domingo, 27 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
NEUROCIÊNCIA- 3 AS REDES SOCIAIS Dra Adriana Oliveira Lima
Diana
Tamir é estudante de graduação junto ao laboratório de neurociência de Harvard.
Ela estuda questões sociais e afetivas e as respostas cerebrais. Estuda as relações egocêntricas e auto referenciadas
nas comunicações sociais.
Recentemente publicou num
jornal científico (PNAS) os resultados de
pesquisas sobre redes sociais e o prazer da exposição individual. Nelas, Diana
mostra que essa exposição aparece entre os estímulos cerebrais nos mesmos
níveis da comida e do sexo.
Evidente que tal publicação espalhou-se por tudo que é
jornal
(O POVO - Ceará
Correio
Brasiliense
O
fato é que publicar pensamentos e opiniões, fotos ou piadas, revelando a si
mesmo, é um prazer cerebral do mesmo nível da comida e do sexo.
Falar sobre si próprio
libera dopamina, substância química vinculada aos sentimentos de prazer ou à
antecipação de uma recompensa. Sabe-se
que as pessoas despendem até 40% dos discursos falando de si. Nas redes sociais
este índice chega a dobrar, alcançando cerca de 80%. Nesta pesquisa observou-se
que falar de si podia ser trocado por ganhos menores (dinheiro oferecido) para
obter forte resposta cerebral (nas áreas de prazer).
Foi o que mostrou a
pesquisa de Tamir, usando tecnologia de ponta para escanear o cérebro e suas
reações ao falarmos de nós mesmo com os outros. Pesquisa cujo propósito era
verificar se esta exposição de si tem um valor intrínseco, isto é, se faz as
pessoas se sentirem bem com isso e se o prazer de se expor atingia áreas iguais
às da comida, sexo ou dinheiro.
Cerca de 300 pessoas
participaram da pesquisa e algumas tinham que colocar suas opiniões sobre
diversos temas enquanto eram monitoradas cerebralmente (ressonância magnética e
outros recursos). Outros deviam
cumprir tarefas em troca de dinheiro:
"When you look at the neural regions generally associated with
rewards like money or sex or food, those same regions seemed to respond more
robustly when people were engaging in self disclosure than when they were
not," says Tamir.
O
fato é que postar no “FacebooK” um pensamento, um sentimento, uma piada ou uma
foto, é uma fonte de prazer. Precisamos apenas lembrar a dinâmica inversa: a
necessidade de ter muitos amigos – a quantidade revelaria uma popularidade -, a
necessidade de “ser visto” por meio do “curtir” ou dos “compartilhamentos”. A
frustração da inexistência na rede pode existir. Mas estar nela é uma forma
prazerosa de ampliar relações e partilhar experiências.
Afora
isso os níveis de informação elevam-se substancialmente, de novos encontros e
possibilidades. Precisamos apenas ver mais os outros, observar mais, participar
mais.
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neurociência,
Piaget e neurociência,
redes socias e neurociência
segunda-feira, 14 de maio de 2012
LINK DA ESCOLA NOVA O BRINCAR é a maneira de toda estruturação do desenvolvimento infantil, quer na sua dimensão afetiva, quer na cognitiva. Não existe desenvolvimento infantil sem o BRINCAR. Na Escola Nova procuramos resgatar as brincadeiras e músicas folclóricas que constituem a formação histórica da infância brasileira. Neste sentido é que queremos incentivar aos pais que procurem brincar com os filhos, resgatando suas próprias infâncias ou reconstruindo-as. Este vídeo é de um projeto maravilhoso de resgate do sentido do BRINCRAR COMO ELEMENTO ESTRUTURANTE DA PERSONALIDADE HUMANA. Vídeo de Estreia do Projeto Território do Brincar
quarta-feira, 9 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
PIAGET E A NEUROCIÊNCIA - 2
Compreendendo a Adolescência e a abertura para todos os possíveis
Profª Drª Adriana Oliveira Lima
Um outro estudo da neurociência que nos interessa diretamente é a constatação de que ocorre, por volta dos 11, 12, 13 anos (essa idade não é fixa depende de maturações intelectuais) até em torno dos 18 anos, na região do meio do cérebro (área do córtex frontal - área especifica da socialização), um amadurecimento que ocasiona um transtorno geral no cérebro, uma reorganização fisiológica. Coincidentemente, Piaget afirma
que as maturações biológicas vão até por volta dos 16 anos, ocasião em que todo o desenvolvimento cognitivo se reestrutura nas operações abstratas.
