segunda-feira, 24 de junho de 2013

A GRANDE MENTIRA DOS PAIS E DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA






A GRANDE MENTIRA DOS PAIS E DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
 
Dra. Adriana Oliveira Lima



Inventar piada é um fato dinâmico das sociedades. Rir de si mesmo faz parte da criação. As contradições embutidas nos comportamentos cotidianos fornecem material rico, onde os piadistas deitam e rolam. Perceber nas contradições cotidianas um vasto material e criar piadas é um mecanismo continuo nas sociedades. Através do riso elaboram-se perdas e sofrimentos.  Entretanto, as contradições nem sempre são material para piadas, pois de fato são inconscientes e demonstram uma incapacidade em aplicar seu próprio pensamento em sua prática de vida. As redes sociais são um local rico para a demonstração da contradição entre os pensamentos expostos e os efetivos comportamentos sociais notadamente expressos na vida cotidiana.

Na educação as escolas querem se modernizar com o uso de computadores. Terminam com aulas específicas de informática pela incapacidade de integrar a informática ao conjunto das áreas do conhecimento, montando um dragão onde se juntam pedaços que não se integram.

Escolas querem usar os tablets, mas não abrem mão de salas lotadas com mais de 50  alunos enfileirados. Laboratórios que não são usados, quadras que servem aos esportes de uma parcela de “escolhidos”, piscinas sem uso, bibliotecas que servem de castigo (!).
A escola quer formar cientistas, mas seu método é demonstrativo e não experimental. Os pais acompanham as constantes denúncias do fracasso escolar brasileiro, mas permanecem achando que as escolas dos filhos são ótimas. De quais escolas estariam falando as estatísticas?

Os pais querem criar os cidadãos do futuro, mas matriculam os filhos em escolas cujo modelo é do século XVIII. Querem ensinar os filhos a pensar, mas atendem a todas as vontades dos filhos sem impor os limites da lógica social. Querem criar pessoas livres aprisionando-as em escolas onde são pregados nas carteiras rígidas e incentivados a ficarem caladas. Querem formar leitores sem comprar livros e admirando escolas que não incentivam, de fato, a leitura. Querem criar filhos que busquem o conhecimento desvalorizando a escola e os professore em sua relação diária. São muitas as contradições. Quanto a isso, as redes sociais desnudam a loucura da inconsciência e da contradição.
Pais que querem filhos leitores, cidadãos conscientes, estudiosos e honestos costumam achar que isso se constrói na pressão da mediocridade competitiva ficando felicíssimos com as medalhas que os filhos ganham.

Desvalorizam diariamente a produção dos filhos aceitando os castigos e os carimbos ridículos que são colocados em agendas e cadernos, como o de um “coração zangado” para alertar que a professora não gostou da tarefa de casa, apagando o que os filhos fazem, enchendo-os de reforço escolar e castigos.

Estes adultos hoje são  o resultado de uma educação que foi incapaz de ensinar as pessoas a pensarem e aplicar os conceitos teóricos a suas práticas de vida.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

ESTATUTO DO NASCITURO





CONTRA O BIZARRO ESTATUTO DO NASCITURO
OUÇAM ESTE DEBATE.
ATENÇÃO MULHERES. VAMOS SUPERAR RELIGIÕES E A MESQUINHEZ, E SE MANIFESTAR CONTRA ESTE  PROJETO OBSCURANTISTA, ESTAS ABERRAÇÕES, ESTE  ESTUPRO DA INTELIGENCIA E DO BOM SENSO, ESTA AFRONTA AS CONQUISTAS SOCIAIS QUE REPRESENTA  ESTE PROJETO.   
ESTA ABERRAÇÃO É FRUTO DE UM CERTO FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO NUMA SOCIEDADE DECIDIDA E CONSTITUCIONALMENTE LAICA.
QUANTO A  BOLSA ESTUPRO NÃO TENHO NEM COMENTÁRIOS.


https://archive.org/details/DIA11ESTATUTODONASCITURO


domingo, 19 de maio de 2013

Outra vez a Ritalina










Dra Adriana Oliveira Lima



Tendo nossas raízes fincadas  na cultura latina por razões históricas, começamos a nos assombrar com as contradições que mais e mais aparecem como fruto de uma mudança radical para uma profunda influência da cultura anglo saxônica. Não é uma questão de sociedade de consumo e a influência americana, mas uma mudança mais profunda que se desenhou nos anos 1980 quando os investimentos em bolsas no exterior voltaram-se quase inteiramente para os Estados Unidos (tive oportunidade de analisar estas mudanças por ocasião da minha tese de doutoramento). A formação das elites e lideranças mudavam de eixo.
Hoje nosso cotidiano está tão impregnado destas influências que quase não nos apercebemos.  Nas redes sociais apareceu um artigo sobre o consumo de medicamentos e os números de crianças diagnosticadas com Déficit de Atenção (Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção? http://equilibrando.me/2013/05/16/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/  ) e podemos tirar bom proveito deste artigo.
                Primeiro a questão disciplinar. As crianças brasileiras estão seguindo o modelo americano de pais que não impõe regras e deveres. No salão de beleza, esta semana, um menino gritava descontrolado e batia na cara da mãe para não cortar o cabelo, creiam devia ter uns 3 ou 4 anos! O Brasil esta precisando de “super nanies”.
                Segundo a idolatria das famílias pelas escolas tradicionais e de “prestígio” na sociedade que os levam a preferirem medicar seus filhos, enchê-los de reforço escolar, admitir-lhes doenças de toda ordem, desde que os enquadrem nestas escolas. Nunca se perguntam se o problema não seria de uma escola atrasada e inadequada.  Os pais preferem ver os defeitos nos filhos do que criticar a escola “bem aceita na sociedade”. Que falta de amor numa estrutura de educação que beira o ridículo, na estrutura atrasada de organização física e metodológica.
                Por fim a incompetência nos diagnósticos e tratamentos. Não digo que não exista necessidade em alguns casos de medicamentos, mas temos que nos perguntar por que estas necessidades são maiores nas sociedades onde as crianças estão crescendo sem regras, e ao mesmo tempo e contraditoriamente, submetidas a regimes medievais de educação tradicional.
                Em outro artigo falamos sobre o uso da ritalina, vale repensar.