e fundamental. Não sei de onde tiraram isto. É uma novidade? Um novo modismo passageiro proveniente da mesma fonte de besteirol que julga Monteiro Lobato e produz tantas bobagens na educação brasileira? Na mesma fonte em que bebe a educação sexual pregada em livro escrito com palavras chulas e incentivos contra os pais em livros indicados pelo MEC?
Chega a dar náusea estas tolices educacionais, se pensarmos na infância e na pré adolescência. Se pensarmos na quantidade de problemas de qualidade da educação. Projetos como estes são adequados aos jovens do ensino médio e ainda assim lembra a velha tentativa de “educação comercial” (juros, regras de três, percentagem... que afinal também não aprenderam).
É preciso que os educadores entendam de uma vez por todas os estágios do desenvolvimento, o potencial de compreensão das crianças em cada momento de seu crescimento. O mínimo que se podia fazer para melhorar nossa educação seria considerar a existência da psicologia do desenvolvimento, das relações entre conhecimento e capacidade cognitiva. Sem isso, é até desanimador ver estas tentativas “malucas” de projetos para atender anseios anárquicos de leigos “chutando” na educação.
Até 7/8 anos a criança sequer domina as operações lógicas. É comum até os cinco anos ela trocar uma cédula de dez por três de 2 reais, por achar que a quantidade física tem maior valor. O império do desejo, dominante, impede qualquer raciocínio de poupança. A criança compra segundo seu desejo imediato. Se tivesse capacidade de “previsão” seria operatória abstrata (após 14 anos nos dias de hoje). Neste sentido é que os pais devem decidir o que compram, o que lancham na escola e cuidar das relações com o consumismo.
Tirar a criança do consumismo não é uma intervenção econômica - fazer poupança ou escolher “bons produtos”. Tirar a criança do consumismo é um ato ideológico, é um ato de princípios, de moralidade, de regras impostas pelos adultos, de escolha dos responsáveis e não da criança. Brincar de “comprar e vender” não é uma ato de ensino financeiro, mais um ato de atividade simbólica, um faz de conta que pode ser de qualquer natureza, sendo o “mercado” uma entre outras tantas propostas de âmbito simbólico.
Entre 8 e 12 anos um sério movimento consumista vai se instalando e, neste momento, a intervenção dos responsáveis é fundamental e não passa como prioridade o ensino do uso do dinheiro (que efetivamente ocorre na escola entre 10 e 12 anos), mas uma intervenção política (no sentido de escolhas) efetivamente feita. Neste sentido um trabalho de significativo valor é o documentário "Criança, a alma do negócio”, dirigido por Estela Renner
http://youtu.be/dX-ND0G8PRU 
http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU