domingo, 4 de setembro de 2011

Sou feliz por ter abandonado a Universidade by Steve Jobs


Amigos,
Lendo o discurso de Steve Jobs na formatura de estudantes de Stanford, em 2005, achei tão importante suas mensagem em três atos que não me furtei ao trabalho de traduzir o texto para oferecer a vocês tão interessante leitura. Após todo meu trabalho de “tradutora” encontrei no YOUTUBE um vídeo. Mas acho que o texto é sempre melhor para refletir e pensar. Eis um presente a todos vocês.
Um abraço
Adriana





Sou feliz por ter abandonado a Universidade
by Steve Jobs

This is the text of the Commencement address by Steve Jobs,
CEO of Apple Computer and of Pixar Animation Studios,
delivered on June 12, 2005

Estou honrado em estar com vocês hoje em uma das mais importantes universidades do mundo. Eu nunca me graduei. Para dizer a verdade, isso é o mais próximo que eu cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje eu quero contar três histórias da minha vida. É isso. Não é uma grande coisa. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre conectar pontos.
Eu deixei o Reed College após 6 meses, mas então fiquei por ali mais 18 meses antes de realmente desistir. Então por que eu saí?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me colocar para adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo foi acertado para que eu fosse adotado por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu nasci, eles decidiram que queriam uma menina. Assim meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma chamada no meio da noite perguntando: “Nós temos um inesperado bebê menino, vocês o querem?” Eles responderam: “Claro”. Minha mãe biológica descobriu mais tarde que minha mãe nunca tinha se graduado na universidade e que meu pai nunca tinha terminado a escola média. Ela se recusou a assinar os papeis finais da adoção. Ela só cedeu alguns meses mais tarde quando meus pais prometeram que eu iria para a universidade.
E 17 anos mais tarde eu fui para a universidade. Mas eu ingenuamente escolhi uma universidade que era quase tão cara quanto Stanford. E tudo que meus pais trabalhadores tinham juntado seria gasto em minhas taxas da universidade. Após 6 meses, eu não conseguia ver o valor disso. Eu não tinha ideia do que queria fazer com a minha vida e não tinha ideia de como a universidade iria me ajudar a descobrir. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda sua vida. Então eu decidi sair e acreditar que tudo daria certo. Isso era muito assustador naquele tempo, mas olhando para trás, foi uma das melhores decisões que tomei. No minuto em que saí eu pude abandonar as aulas obrigatórias que não me interessavam e passar a assistir as aulas que me pareciam interessantes.

Não foi tudo tão romântico. Eu não tinha quarto, então dormia no chão do quarto de amigos. Eu coletava latas de coca para vender por 5 centavos para comprar comida, Eu caminhava 11 quilômetros todo domingo à noite, atravessando a cidade, para conseguir uma boa refeição por semana no templo Hare-krishna. Eu amava isso. E muito do que eu descobri seguindo minha curiosidade e intuição mostrou-se de uma importância muito grande mais tarde. Deixe-me dar-lhes um exemplo:
O Reed College naquela época oferecia talvez a melhor instrução em caligrafia do país. Em todo o campus, cada pôster e cada gaveta eram escritos com uma linda caligrafia à mão. Como eu tinha desistido do curso regular, não precisava assistir as aulas regulares, então decidi assistir as aulas de caligrafia para aprender a fazer aquilo. Aprendi sobre os caracteres com e sem serifa; sobre como variar a quantidade de espaços entre as diferentes combinações de letras; sobre o que faz uma tipografia boa. Aquilo era lindo, histórico, artisticamente sutil de uma forma que a ciência jamais poderia capturar. E eu achava tudo aquilo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer esperança de aplicação prática em minha vida. Mas dez anos mais tarde, quando eu estava desenhando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou até mim. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com uma bela tipografia. Se eu nunca tivesse participado daquele curso livre na universidade, o Mac nunca teria tido múltiplas fontes com espaços proporcionais. E como o Windows apenas copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal as teria.
Se eu nunca tivesse abandonado o curso não teria entrado naquelas aulas de caligrafia e os computadores pessoais não teriam as fontes maravilhosas que eles hoje possuem. É claro que era impossível conectar esses fatos quando eu ainda estava na universidade. Mas é muito fácil conectá-los olhando para o passado, dez anos mais tarde.
Novamente, você não pode conectar pontos olhando para frente; você somente pode conectá-los olhando para trás. Você tem que acreditar que os pontos irão se conectar em algum lugar de sua vida no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – seu Deus, destino, vida, karma, ou qualquer outra coisa. Essa abordagem nunca me deixou para baixo e tem feito toda a diferença em minha vida.
Minha segunda história é sobre amor e perdas.
Eu tive a sorte de descobri o que eu amava fazer muito cedo em minha vida. Woz e eu iniciamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro e em dez anos a Apple tinha se transformado em uma empresa de $2 bilhões de dólares com mais de 4.000 empregados. Um ano antes tínhamos realizado nossa mais preciosa criação, o Macintosh, e tínhamos apenas completado 30 anos
E então eu fui demitido. Como você pode ser demitido da empresa que criou? Bem, com o crescimento da Apple contratamos uma pessoa que pensávamos ser muito talentosa para conduzir a empresa comigo. No primeiro ano as coisas foram muito bem, mas então nossas visões de futuro começaram a divergir e nós tivemos um desentendimento. Quando isso aconteceu, nossos diretores ficaram do lado dele. Assim, aos 30, eu estava fora. E com muita publicidade. O que havia sido o foco de toda a minha vida adulta foi-se e eu estava devastado.
Eu fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Eu sentia que tinha decepcionado toda uma geração de empreendedores – que tinha deixado o bastão cair no momento em que ele tinha sido passado para mim. Eu me encontrei com David Packard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter destruído tudo daquela maneira. Eu era um fracasso público, e até pensei em abandonar o vale (do silício). Mas lentamente eu percebi que eu ainda amava o que fazia. Eu tinha sido rejeitado, mas permanecia amando. Então eu decidi começar de novo.
Eu não via dessa forma então, mas ter sido demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo. O peso de ser um sucesso foi substituído pelo de ser novamente um iniciante. Isto me deu liberdade para entrar em um dos períodos mais criativos de minha vida.
Durante os cinco anos seguintes eu comecei uma companhia chamada NeXT, uma outra com o nome Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornaria minha esposa. A Pixar realizou o primeiro filme de animação por computador, Toy Story, e se tornou o mais bem sucedido estúdio de animação no mundo. Em uma incrível guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu retornei à Apple e a tecnologia que eu tinha desenvolvido na NeXT é agora o coração do renascimento da Apple. E Laurene e eu construímos uma família maravilhosa juntos.
Eu estou absolutamente convencido que nada disso teria acontecido se eu não tivesse saído da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu acho que precisava dele. Algumas vezes a vida acerta você com um tijolo. Não perca a fé. Eu estou convencido que só uma coisa me manteve no caminho: eu amava o que fazia. Você tem que encontrar o que ama. E isto é tão verdadeiro para o seu trabalho, quanto para seus amores. Seu trabalho ocupa uma grande parte de sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo o que você acredita ser um grande trabalho. E a única maneira de fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Se você não achou isso ainda, continue procurando. Não sossegue. Como em todas as coisas do coração, você saberá quando encontrá-la. E como qualquer grande relacionamento, vai melhorando com o passar dos anos. Assim, continue buscando até encontrar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre a morte.
Quando eu tinha uns 17 anos li uma citação que dizia algo como: “Se você viver cada dia como se fosse o seu último, algum dia você, com certeza, estará certo”. Isso me causou uma grande impressão e, desde então, nos últimos 33 anos, eu me olho no espelho pela manhã e me pergunto: “se hoje fosse o último dia de minha vida eu gostaria de fazer o que vou fazer hoje?” E quando a resposta tiver sido “não” por muitos dias seguidos, eu sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a mais importante ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou fracassar –desaparecem diante da morte, deixando apenas o que é verdadeiramente importante. Lembrar que você vai morrer é o melhor caminho que conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem alguma coisa a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há cerca de um ano eu fui diagnosticado com câncer. Eram 7:30 da manhã e uma tomografia mostrava claramente um tumor em meu pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos disseram que se tratava de um tipo de câncer incurável e que eu não deveria esperar viver mais do que de três a seis meses. Meu médico me aconselhou a ir para casa colocar minhas coisas em ordem, que é o código dos médicos para dizerem que você vai morrer. Isto significa ter que dizer aos seus filhos em apenas alguns meses tudo aquilo que você imaginava ter os próximos 10 anos para dizê-las. Significa fazer suas despedidas.
Eu vivi com este diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biopsia, na qual eles colocam um endoscópio em minha garganta, através do estômago até o intestino, colocam uma agulha em meu pâncreas e coletaram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, me disse que quando os médicos viram as células no microscópio, começaram a chorar. Tratava-se de uma rara forma de câncer pancreático curável com cirurgia. Eu fiz a cirurgia e agora estou bem.
Foi o mais próximo que estive da morte, e espero que o seja por muitas décadas. Tendo vivido isto, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: Ninguém quer morrer. Até as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos partilhamos. Ninguém jamais escapou dela. E é assim que deveria ser, pois a morte é a melhor invenção da vida. Ela é o agente de mudança da vida. Ela afasta o velho para dar lugar ao novo. Neste momento, vocês são o novo, mas algum dia, não tão longe de agora, vocês gradualmente se tornarão o velho e sairão do caminho. Perdoe-me ser tão dramático, mas isto é a inteira verdade.
O seu tempo é limitado, portanto não o desperdice vivendo a vida dos outros.
Não seja aprisionado pelo dogma – que é viver com os resultados do pensamento das outras pessoas.
Não deixe o barulho das opiniões dos outros abafarem sua voz interior.
E o mais importante, tenha coragem para seguir seu coração e sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você verdadeiramente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.
Quando eu era jovem havia uma fantástica publicação chamada The Whole Earth Catalog que era como a bíblia de minha geração. Ela foi criada por um cara chamado Stewart Brand, não longe daqui, em Menlo Park, e ele deu vida a ela com seu toque poético. Isto foi no final dos anos 1960, antes dos computadores pessoais e da editoração eletrônica. Tudo era feito com máquinas manuais de escrever, tesouras e câmaras polaróides. Era como se fosse o Google em brochura, 35 anos antes do Google aparecer: Era idealista, repleto de recursos elegantes e ideias brilhantes.
Stewart e sua equipe publicaram diversas edições do The Whole Earth Catalog e então, quando tinham completado sua missão, fizeram uma edição final. Isto foi em meados dos anos 1970 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa desta edição havia uma fotografia de uma estradinha ao amanhecer, do tipo que você poderia pedir carona se fosse um aventureiro e embaixo dela haviam as palavras: "Stay Hungry. Stay Foolish.” (“mantenha-se faminto, mantenha-se tolo”). Era a mensagem deles de despedida, sua assinatura. E eu tenho desejado isto para mim mesmo. E agora, que vocês estão se graduando, eu desejo isto a vocês.