Nesse estágio de maturação fisiológica acontecem varias transformações comportamentais. Esta reorganização cerebral altamente qualitativa e ligada a processos hormonais intensos, coincide, precisamente com a reorganização causada pela aquisição do pensamento operatório abstrato, ou hipotético dedutivo, que ocorre por volta dos 12 anos.
Verifica-se assim, o desenvolvimento até por volta dos 16anos como dizia Piaget...
verdadeira reconstrução do cérebro”, diz Sergio Ojeda•. São estas conexões sinápticas que são responsáveis pelas emoções e pelo pensamento lógico. É como se fosse uma racionalização do funcionamento cerebral. E são os hormônios, no caso os femininos para ambos os sexos, que são responsáveis por tal revolução. Assim é que podemos compreender a reviravolta na vida dos adolescentes. Até os 20 anos se reorganiza as vias neurais que perdurarão pelo resto da vida.
Jean Piaget demonstrou por meio de inúmeras pesquisas que os indivíduos passam por diferentes estruturas em seu processo de desenvolvimento. Sem dúvida as operações abstratas, última destas estruturas, que é alcançada por volta dos 12anos, consiste na transformação radical da maneira de perceber e se relacionar com o mundo, sendo uma revolução cognitiva. O sujeito é capaz de dispensar o objeto e pensar o real por meio de hipóteses, proposições altamente operatórias, probabilidades e outros mecanismos formais. Piaget estudou estes processos por meio do método clínico (observação e perguntas) e os vemos agora comprovados por sofisticadas pesquisas da neurociência. “Quando a mente está pensando, está falando consigo mesma.” (Platão)
Profª Drª Adriana Oliveira Lima
Um outro estudo da neurociência que nos interessa diretamente é a constatação de que ocorre, por volta dos 11, 12, 13 anos (essa idade não é fixa depende de maturações intelectuais) até em torno dos 18 anos, na região do meio do cérebro (área do córtex frontal - área especifica da socialização), um amadurecimento que ocasiona um transtorno geral no cérebro, uma reorganização fisiológica. Coincidentemente, Piaget afirma
que as maturações biológicas vão até por volta dos 16 anos, ocasião em que todo o desenvolvimento cognitivo se reestrutura nas operações abstratas.
Nesse estágio de maturação fisiológica acontecem varias transformações comportamentais. Esta reorganização cerebral altamente qualitativa e ligada a processos hormonais intensos, coincide, precisamente com a reorganização causada pela aquisição do pensamento operatório abstrato, ou hipotético dedutivo, que ocorre por volta dos 12 anos.
Verifica-se assim, o desenvolvimento até por volta dos 16anos como dizia Piaget...
verdadeira reconstrução do cérebro”, diz Sergio Ojeda•. São estas conexões sinápticas que são responsáveis pelas emoções e pelo pensamento lógico. É como se fosse uma racionalização do funcionamento cerebral. E são os hormônios, no caso os femininos para ambos os sexos, que são responsáveis por tal revolução. Assim é que podemos compreender a reviravolta na vida dos adolescentes. Até os 20 anos se reorganiza as vias neurais que perdurarão pelo resto da vida.
Jean Piaget demonstrou por meio de inúmeras pesquisas que os indivíduos passam por diferentes estruturas em seu processo de desenvolvimento. Sem dúvida as operações abstratas, última destas estruturas, que é alcançada por volta dos 12anos, consiste na transformação radical da maneira de perceber e se relacionar com o mundo, sendo uma revolução cognitiva. O sujeito é capaz de dispensar o objeto e pensar o real por meio de hipóteses, proposições altamente operatórias, probabilidades e outros mecanismos formais. Piaget estudou estes processos por meio do método clínico (observação e perguntas) e os vemos agora comprovados por sofisticadas pesquisas da neurociência. “Quando a mente está pensando, está falando consigo mesma.” (Platão)
sexta-feira, 27 de abril de 2012
PIAGET E A NEUROCIÊNCIA - 1 Importância da estimulação dos bebês
Profª Drª Adriana Oliveira Lima
É fascinante acompanhar as pesquisas mais recentes da neurociência constatando cada vez mais uma profunda cientificidade dos estudos de Jean Piaget. Imaginar que o método por ele criado, o método clínico, como ele esperava, era capaz de desvendar processos interiores da construção do conhecimento. Este método, grosso modo, consiste na pesquisa por meio da observação exaustiva e de perguntas feitas às crianças no decurso de uma situação proposta pelo investigador. Piaget e seus auxiliares dedicaram muito tempo fazendo anotações das conversações espontâneas das crianças na “Casa dos Pequeninos”, bem como suas reações e “reflexões” diante de situações cuidadosamente propostas pelos investigadores. Por este meio desvendou muito de como se estrutura o conhecimento, fazendo avanços relevantes no campo epistemológico e contribuindo para melhoria da educação na medida em que nos oferecia um grande número de pesquisas na área da psicologia do desenvolvimento. Algumas destas pesquisas chamam nossa atenção, como, por exemplo a descoberta por meio dos tomógrafos e outros equipamentos de controle cerebral, utilizados pela neurociência, sobre a coincidência entre o lugar da motricidade e o lugar da semiótica, e a chamada “segunda chance” ou uma espécie de “reordenação” geral do cérebro na adolescência.