Muito obrigado.
August 26, 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ignorância em TABLET








Dizem que os tablets substituirão os livros. As escolas anunciam “salas equipadas com tablets”. As lojas de tecnologias de material didático iniciam campanhas de lousas virtuais. Os pesquisadores não chegaram a qualquer conclusão sobre questões como as que ditam o fim próximo de uma tecnologia, substituída por outra (pintura e fotografia, teatro e cinema, etc.). Este é uma questão relevante do ponto de vista da educação. Tem-se estudado bastante que tecnologias serão substituídas por novas e até mesmo o tempo que cada tecnologia nova demora a “morrer” ou ser substituída, desde as fitas cassetes e VHS até os CDs e DVDs e destes para os arquivos digitais em HDs ou “nuvens”. O desaparecimento do livro, aparentemente inevitável a longo ou médio prazo, é um tema bastante atual e discutido.

As propagandas das escolas estão equivocadas quando esquecem que tudo isto é tecnologia a ser manipulada por uma mente. Onde está o livro ou seu conteúdo, ou ainda de que ele é feito, parece, do ponto de vista do educador, irrelevante. Continuamos na estaca zero: o essencial continua sendo ensinar a ler e interpretar; cultivar o gosto pela leitura e a responsabilidade do pesquisador.

A ingenuidade desta colocação só é comparável à dos pais, ao acreditarem que o processo de qualificação da educação passa pela simples aquisição de novas tecnologias. Os pais são leigos e têm o direito de imaginar que estão “comprando” o que tem de mais moderno no mercado. A Noruega deu um netbook para cada aluno do sistema público e os pais ainda estão insatisfeitos. A montagem de uma sala de aula na França ou Inglaterra inclui todos os recursos materiais, de mobílias especiais a jogos didáticos. Na Califórnia uma escola chega a ter orquestra sinfônica.

No entanto, todos estão insatisfeitos e identificam um declínio no nível da educação, da cultura, da moral e das capacitações necessárias para o exercício profissional. O fato é que as tecnologias “materiais” importam muito pouco. O que realmente importa são as novas tecnologias metodológicas, ou seja, compreender a epistemologia, a construção de cada conhecimento. A matemática tem uma parte concreta que responde às demandas mais imediatas da vida social e uma parte absolutamente abstrata. A geografia pode ser “vista” e em grande parte “visitada”. A história só pode ser apreendida por meio da pesquisa, da dramatização e da discussão. Em outras palavras, cada “tipo” de conhecimento demanda uma metodologia específica.

A avalanche de “informação” disponível na internet não deixa dúvidas de que a era da “decoreba” acabou. Hoje a “decoreba” perde espaço para a “pesquisa” graças à facilidade de acesso à informação gerada pela internet e demais tecnologias modernas. Mais do que nunca, é mais importante saber consultar, saber ler, interpretar e, acima de tudo, saber APLICAR os conhecimentos amplamente disponíveis pela tecnologia moderna. Os alunos precisam aprender a pensar, a buscar o conhecimento, analisar dados, sintetizar, criar e recriar. Estes mecanismos são instrumentos da inteligência e não dependem de maneira alguma da escola ter ou não um tablet. Se tiver, bom, mas o fundamental está na metodologia de apreensão do conhecimento e não dos meios tecnológicos que possam estar disponíveis.

Qualquer pessoa com bom senso sabe que os computadores, iphones, ipods, ipads, etc. são parte da vida das novas gerações. Complicado é que pais e educadores entendam que ter um iphone na mão não significa ter para quem ligar. Um computador não é útil se a pessoa não souber pesquisar ou compreender uma rede e, acima de tudo, se não tiver interesse e curiosidade para pesquisar, antes de tudo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

UMA REDE INCONTROLÁVEL DE PERIGOS




Dra Adriana Oliveira lima
Lendo colunas de educadores e psicólogos e acompanhando programas na TV, muito se ouve sobre os limites que se devem impor às crianças, sobre o combate ao consumismo por meio de educação financeira e outros milhares de conselhos que são dados aos pais. Fico a pensar o que torna tantos conselhos inócuos? Os pais continuam tão perdidos quanto “cegos em tiroteio”. Aí penso que se Piaget tivesse dito apenas que cada idade tem uma estrutura distinta da outra e que a compreensão e a capacidade operatória variam de acordo com sua idade (cada estágio do desenvolvimento), já seria responsável por uma verdadeira revolução na educação. Ele precisa ser lido e considerado.
De que adianta uma psicóloga dizer que a criança deve ter uma mesada para aprender a lidar com o dinheiro se ela não informa de qual idade está falando? Seria aos 02 anos? Aos 07 anos? Aos 15 anos? Esta é a questão, este é o ponto vital que, se discutido, pode efetivamente ajudar os pais em suas decisões e intervenções.
Não seria muito mais produtivos para os pais se lhe explicarmos que a criança aprende efetivamente a lidar com o dinheiro nas operações concretas (7 a 12 anos), sendo este o momento propício para as primeiras semanadas (iniciar por semana devido a compreensão do tempo). Já com 9 anos a criança é capaz de incluir as classes, estando apta a fazer os desdobramentos da moeda com bastante competência. Assim, os conselheiros e educadores em geral devem focar sua contribuição em desvendar para os pais as capacidades dos filhos em cada momento de seu desenvolvimento.
Nesse nicho da idade é que entra a internet. O “facebook”, por exemplo, é uma rede, instrumento intelectual de uma criança entre 07 e 12 anos, nas suas versões mais simples. Este fato pode levar à atração da criança pela compreensão e manipulação da rede. Mas ela de forma alguma tem a maturidade emocional e experiência de vida para lidar com esta rede complexa. Não é sem razão que as redes sociais proíbem crianças. Os pais devem “ouvir” esse conselho.
Experimentei fazer uma pagina para uma criança e pude ver que, ainda que um adulto esteja ao lado da criança, se torna INCONTROLÁVEL o acesso de contatos multiplicativos das redes sociais ou mesmo de um ”youtube”. Assim, os pais devem limitar radicalmente o aceso a computadores antes dos 12 anos, ocasião em que os pais, participando junto com os filhos, podem lhes dar acesso a alguns recursos dos computadores.
Antes dos 12 anos BRINQUEM com seus filhos, CONVERSEM com seus filhos, LEIA para e com os seus filhos, JOGUEM com os seus filhos. Nunca ache “inteligente” o fato de ele sabe acessar “coisas” no computador. Nada desenvolve tanto a inteligência ou os aspectos afetivos das relações humanas como simplesmente BRINCAR COM OUTRAS CRIANÇAS.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O PONTO FRACO DO ENSINO FORTE






O PONTO FRACO DO ENSINO FORTE
Como este assunto foi abordado sucessivas vezes por nós em diversos artigos, sugerimos a todos a leitura do artigo de capa da revista Época desta semana (01 a 07 de agosto de 2011) com o título acima, sobre o qual ressalto os seguintes tópicos:

1- O desejo de ser “invisível” não é apenas da criança citada, mas de milhares de outras crianças que gostariam de não ser vistas. Lembro-me da “Escolinha do prof. Raimundo”, onde um personagem costumava dizer: “Ah meu deus do céu, já me descobriu eu aqui”.

2- As boas colocações em vestibulares podem ter um custo muito alto, incompatível com a vida moderna. Passar no vestibular não garante sucesso profissional e ainda pode deixar marcas emocionais (medos, inseguranças e raiva).

3- Este modelo de escola do século XVIII, representada por nossa educação tradicional, supervaloriza o acúmulo de conhecimentos, embora o mesmo não tenha caráter permanente, sendo esquecido logo após o vestibular, deixando o espírito vazio.

4- Está em alta no mundo este modelo tradicional de educação porque os pais, com menos filhos e mais comprimidos em pequenos espaços, perderam a autoridade sobre seus filhos, que ficam à mercê do social, da violência e das drogas, lavando os familiares a recorrerem ao autoritarismo imposto por terceiros, no caso, a escola.

5- Os pais fazem sua opção apoiando esta escola que pressiona a criança e destrói seus processos de autonomia e de criatividade. Vemos minguar os alunos das escolas pequenas, alternativas e com metodologias mais sofisticadas, diante do crescimento da “educação de quadro e discursos”, ministrada a dezenas de crianças numa mesma sala.

6- Quando a reportagem diz que cresce no “primeiro mundo” esta visão autoritária de escola, esquece que as escolas na Inglaterra ou Estados Unidos são altamente equipadas e com professores mais bem formados academicamente. Uma sala de aula na Inglaterra não tem ponto de identidade com as salas de aula do Brasil.

7- Quando os pais escolhem as escolas em que estudaram para colocar seus filhos, isso não significa reconhecer a competência social da escola. Antes, isso representa seu próprio medo de arriscar, sua incapacidade de empreender, de diferenciar-se, de criar novidades e agregar-se à evolução social. Agarrar-se ao conhecido é um padrão comportamental e não significa uma escolha consciente.

8- As escolas que selecionam a entrada de alunos são de fato competentes porque o aluno selecionado é competente. Em 1992, em minha tese de mestrado, fiz um capítulo de pesquisa mostrando que a competência de algumas escolas não está nela, mas no aluno que a frequenta. A qualidade só é reconhecida quando se atinge padrões bons em um grupo mais amplo de alunos (não nas elites).

9- A dificuldade dos pais em conhecer e determinar o perfil de seus filhos é imensa. Basta olharmos para a total incapacidade em reconhecer dificuldades de aprendizagem. Qualquer profissional escolar sabe o quão tarde os pais procuram atendimento especializado para seus filhos. Ninguém quer aceitar ter um filho que precise de atenção especial.

10- Os sintomas, cada vez mais comuns, mostram que está se criando uma geração de crianças com medo, inseguras, assustadas e nervosas, que se sentem incompetentes. Os consultórios vão se enchendo e as pequenas escolas vão recebendo cada vez mais crianças “ditas” com dificuldades de aprendizagem.

11- Todo este sufoco no sistema tradicional não garante o sucesso e o que é pior, não garante sequer a aquisição do conhecimento. Se fizermos uma prova de conhecimentos gerais após dois anos de ensino superior, quando está consolidado o esquecimento, o fracasso seria estrondoso. Cada um dos leitores deste artigo deve se perguntar o que sabe de história, geografia, química, de orações subordinadas ou de logaritmos, e verão o quanto a escola marcou sua memória e lhe transmitiu conhecimentos ou conteúdos verdadeiramente.

12- Pessoas bem sucedidas podem vir de escolas alternativas. O que é mais comum é ter egressos deste tipo de escolas alternativas mais bem sucedido. Isto porque hoje a sociedade necessita, cada vez mais, de tomadas de decisões, empreendedorismo, versatilidade e habilidades diversificadas. O mundo moderno precisa cada vez mais de pessoas com estas características que são mais trabalhadas em pequenas escolas alternativas e totalmente esquecidas nas grandes escolas tradicionais, sempre preocupadas com conteúdos rígidos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

MAMÃE, VOVÓS, CRECHE-ESCOLA OU BABÁ ?

Dra Adriana Oliveira Lima

Quando a mãe tem que trabalhar, ou mesmo quando se sente realizada e feliz trabalhando fica a questão de com quem deixar os filhos, em quem confiar longas horas da educação das crianças.
A primeira opção é sempre as avós pela total confiança, particularmente quando são ainda bebês. Entretanto cada vez mais esta instituição avó esta acabando, as avós têm suas próprias vidas, suas amigas, trabalho ou outros interesses e, cada vez menos, estão disponíveis para tomar conta dos netos.

As avós, nos primeiros meses de vida desempenham papel importante por conversarem com os bebês e ensinar-lhes um cem número de imitações importantes no processo de desenvolvimento cognitivo. Por outro lado quando assumem esta tarefa têm grande dificuldade em impor limites, ou estimular aspectos cognitivos dos mais velhos pelo excesso de zelo e atenção despendidos aos pequeninos. Sem dúvida, entretanto, os avós são uma boa opção para deixarmos os bebês.

As babás ou enfermeiras são a opção de muitos pais que devem, no entanto, ter, antes de tudo, boas referências para entregar-lhes os bebês. A babá, por mais competente que seja não possui a formação necessária para estimular o desenvolvimento da criança criando com a criança relação de dependência e superproteção. O maior inconveniente das babás para os pequeninos é a incapacidade de tomar decisões em ocorrências fora da rotina.

As creches devem ser observadas, deve-se certificar de que existem espaços e programações para as crianças fora do berço, particularmente para as crianças acima de seis meses. Muitas vezes as crianças permanecem “presas” em berços por longos períodos. Deve-se verificar a existência de recursos para estimulação do desenvolvimento e a competência da equipe. A grande vantagem é o estímulo ao desenvolvimento e a competência na tomada de decisão.

Assim que a criança for aceita em regime escolar (em alguns casos por volta dos 18 meses) esta será a melhor opção, pois terá o conjunto de vantagens das creches acrescidas do fato do leque de atividades ser sempre mais amplo e diversificado.