Estas pesquisas mostram como é precisamente da sofisticação máxima das habilidades sensório-motoras que se faz a reordenação neurônica para o aparecimento da Função Semiótica (capacidade de representar). Veja, por exemplo, que nestes estudos observou-se que um objeto apanhado com os dedos faz os cérebros de primatas mostrarem atividades enquanto se este objeto for apanhado por meio de uma pinça, não aparece qualquer atividade, o que mostra que as mediações, fonte das invenções e da semiótica NÃO são sequer percebidas pelos macacos enquanto é executado com facilidade pelo ser humano. São as cadeias de ações ritmadas em sequências indefinidas (tocar piano, por exemplo) que diferencia o sensório-motor do homem dos primatas e animais em geral. Ora, se as estruturas semióticas se colocam sobre as estruturas motoras mais sofisticadamente desenvolvidas, fica mais claro entender que a estrutura sensória motora engendra a semiótica, como afirma Piaget. Pode-se também compreender a existência de um pensamento sem linguagem, o que revoluciona as dúvidas existentes sobre esta questão. Para nós, educadores, é fundamental esta compreensão para que as estruturas sensório motoras sejam mais valorizadas por pais e educadores vez que será sobre ela que se engendrará a Função Semiótica. A pesquisa reforça a enorme valorização dada por Piaget aos dois primeiros anos de vida e o potencial de desenvolvimento da inteligência nele contido.
É fascinante acompanhar as pesquisas mais recentes da neurociência constatando cada vez mais uma profunda cientificidade dos estudos de Jean Piaget. Imaginar que o método por ele criado, o método clínico, como ele esperava, era capaz de desvendar processos interiores da construção do conhecimento. Este método, grosso modo, consiste na pesquisa por meio da observação exaustiva e de perguntas feitas às crianças no decurso de uma situação proposta pelo investigador. Piaget e seus auxiliares dedicaram muito tempo fazendo anotações das conversações espontâneas das crianças na “Casa dos Pequeninos”, bem como suas reações e “reflexões” diante de situações cuidadosamente propostas pelos investigadores. Por este meio desvendou muito de como se estrutura o conhecimento, fazendo avanços relevantes no campo epistemológico e contribuindo para melhoria da educação na medida em que nos oferecia um grande número de pesquisas na área da psicologia do desenvolvimento. Algumas destas pesquisas chamam nossa atenção, como, por exemplo a descoberta por meio dos tomógrafos e outros equipamentos de controle cerebral, utilizados pela neurociência, sobre a coincidência entre o lugar da motricidade e o lugar da semiótica, e a chamada “segunda chance” ou uma espécie de “reordenação” geral do cérebro na adolescência.

Estas pesquisas mostram como é precisamente da sofisticação máxima das habilidades sensório-motoras que se faz a reordenação neurônica para o aparecimento da Função Semiótica (capacidade de representar). Veja, por exemplo, que nestes estudos observou-se que um objeto apanhado com os dedos faz os cérebros de primatas mostrarem atividades enquanto se este objeto for apanhado por meio de uma pinça, não aparece qualquer atividade, o que mostra que as mediações, fonte das invenções e da semiótica NÃO são sequer percebidas pelos macacos enquanto é executado com facilidade pelo ser humano. São as cadeias de ações ritmadas em sequências indefinidas (tocar piano, por exemplo) que diferencia o sensório-motor do homem dos primatas e animais em geral. Ora, se as estruturas semióticas se colocam sobre as estruturas motoras mais sofisticadamente desenvolvidas, fica mais claro entender que a estrutura sensória motora engendra a semiótica, como afirma Piaget. Pode-se também compreender a existência de um pensamento sem linguagem, o que revoluciona as dúvidas existentes sobre esta questão. Para nós, educadores, é fundamental esta compreensão para que as estruturas sensório motoras sejam mais valorizadas por pais e educadores vez que será sobre ela que se engendrará a Função Semiótica. A pesquisa reforça a enorme valorização dada por Piaget aos dois primeiros anos de vida e o potencial de desenvolvimento da inteligência nele contido.
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