Afinal de contas esta é uma decisão difícil que depende dos pais ponderarem diversos aspectos em questão, desde aqueles econômicos até os relativos ao desenvolvimento do seu(a) filho(a).

Lembramos apenas que nesta discussão levem em conta a proposição do Prof. Lauro de Oliveira Lima: “ O melhor brinquedo que se pode dar a uma criança é outra criança”. Assim, se em casa com a babá a criança sofre menos doenças, também perde importantes momentos do seu desenvolvimento afetivo e cognitivo e, portanto, a escola passa a ser o lugar “ótimo” o mais rapidamente possível.



A inteligência da criança observa amando e não com indiferença - isso é o que faz ver o invisível.
MARIA MONTESSOURI

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Laço e o Abraço


MARIA BEATRIZ MARINHO DOS ANJOS


Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita... Dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
...
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.


Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah, então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!


agradeço a Ana Beatriz Albuquerque pela lembrança de tão bonitos versos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

IMPASSES NA APRENDIZAGEM

Maria das Graças Soares
Psicanalista.



Para Piaget a aquisição do conhecimento se dá pela via dos processos de equilibração e desequilibração, caminhos que levam à assimilação do conhecimento pela criança.
Tais processos na rotina de um aluno seriam naturalmente simples não fossem as contingências que afetam a relação sentir/pensar no sujeito.
Um número considerável de crianças na idade escolar apresenta dificuldades no processo de aprendizagem, cuja solução mais comum que os pais e educadores encontram é o reforço escolar, que sem alcançar as causas mais plausíveis desse transtorno, não passa de um paliativo, além de sobrecarregar a já tão pesada rotina que as crianças de hoje são submetidas.
As dificuldades de atenção e conflitos no relacionamento com colegas e professores são diagnosticados pelos profissionais da saúde como “déficits”, onde prevalece hoje o diagnóstico generalizado de TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, negligenciando-se a singularidade de cada um.
Portanto, salvo as crianças autistas e aquelas que sofreram algum tipo de danos cerebrais, o referencial orgânico e/ ou neurológico deve ser excluído no tratamento dos distúrbios de aprendizagem.
A visão organicista dessa problemática deve dar lugar à concepção da família como uma estrutura na cultura, da qual a criança faz parte.
Tomar a família como uma estrutura implica necessariamente em atribuir “lugares” que serão ocupados por seus componentes. E aqui entra a questão do desejo em sua relação com a linguagem e a lei. Lei intimamente relacionada com a função paterna, que irá operar no sentido de determinar um lugar para cada um na estrutura: lugar do pai, lugar da mãe e lugar do filho. Aqui já entramos no universo simbólico, onde as relações de parentesco tem lugar. O pai – através de seu discurso e lugar no desejo materno, é quem faz a função de atribuir e assegurar o lugar de cada filho na estrutura. Isso faz parte da tão conhecida função paterna.
Se essa função claudica demasiadamente, os membros da família podem ficar à deriva, e a criança , freqüentemente, lança mão do sintoma como defesa. Sintoma que pode surgir sob várias identidades: déficits, agressividade, hiper-atividade e outros tantos, aqui inumeráveis.
Enfim, impossível de esgotar tais questões em tão poucas linhas vou concluir, lembrando que, freqüentemente os problemas de aprendizagem no escolar tem origem na dinâmica familiar e nele está implicado uma recusa inconsciente da criança pelo saber. Toda ela, nesse ponto do seu desenvolvimento, nutre naturalmente, como bem o disse Freud, um ímpeto pela investigação intelectual, uma curiosidade inata, só contrariada pelas contingências no seio da família.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Capacitação de professores – PARTE II Esta acabando a profissão “PROFESSOR” ?

Adriana Oliveira Lima

O segundo grande problema que temos que encarar na educação quanto a capacitação dos professores é a fluidez, a rotatividade, a evasão. Se por um lado o descaso com a educação foi a principal causa da evasão dos quadros de profissionais desta área, por outro a própria sociedade ajuda a consolidar uma visão desvalorizada da educação e da escola. A escola pública paga mal e pode-se ver o desvinculo completo entre a sociedade e o professorado, quando deixa-se que greves durem meses (sic!!!).
Do ponto de vista da escola privada os custos trabalhistas e o controle de mercado, impedem possibilidades de estabelecer relação trabalhista como outras empresas privadas podem fazer, ficando a educação sempre sob o controle do estado.
Assim é que o maior contingente dos poucos professores que se formaram nos últimos anos buscaram os concursos públicos que lhes dará em contrapartida ao baixo salário, a estabilidade e uma menor exigência de trabalho. Evadem-se assim os quadros formados, na maioria nas redes privadas, deixando estas instituições (privadas) no ciclo vicioso: “recrutar, capacitar e perder”.
As grandes empresas educacionais, com uma quantidade abusiva de alunos por sala pagam pouco mais dão a ilusão do prestígio fazendo assim, um garimpo sociológico que retira das pequenas escolas seus quadros quase anualmente.
Na dança das cadeiras as pequenas escolas são as que mais investem nas capacitações, na aceitação do profissional de primeiro emprego e no investimento em treinamento em serviço. Mas é delas que os tubarões se alimentam e, sem investir nada em capacitação, distribuem alguns reais a mais (mas muito longe de sua real possibilidade) para captar professores. Mas deles também os professores partem, e com razão, o sistema público termina por ser o mais limitado e menos criativo, mas o que oferece melhores soluções trabalhistas.
Sempre trabalhando em pequenas escolas tenho visto este rito ininterrupto de formar professores e perde-los e recomeçar, sempre....Mas o mercado de professores esta minguando...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Capacitação de professores – PARTE I Adriana Oliveira Lima


Compreender a capacitação é compreender uma questão bastante ampla que envolve todo o processo educacional. É preciso, antes de tudo, compreender os problemas, principalmente este vício brasileiro que desconecta os discursos e as práticas.
Primeiro problema: Falta de TOMADA DE CONSCIÊNCIA sobre a incompetência e as necessidades de mudança:
a) Das escolas que nos modelos tradicionais não mudam nenhum fator estrutural, apenas agregam um ou outro “valor” da modernidade (computador, tablets etc.).
b) Das escolas pequenas que na maioria das vezes monta um discurso e conduz sua prática pedagógica com “atividades legais”, ou seja, sem um contexto teórico que conduza o conjunto das práticas pedagógicas.
c) Dos pais que procuram reproduzir suas próprias vidas ou atender seus desejos através dos filhos e não se dão conta das mudanças sociais, tornando-se assim o sustentáculo da reprodução incompetente da escola.
d) A incapacidade da sociedade se perceber como “fracasso” para então tomar posição mais clara para fomentar reais mudanças no sistema (mas esta é uma característica das sociedades em geral).

Segundo problema: A questão que tem relação direta com os dois únicos aspectos da prática da educação: a) o conteúdo (que os professores ou não dominam ou dominam muito pouco) e b) a metodologia (história das ciências, ou como se aprende cada “tipo” de saber - igualmente desconhecido pelos professores).
O problema é muito sério, passando por uma reestruturação da própria formação de professores, pois a incompetência do ensino superior que não responde às necessidades da sociedade termina por deixar concluir o curso milhares de profissionais sem a menor condição de exercer a contento sua profissão.
Não bastassem as dificuldades que já se acumulam, os “discursistas e legisladores”, apoiados pelas patrulhas do “politicamente correto” de plantão, desejam uma capacitação dos profissionais em diversas áreas, tais como: Educação Ambiental, Educação para o Trânsito, Educação Sexual, Artes, entre outras, sem falar na INCLUSÃO (Libras, braile, dislexias, descalculias, TDAH etc.).
No discurso é valorizada a “autonomia intelectual”. A inclusão empurra para as metodologias mais participativas e subjetivistas, mas a escola brasileira permanece majoritariamente nos esquemas tradicionais, com enormes quantidades de alunos em sala, discursos “legais” e práticas hipócritas.
Para INICIAR qualquer pensamento com foco na qualificação da educação brasileira, temos que tomar algumas iniciativas de longo prazo:

1- A radical mudança na quantidade de alunos por sala de aula – interessante que os interessados na inclusão não lutem por esta medida tão básica para que a inclusão possa vir a ser contemplada.
2- A inclusão da Epistemologia genética (o conhecimento sobre como o sujeito aprende) em qualquer curso de formação de professores.
3- A aprendizagem, nos cursos de formação de professores, da metodologia específica de cada ciência.
4- O estudo do uso de recursos didáticos para facilitar as aprendizagens.
5- A garantia de que o professor domine os conteúdos que pretende ministrar.
6- O fim da distribuição de diplomas na área da educação - impensáveis em qualquer outra área.
7- A obrigatoriedade das escolas terem um conjunto de recursos didáticos (jogos, materiais concretos) que facilitem a aprendizagem.
8- A formação da compreensão moral, dos valores de nossa sociedade, de forma que capacite os professores a acompanharem fenômenos como o bullying.
9- A formação geral para identificação de possíveis problemas de aprendizagem e seu encaminhamento.
10- A capacitação para o PLANEJAMENTO (elaborar, realizar e avaliar).
11 - A curto prazo, adentrar as escolas e capacitar os professores basicamente para os conteúdos e métodos de ensino.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O PAPEL DO JOGO NA APRENDIZAGEM


(VEJA EM PÁGINA ANEXA: Exemplos de jogos Pedagógicos)

O jogo exerce uma fascinação sobre as pessoas que lutam pela vitória, procuram entender seus mecanismos ou simplesmente divertem-se. Em todas as culturas os jogos estão presentes, quer nos grandes espaços, quer nas manipulações de peças em pequenos tabuleiros. Podem estar ligados ao canto, à poesia, às mímicas ou a instrumentos como bolas e armas.
Os gregos chegaram ao ápice do fascínio pelo jogo, com os Jogos Olímpicos, competições tão importantes que faziam as guerras serem suspensas.
Do ponto de vista da criança e dos jovens o jogo é o próprio esquema de assimilar do mundo - elas transformam tudo em jogos. Jean Piaget identifica em seus estudos pelo menos seis tipos diferentes de jogos. Assim, as escolas deveriam fazer do jogo o fundamento das metodologias de ensino para desta forma garantir aprendizagens relevantes e duradouras.
O jogo caracteriza-se pelo uso e manipulação das REGRAS (salvo os jogos simbólicos) e, nesse sentido, é fundamental na construção da moralidade. Mas é preciso saber usar os jogos, pois em cada idade o interesse da criança e do jovem varia, envolvendo-os em diferentes tipos de jogos.
O jogo: 1) Forma o pensamento lógico por meio de suas regras. 2) Forma o comportamento MORAL pela aquisição da regra. 3) Forma a atitude social pela convivência com o outro.
Neste contexto, TODOS OS JOGOS SÃO PEDAGÓGICOS, e as crianças deveriam jogar diariamente em suas escolas. Deveriam ter à disposição toda sorte de jogos que permitam a compreensão de certos conteúdos, que ajudem a sistematizar um conhecimento ou mesmo que simplesmente desenvolva suas capacidades mentais.
Entretanto, o material concreto não possui uma magia em si. Não é a “coisa” que em si resolve os problemas de aprendizagem. O tônus envolvido, a teoria dos jogos (alcançar o que empolga a criança em cada etapa do seu desenvolvimento) terá vital importância. Podemos visitar mil museus e continuarmos na mesma ignorância, enquanto um objeto simples pode tornar-se um grande instrumento de conhecimento dependendo do condutor do processo de aprendizagem.

sábado, 25 de junho de 2011

O Plantio e a Colheita


O Investimento que os pais fazem na educação dos filhos desde muito pequenos, com certeza, será colhido na idade adulta. Deve-se, entretanto não confundir o investimento real na educação com o simples desejo de realização dos pais. Colher os frutos do investimento não consiste em ter como resposta o filho idealizado... Os pais deste tipo estarão sempre insatisfeitos com os resultados dos filhos.

Mas, então, o que estamos chamando de investimento na educação? Longe de ser o cumprir de normas institucionalizadas, como pertencer a um determinado clube ou estudar numa determinada escola, investir na educação é investir na RELAÇÂO, no cuidado diário com cada tomada de decisão. É estar JUNTO nos diversos momentos de crescimento dos filhos. Alguns pais jamais conversam ou sentam no chão para brincar com os filhos quando pequenos e surpreendem-se de desconhecê-los quando estes se tornam adolescentes.

Quando compramos um sapato alto para nossa filha de 4 ou 5 anos ou quando deixamos que predomine em seu mundo a devastadora onda do consumismo, da futilidade que marca as sociedades modernas, estamos de fato investindo na formação de uma pessoa fútil. Se sairmos com nosso filho(a) e conversamos, assistirmos a filmes, passearmos no parque, construímos juntos, contarmos histórias, desenharmos, jogarmos... Construiremos uma pessoa mais rica, plural e, certamente, mais inteligente.

Se os pais têm dificuldade em dizer não, com certeza, terão dificuldades no futuro em conhecer e impor limite aos filhos e terão com os adolescentes as dificuldades das relações permeadas por mentiras e silêncios. Se os pais permitem a ingerência em assuntos adultos, poderão mesmo chegar a temer os filhos.

Se os pais não podem impedir que os filhos alimentem-se de forma irregular e inapropriada, vistam-se inadequadamente, que façam o que querem... Terão dificuldade em fazê-los pessoas independentes e capazes de refletir e de discerni sobre o melhor.

Não pensem os pais que ao encher a criança de guloseimas; roupas e atitudes inadequadas; pouca consciência sobre os papeis sociais; sobre a velhice; a pobreza; as diferenças... Encontrarão um adolescente e, mais tarde um adulto, consciente, amigo e aberto ao diálogo.

Ora, o fato é que o caráter, a ética, a moralidade são construídas no dia a dia desde a mais tenra infância. São, de fato, os detalhes que constroem a vida. Se não faço a intervenção, não ocupo o espaço educacional aberto por cada detalhe da vida social da criança. Sem os detalhes não se colherá a totalidade desejada.

Os pais deveriam ter uma atitude educativa desde as roupas até os brinquedos ou os alimentos que compram para os filhos. Os pais devem ter claro o seu objetivo e buscar as atitudes e os investimentos necessários para consecução dos mesmos. Não se planta feijão para colher arroz.

A escolha da escola é sem dúvida a busca de uma parceria nesta construção e os pais precisam da escola porque este é um processo muito lento e longo que necessita ser partilhado. Assim, a escola não é uma formalidade que se observa nos seus aspectos mais exteriores, mas uma escolha ideológica, uma parceria na educação mais profunda e básica das crianças e jovens.

O conselho mais geral que se pode dar aos pais é para que deixem as crianças serem apenas crianças, preserve a infância, evitem roupas e comportamentos muito adultos, deixe seu filho(a) ter a idade que tem, não permita acelerações ou vivências não apropriadas para sua idade, não deixe os irmãos, primos e amigos mais velhos serem a referência dos mais novos, exerça liderança. Os pais devem ser admirados, respeitados e a principal referência para a criança e para o adolescente. A criança muda de referência quando os próprios pais confirmam esta “outra” referência (irmãos, primos, vizinhos...).

quinta-feira, 23 de junho de 2011

COLÔNIA DE FÉRIAS PODE SER UMA BOA OPÇÃO



Dra Adriana Oliveira Lima
Os pais costumam pensar que Colônia de Férias não é uma boa opção para as crianças. Como suas memórias de escola foram muito ruins pensam sempre que, nas férias, quanto mais distante das escolas melhor. Devem ter razões que ainda perduram, pois as escolas são realmente enfadonhas nos modelos que se apresentam na sociedade.
Mas teremos que também ponderar que a opção é deixar as crianças em casa na TV e/ou computadores. Esta é pior de todas as opções. Mas deve-se procurar alternativas de atividades para as crianças mas férias. Não existem férias cognitivas ou físicas. Criança gosta de estar em atividades e com os amigos. Resta pois fazer uma programação de férias para as crianças incluindo parques, caminhadas, cinemas, teatro e muita brincadeira de teatro , ouvir histórias e jogos.
Outro ponto de vista é começar a ver a “Colônia de Férias” com bons olhos. Claro que precisa saber qual a diversidade de ações propostas e certificar-se de que não é uma reprodução da escola ou o abandono por horas em piscinas ou futebol. Boas Colônias de Férias encantam as crianças que geralmente as preferem que ficar em casa.
Uma colônia de férias deve contemplar principalmente a atividade de espaço físico (corridas, circuitos psicomotores, bolas, e outros jogos motores) e a atividade artística em TODAS as modalidades (plástica, construção, dança teatro, música, etc.). Complementando com horta, culinária e outras aprendizagens sociais que podem ser uma boa brincadeira.
Tenha segurança que estar com os amigos, conhecer novos amigos, participar de atividades sem qualquer stress social das notas pode ser o melhor presente para as crianças nas férias.


EM FORTALEZA

domingo, 19 de junho de 2011

UMA SUPER-ROTINA: INVESTIMENTO OU MERA OCUPAÇÃO ?



Educadores e psicólogos são unânimes em considerar a diversidade de aprendizagens fundamental para o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Fazer um esporte, uma arte, aprender uma língua estrangeira ou trabalhar aspectos específicos do desenvolvimento quando aparecem distúrbios (fala, escrita ou emocional) deve fazer parte da vida das crianças e jovens.

Ora, sem dúvida a diversidade no processo educacional é fundamental para o desenvolvimento afetivo e cognitivo e a escola deve dar conta de grande parte desta diversidade, assumindo estes aspectos do desenvolvimento (arte, corpo, expressão etc.) como parte do desenvolvimento pleno da cidadania e, portanto, incluso em seu papel de educar.

Evidente que algumas habilidades demandam cursos específicos impossíveis de serem efetivados na escola. Os pais devem, então, procurar escolher cuidadosamente em que atividade investir, ou seja, qual a atividade extra escola será mais proveitosa para seus filhos em cada idade do desenvolvimento. Antes de mais nada deve estar atenta em não sobrecarregar a agenda da criança e do jovem sob pena de obter um fracasso generalizado em seu desenvolvimento e mesmo estados de esgotamento psicológico ( estresse infantil).

Após a compreensão de que educar é investir, o que varia de lugar para lugar, os pais devem procurar classificar por idade, o que poderia ser interessante seu filho(a) fazer, compatibilizando os seus desejos com as reais possibilidades dos filhos, tirando assim, de cada atividade o maior proveito..

Alguns artigos publicados em revistas de grande circulação mostraram os níveis de tensão e prejuízos para a criança e o jovem provocados pelo excesso de atividades, não apenas pelo tempo ocupado como pelas expectativas dos pais do sucesso dos filhos nestas atividades. Os pais devem ter nas atividades extras uma fonte de prazer dos filhos, pois a criança apresentará melhores resultados quando têm prazer no que está fazendo. Não esquecer que o desenvolvimento do corpo e do espírito é mais importante que um campeonato de natação.

Os pais devem procurar adequar as atividades que desejam para os filhos e suas reais possibilidades. Por exemplo, a natação antes dos 4 ou 5 anos é mero lazer pois a criança precisa uma certa maturidade sensório motora para realmente nadar (coordenação complexa de movimentos). A expectativa de resultados antes desta idade pode ser desgastante e levar a criança a não gostar da atividade.

A introdução musical livre, com vários instrumentos e movimentos coordenados podem ser explorados bem cedo, mas um instrumento específico deve aguardar um pouco mais, até por volta dos 7 anos. O contato lúdico com a língua estrangeira pode ser riquíssima atividade, mas a estruturação da fala como aprendizagem efetiva ocorrerá num processo que, quando começado por volta dos 2 anos, pode estar concluído por volta dos 12 anos.

A dança, ginástica artística ou outra expressão corporal deve ser lúdica entre os 4 e 8 anos mais ou menos para só então iniciar um processo de disciplina mais rígido. O esporte regular deve variar dependendo de sua modalidade. O Vôlei, por exemplo, é bastante tardio (por volta dos 10 anos), precisando de pulsos fortes, enquanto o futebol pode iniciar muito cedo em escolinhas, pois suas regras podem ser compreendidas por volta dos 7 ou 8 anos.

Ora, o fato é que as atividades devem ser vistas como tendo dois aspectos, um lúdico, que a criança deve experienciar e um disciplinado que deve aguardar a idade adequada para não exercer pressões sobre as crianças e jovens.

Dê ao seu filho a oportunidade de aprender: uma língua, a nadar, introduzir-se no mundo da música e da dança, mas não faça desta experiência maravilhosa uma forma a mais de pressionar seu filho(a) a apresentar resultados...

sábado, 18 de junho de 2011

FORTALEZA - CE

CONVITE DA FESTA JUNINA DA ESCOLA NOVA

Vamos preservar a FESTA JUNINA


Preservar nossa cultura é fundamental. É preciso cuidar de cada detalhe desta preservação. Apresentar às crianças comidas típicas, não apenas em eventos, mas em seu dia a dia, em saudáveis “merendas escolares”. Ensinar músicas folclóricas de todas as regiões brasileiras. Criar eventos que explorem as festas características de cada região.
Uma festa que tomou quase inteiramente o BRASIL é a chamada Festa Junina. Trazida pelos portugueses, essa festa possui as quadrilhas, danças tipicamente francesa. No Brasil, tornou-se uma festa bem brasileira, com elementos indígenas e afros.
No nordeste esta festa tomou proporções especiais, tornando-se o centro das festividades do mês de julho, com competições de quadrilhas e uma forte tradição nas comidas típicas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Na Terra De Lilipute (parte 2)


Os pais devem lembrar que dar acesso à criança a uma série de ações possíveis não é o mesmo que fazer a criança participar do “mundo adulto”. A criança deve acessar ações cotidianas, assim como os pais devem acessar o mundo “liliputiano” dos detalhes e das minúcias. Tem sido um terrível engano confundir a ampliação das ações da inteligência, com estes “anões liliputianos” participando de questões adultas, decidindo e comandando as ações da família.

Por sinal, é sempre bom lembrar que a participação da criança nas questões adultas pode provocar nela tensão e insegurança, como já discutimos em outra oportunidade. O que podemos aqui acrescentar é que mesmo questões corriqueiras como a falta de dinheiro e o cansaço, no contexto desta família nuclear, confinada em pequenos espaços, assustada com a violência e com pouco tempo para dedicar-se aos filhos, devem ser evitadas na presença dos pequenos (anterior a adolescência).

Uma espécie de “complexo de Peter Pan” tem crescido consideravelmente nas crianças em nossos dias: não é bom crescer, é bom ser eterna criança, pois o mundo adulto está repleto de cansaço, contas a pagar, trabalho, irritação... Pelo menos é assim que os adultos agem ao chegar em casa. Não é, pois, desta participação que falamos ao convocar os pais a se aproximarem e conhecerem a terra de Lilipute. O que se quer, ao contrário, é ampliar o campo vital da criança, em termos horizontais, ampliando cada vez mais cada estrutura do desenvolvimento.

Lembremos que quanto mais largo e grosso o tronco de uma árvore, maior é sua possibilidade de chegar a uma enorme altura e quanto mais fino, mais esta árvore será um mero arbusto... A “cadeirinha” para alcançar um novo mundo é o instrumento de alargamento da inteligência, horizontalmente, ampliando e engrossando o tronco da árvore, e não um instrumento de participação no mundo psicológico adulto, fundamentalmente verbal.
Guliver tão logo estabeleceu contato com os liliputianos iniciou seus estudos da língua liliputiana para comunicar-se com seus novos amigos. Da mesma forma os pais ao invés de colocarem a criança em seu mundo verbal devem voltar-se para o mundo da criança e aprender um pouco de sua língua (seu cotidiano).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Na Terra De Lilipute. Parte 1


Guliver, criação de Jonathan Swift era um marinheiro que entre muitas viagens chegou na distante terra de Lilipute onde junto a seus minúsculos habitantes tornava-se um gigante. Estes pequenos habitantes assustados com o gigante deitado sobre as areis da praia, armaram uma estrutura gigantesca gastando todas as horas de uma noite para aprisionar Guliver enquanto dormia. A criança é como este minúsculo habitante de Lilipute numa terra de gigantes. Ela vê o mundo desproporcionalmente grande. Meu filho até hoje lembra da dificuldade de acompanhar nossos passos, meus e do pai, quando caminhávamos juntos...Enquanto caminhávamos, ele corria (!)

Se imaginarmos nos deslocar na casa de um gigante, seremos capazes de imaginar as dificuldades que nossos Liliputianos têm ao deslocarem-se em casa: a privada é enorme e com o poder de tudo carregar...A mesa é alta demais, os trincos das portas inescaláveis, as pias, um desejo distante...Tudo é enorme para criança, nada foi feito para ela.

Nosso horizonte é amplo, o da criança focal. A criança percebe detalhes no chão, numa calçada, nos livros, nos objetos, nas minúcias que a cercam, enquanto nós adultos olhamos na amplitude do horizonte. A criança, em casa, quase nada pode alcançar, o mundo não foi feito para elas. Mas não é apenas o mundo que é desproporcionalmente grande, há todas as coisas que são proibidas, como as máquinas sem contar os sem número de objetos que não pode tocar, não pode quebrar. Além de todas estas dificuldades ainda existem as regras sociais a serem obedecidas.

Estimular a inteligência é dispor para a criança o “que PODE” tocar, pegar, mexer...Chamá-la a participar, assistir, ver, ajudar quando possível. Mesmo os muito pequenos, com três ou quatro anos, podem ajudar a mexer a massa de um bolo, enrolar um brigadeiro, varrer um pedaço da varanda, lavar o chão da cozinha, assistir o conserto de algo... Seria útil explicar-lhes as máquinas, suas funções e seu funcionamento. Para tudo isto precisamos ter o espírito pedagógico, pois certamente a “ajuda” da criança é vista pelo adulto como “atrapalhar” a sua ação.

Meu pai presenteou meu filho, quando ele tinha cerca de dois anos, com um sólido banco para a casa dele (do avô) e uma sólida cadeirinha para minha casa. Mais tarde entendi que ele havia dado ao meu filho o MEIO de alcançar o mundo, acessar uma nova dimensão de todas as coisas. Guardo até hoje esta cadeirinha como o símbolo de uma das mais importantes compreensões que tive do processo pedagógico.
Estar com a criança é entrar no mundo das minúcias, do focal, do pequeno, é preciso sentar no chão e tentar ver este outro mundo, alheio a tudo que rodeia. Trazer a criança para o mundo do adulto é dar-lhe acesso ao inacessível, quando isto não for “contra as leis” definidas pelos pais e também não seja perigoso para a criança.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

GESTO DE SOLIDARIEDADE

REPASSANDO!

Como poucos sabem, o MEC decidiu fechar até o final do ano o Instituto Benjamin Constant, uma Escola de Ensino Regular Especializada na Educação de Cegos, com turmas que vão desde a Estimulação Precoce até o 9º ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental, e com atendimento especializado realizado com os reabilitandos (videntes - pessoas que enxergam - que ficaram cegos por alguma razão).


O fato saiu no jornal O Globo inclusive, mas não chegou a ser a grande notícia da semana, pois poucos sabem o significado da instituição para o país. Não somente querem fechá-lo, mas também ao INES (para surdos) e ir aos poucos acabando com as escolas especializadas em educação especial, qualquer que seja a necessidade.
Em nosso país o sistema de ensino não consegue suprir as necessidades dos alunos regulares, quem dirá dos especiais. Cansamos de ver escolas com falta de material, falta de professores e que carecem de meios para que se tenha controle dos alunos e lhes ensinem valores morais já esquecidos na sociedade atual, e ainda entra em cena o "bullying" (palavra tão usada ultimamente) que emerge desta impotência moral iniciada no ambiente escolar.



No Instituto, as crianças se sentem parte de um todo, não sofrem preconceitos mas saem de lá prontas para enfrentá-los, prontos para enfrentar nosso mundo de videntes egoístas. Lá elas aprendem a andar sem cair ou bater em objetos, aprendem a comer, têm esportes específicos, desde pequeninos são estimulados. Alguns dos alunos inclusive passam a semana no Instituto, são alunos internos do Benjamin constant. Alguns alunos são Internos porque os pais não têm condições de levar e buscar, seja por dificuldades financeiras ou de trabalho (as aulas são em tempo integral). Com cuidadores para auxiliá-los a semana toda, dormitórios estruturados, refeições bem preparadas pelas "tias da cozinha" e elaboradas por nutricionistas.
Algumas crianças só têm na vida o Instituto. Posso parecer que estou exagerando, mas não é. A maioria das crianças não são somente cegas, algumas têm doenças degenerativas , ou seja, a doença vai piorando a um estado...que...enfim. No IBC é onde elas são aceitas e têm assistência de profissionais capacitados. Só tentar descrever pelo e-mail é complicado, aconselho que tirem um dia e visitem o Instituto. Estar presente e até mesmo fazer trabalho voluntário lá pode mudar o jeito que temos de ver a vida, e com sorte nos tornar pessoas melhores.
Essa luta não é por mim. É uma luta EXTREMAMENTE pelos alunos, pelo próximo!



Geralmente só percebemos diferentes situações fora de nosso círculo social quando nos afeta de alguma maneira. Quem tem alguém especial por perto sabe das dificuldades que enfrentamos, bate de frente com o preconceito, a desigualdade e o descaso que cai sobre eles.



Meu principal objetivo com este e-mail é conscientizar as pessoas, principalmente os cariocas, da importância desse centro de referência para cegos de todo o Brasil. E é um motivo de orgulho para nós termos tal instituição que capacita tão bem seus alunos. Vamos lutar contra esse absurdo de fechar o IBC! Se quiser colaborar, agradecemos muito!
Abaixo assinado: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8365

Vamos repassar essa corrente de luta e amor ao próximo, por isso imploro para que repasse, por favor, para TODOS os seus contatos essa mensagem!
O Instituto Benjamin Constant fica na Av. Pasteur - Urca (Próximo a Botafogo, na calçada do campus Praia Vermelha da UFRJ e Unirio) caso queira conhecer.
e o site: http://www.ibc.gov.br/
Te esperamos lá!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O QUE FAZER ??????


Assistindo um debate na BBC me recordo que há cerca de 15 anos, quando vivi na Grã-Bretanha, assisti ao mesmo tipo de debate e o mais fascinante agora quanto antes, é o número de pessoas interessadas em discutir temas profundos como educação ou política. Agora na Europa pude ver crianças pequenas enchendo TODOS os museus. Meu Deus, que faremos com nossa educação? A cité de ciências na França é indizível. A nossa sociedade, tacanha e ignorante, não será capaz de transformar nada. Escolas são dirigidas por pessoas que não leem sequer um livro, que falam de conteúdos que desconhecem. Citam educadores que não leram – nem sequer uma obra. Escolas alardeiam o uso de computadores e outros equipamentos, mas as crianças e jovens nem sequer precisam da escola para deles fazer uso. A escola é incapaz de transformar essas novidades tecnológicas em ferramentas pedagógicas. Não se estuda. Não se lê. Recita-se futilidades como se a escola fosse um SCRAPBOOK, uma fantasia que se desenha sobre a realidade para enfeitá-la.
Conversando com uma mãe, dizíamos que o que esperamos de um médico é que ele esteja sempre se atualizando, estudando, que um engenheiro adquira sempre novas tecnologias... Na educação se faz escola, dirige-se escola, coordena-se, dão-se aulas sem ler um livro sequer, sem fazer cursos ou sem grupos de estudo. Imersos em um mar de futilidades e superficialidades, rodeados de balões cor de rosa. Como formar uma geração de leitores se adentramos a casa de educadores e não encontramos livros, não os vemos fazendo cursos ou aperfeiçoando-se em suas áreas? Sem contar a moda do curso virtual, com mecanismos de controle em todos os países menos no Brasil.
Cursos vazios, sem platéias, livros sem leitura e muita mentira camuflada em laptops. Confusos projetos ditos “EDUCATIVOS” QUE NÃO se inscrevem em nenhum plano geral de educação. Ver as crianças e professores nos museus europeus chega a ser doloroso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NÃO IMPORTA A ORIGEM DESTE TEXTO


muitos textos na internet são atribuidos a A ou B...este texto independe do autor:

"Caro Professor

Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor diga-lhe que, para cada vilão,há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado;
ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo; ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma encontrada,vensine-o a perder mas também a gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso; faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique -lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciênciabde ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou lhe pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

Abrham Lincoln, 1830. Retirado do livro: "Lutas de Ideias"

sábado, 14 de maio de 2011

POR UMA VIDA MELHOR, a apologia da ignorância. Dra Adriana Oliveira Lima


POR UMA VIDA MELHOR, da coleção “VIVER, APRENDER”, de autoria de Heloisa Ramos e adotado pelo MEC (Ministério da educação e Cultura) para o ensino da língua Portuguesa, diz que o aluno deve se sentir a vontade se identificando com o livro na maneira de falar ( com os erros da linguagem popular). A autora diz ainda que se o aluno sofrer pressão significa um “preconceito linguístico” e completa, dizendo que o português correto é língua culta. Diz a autora que se guiou pelos documentos do MEC (sic!).
Sinceramente, para ensinar “nos compra o livro”, “as criança”, “agente fazemo” não precisamos sequer ir a escola, quem dirá usar livro.
Não é desta forma que a escola se aproximará do aluno nem será esta a forma de fazer o aluno adentrar o corpo de sua cultura.. A autora, adotada pelo MEC para quase 500 mil alunos, diz que não deve existir certo e errado, mas sim adequado e inadequado (SIC!). Estamos agora no fantasioso mundo do politicamente correto onde dizer que se esta falando errado logo será crime administrado pelo estado.
Ora a função da escola é transmitir a cultura, o conhecimento acumulado pelas comunidades e sociedades em geral. Tem assim função de preservar e coletar patrimônio. Para ensinar a fala popular não se precisa de escola. A escola deve trazer o aluno para o domínio de sua língua. Devemos ter em conta que flexões verbais ou concordâncias de número NÂO constituem ainda a língua culta, esta sim, uma sofisticação que deve ser acessada quanto mais avança o aluno em seus estudos. Falar e escrever corretamente constituem o próprio processo de socialização.
Proliferarão os dialetos regionais (“ramos imbora!” “quano falei,,,” , “ispermenta”...plural então, vamos desistir!!) pois as falas populares se distinguem de região em região. Logo não falaremos mais a mesma língua por desistirmos de um PADRÃO linguístico que deveria preponderar em todas as escola em todo o país.
Em linguagem agressiva e mordaz, Reinaldo Azevedo denuncia estes absurdos:
“Na nossa língua, os adjetivos têm flexão de gênero e número, e os verbos, de número. Quem dominar com mais eficiência esse instrumental terá vantagens competitivas vida afora. (...)
Ninguém precisa de professor, minha senhora, para se comunicar de modo eficiente com os seus pares. Fosse assim, os analfabetos morreriam à míngua; fosse assim, Brasil afora, a nação estaria esfaimando. Os professores existem justamente para lembrar que a norma culta existe, (...)
(sobre os baixos salários) Não importa! Dêem um salário milionário à categoria, e não sairemos do pântano enquanto valores como o que orientam a estupidez acima forem influentes.

Nada mais a dizer!!!!
OS: o título do livro é sem comentário!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

HORÁRIO INTEGRAL NA ESCOLA




Ficar na escola o dia inteiro pode ser muito bom para as crianças para os pais e um bom investimento na educação dos filhos.
É muito frequente os pais sentirem culpa por deixar as crianças na escola, acreditando que em casa estão mais bem assistidas. Não é um fato. Quase sempre a criança fica só com adultos sem desafios para sua idade e, mais frequentemente ainda, ficam em frente a televisão ou computadores. Os pequeninos ficam “por ali” esperando os ritos dos cuidados com banhos e alimentação.
As vantagens da escola
• Aprendizagem de alimentar-se dentro de uma diversidade de alimentos;
• O aumento progressivo da independência da criança (banhar-se, vestir-se, alimentar-se, arrumar suas coisas entre outras atividades).
• Desenvolvimento da linguagem devido à diversidade dos companheiros em situação mais familiar (irmãos). No rastro da linguagem, a socialização.
• Aprendizagem mais efetiva devido às pesquisas e deveres serem feitos com mais independência e junto com amigos.
• Diversidade de atividades que a escola pode proporcionar.
• Superação das situações estressantes entre pais e filhos por conta das pesquisas.
• Aprendizagem da gerência de tempo e atividade – a criança não pode ficar numa mesma atividade a tarde inteira.

CLICK ABAIXO PARA CONHECER A ESCOLA NOVA

AO ESCOLHER UMA ESCOLA PROCURE VER AS ATIVIDADES PROPOSTAS E AS ALTERNATIVAS OFERECIDAS (HORÁRIO INTEGRAL, HORÁRIO AMERICANO, JANTAR, ETC)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Natália Leitão
Fui a um debate sobre "As crianças e o consumismo", em Setembro de 2010, na Escola Nova, onde foi passado esse video e em seguida um debate com a Profa. Inês Vitorino (UFC)... muito bom... como não postei na época, postando agora, pois vale muito a pena todos assistirem e refletirem sobre o que nos mostra esse video (dividido em 6 partes)...
CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO (PARTE 1)
www.youtube.com
Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. Assista todas elas, com troca automática ao final de cada parte. Clique somente uma vez aqui: http://...
http://youtu.be/dX-ND0G8PRU

QUINO diz TUDO sem uma palavra!!!!!

sábado, 7 de maio de 2011

Homenagem a ROBERTO AMARAL




Quem é: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Amaral

Grande amigo da família, foi uma honra estar presente na homenagem feita pela Assembléia Legislativa do CE no di 06 de Maio de 2011.
PARABÉNS Amaral!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O BEM e o MAL e as abelhinhas patrulheiras...




“Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra, e terão a guerra”. W. Churchill



Yves de La Taille, em entrevista à revista ÈPOCA desta semana, afirma que “o mal existe”. Ele mostra que as escolas, frente às questões do BULLYING, tendem a psicologizar, interpretando as razões de um ou de outro protagonista em cada conflito. O Sr La Taille será execrado pelas correntes do “politicamente correto” ou do discurso “único” da “verdade entre os dois lados” (sic!). Hoje não se pode ter um pensamento dissonante, sem que um enxame de “abelhas” patrulheiras caiam em cima agressivamente.

Mas acontece que se não há o bem ou o mal como querem os discursos da pós-modernidade que justificam todos por suas histórias e contextos, como poderá a escola construir uma ética, uma moralidade e valores? Precisamos tomar posições, escolher, ter objetivos claros e lutar por idéias. Assim é que se constroem comportamentos éticos. A vida é constante transformação, e mesmo que tenhamos muitas vezes que nos reformularmos, precisamos acreditar no bem e no mal.

Hoje, nossa grande dificuldade é separar o joio do trigo, pois as patrulhas não permitem divergências - temos todos que pensar igual, sempre dentro de uma mesma lógica e de um mesmo paradigma. Tudo que não é “A” não pode e não deve existir. Neste mar de discursos amorfos não se pode educar. O Bullying não é apenas um fenômeno psicológico, ele é o MAL, algo ERRADO que deve ser discutido com as crianças como tal.

Não se pode desistir do debate, do confronto de opiniões por mais que os patrulheiros tentem nos colocar em posição de desconforto.

É necessário discutir em vista da democracia. É necessário respeitar a divergência. E, para escapar destas “abelhinhas patrulheiras”, devemos ter sempre em mente alguns versos de William E Henleynas, em seu poema INVICTUS:

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.