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terça-feira, 3 de abril de 2012
As palavras e as coisas
Piaget fez vasto estudo sobre a Representação do Mundo na Criança. Entre temas como os sonhos e o animismo, estudou os "nomes e as coisas". Qual a origem dos nomes? Quem deu nome as coisas? Podemos mudar os nomes das coisas?
Neste curto video temos parte da atividade sobre as Palavras e as coisas com crianças de 9 e 10 anos.
http://youtu.be/S7XRu2MBpIs
sábado, 10 de março de 2012
O Estádio Simbólico
SUGESTÕES PARA OS PAIS
(a criança de 03 a 04 anos)
(a criança de 03 a 04 anos)
O texto abaixo é do livro FAZER ESCOLA da
Dra Adriana Oliveira Lima
“Dicas” para OS PAIS
Das crianças
SIMBÓLICAS
·
·
Conte
muitas histórias, ainda que repetidas (a criança nessa idade adora a
repetição). Use livros com figuras e não se preocupe com o texto escrito no
livro. Descreva as figuras, invente... Esta idade é propícia ao aumento de
vocabulário, aproveite as figuras descritivamente.
·
Qualquer resistência a ordens pode
ser contornada pelo faz-de-conta. Se transformarmos o “dever” (tomar banho,
comer, etc.) numa “aventura”, as resistências caem por terra. Sempre que
possível “invente” uma história.
·
Brinque com ela diariamente por
algum tempo. Lembre que ela não tem noção de tempo e, portanto, 10 minutos
podem ser uma infinidade. A qualidade
deste momento é o mais importante. Faça com prazer, lembrando que poucos
minutos podem ficar como lembranças por toda uma vida.
·
Panelinhas, carrinhos, casinhas... A
imitação da realidade é seu brinquedo favorito. Um telefone velho, um chaveiro
com velhas chaves ou caixas podem se transformar em interessantes brinquedos.
·
Tenha sempre papel e lápis à mão,
pois desenhar é uma atividade para todos os momentos e lugares. Num restaurante,
por exemplo, ou lugares em que os adultos permanecem por longo tempo, esperando
que as crianças os acompanhem.
·
Ensine sua criança a folhear
revistas e, ao final, ajude-a a recortá-las (aos 3/4 anos). A percepção do
detalhe nessa idade é fascinante e elas podem concentrar-se por algum tempo
olhando figuras de uma revistinha.
·
Brinque com maquiagem. Pinte rostos
de palhaços, animais etc. Use fantasias, roupas (vestir a roupa do papai e da
mamãe). Pintar-se pode ser uma brincadeira divertida. Pinte-se e fantasie-se
com a criança - é bastante divertido. Dance, ouça música.
·
Ensine os movimentos básicos com
massa de modelar: construir cobras e bolinhas (movimentos finos). Brinque de
dar cambalhota, rolar na cama, no chão, pegar e lançar uma bola ou equilibrar-se
(movimentos largos).
·
Construa castelos na areia e brinque
com água (piscinas, balde, mangueira), lave carros e leve baldinhos quando for
à praia. A praia pode ser um desafio de engenharia.
·
Não castigue a ”mentira”,
pois a criança não tem noção sociológica deste ato, e não a deixe de castigo
por longo tempo, pois ela não tem noção de tempo (pode-se dizer que ficou uma
hora, sem que tenha passado sequer 5 minutos).
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
CURSO LINGUAGEM E PENSAMENTO
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O PONTO FRACO DO ENSINO FORTE

O PONTO FRACO DO ENSINO FORTE
Como este assunto foi abordado sucessivas vezes por nós em diversos artigos, sugerimos a todos a leitura do artigo de capa da revista Época desta semana (01 a 07 de agosto de 2011) com o título acima, sobre o qual ressalto os seguintes tópicos:
1- O desejo de ser “invisível” não é apenas da criança citada, mas de milhares de outras crianças que gostariam de não ser vistas. Lembro-me da “Escolinha do prof. Raimundo”, onde um personagem costumava dizer: “Ah meu deus do céu, já me descobriu eu aqui”.
2- As boas colocações em vestibulares podem ter um custo muito alto, incompatível com a vida moderna. Passar no vestibular não garante sucesso profissional e ainda pode deixar marcas emocionais (medos, inseguranças e raiva).
3- Este modelo de escola do século XVIII, representada por nossa educação tradicional, supervaloriza o acúmulo de conhecimentos, embora o mesmo não tenha caráter permanente, sendo esquecido logo após o vestibular, deixando o espírito vazio.
4- Está em alta no mundo este modelo tradicional de educação porque os pais, com menos filhos e mais comprimidos em pequenos espaços, perderam a autoridade sobre seus filhos, que ficam à mercê do social, da violência e das drogas, lavando os familiares a recorrerem ao autoritarismo imposto por terceiros, no caso, a escola.
5- Os pais fazem sua opção apoiando esta escola que pressiona a criança e destrói seus processos de autonomia e de criatividade. Vemos minguar os alunos das escolas pequenas, alternativas e com metodologias mais sofisticadas, diante do crescimento da “educação de quadro e discursos”, ministrada a dezenas de crianças numa mesma sala.
6- Quando a reportagem diz que cresce no “primeiro mundo” esta visão autoritária de escola, esquece que as escolas na Inglaterra ou Estados Unidos são altamente equipadas e com professores mais bem formados academicamente. Uma sala de aula na Inglaterra não tem ponto de identidade com as salas de aula do Brasil.
7- Quando os pais escolhem as escolas em que estudaram para colocar seus filhos, isso não significa reconhecer a competência social da escola. Antes, isso representa seu próprio medo de arriscar, sua incapacidade de empreender, de diferenciar-se, de criar novidades e agregar-se à evolução social. Agarrar-se ao conhecido é um padrão comportamental e não significa uma escolha consciente.
8- As escolas que selecionam a entrada de alunos são de fato competentes porque o aluno selecionado é competente. Em 1992, em minha tese de mestrado, fiz um capítulo de pesquisa mostrando que a competência de algumas escolas não está nela, mas no aluno que a frequenta. A qualidade só é reconhecida quando se atinge padrões bons em um grupo mais amplo de alunos (não nas elites).
9- A dificuldade dos pais em conhecer e determinar o perfil de seus filhos é imensa. Basta olharmos para a total incapacidade em reconhecer dificuldades de aprendizagem. Qualquer profissional escolar sabe o quão tarde os pais procuram atendimento especializado para seus filhos. Ninguém quer aceitar ter um filho que precise de atenção especial.
10- Os sintomas, cada vez mais comuns, mostram que está se criando uma geração de crianças com medo, inseguras, assustadas e nervosas, que se sentem incompetentes. Os consultórios vão se enchendo e as pequenas escolas vão recebendo cada vez mais crianças “ditas” com dificuldades de aprendizagem.
11- Todo este sufoco no sistema tradicional não garante o sucesso e o que é pior, não garante sequer a aquisição do conhecimento. Se fizermos uma prova de conhecimentos gerais após dois anos de ensino superior, quando está consolidado o esquecimento, o fracasso seria estrondoso. Cada um dos leitores deste artigo deve se perguntar o que sabe de história, geografia, química, de orações subordinadas ou de logaritmos, e verão o quanto a escola marcou sua memória e lhe transmitiu conhecimentos ou conteúdos verdadeiramente.
12- Pessoas bem sucedidas podem vir de escolas alternativas. O que é mais comum é ter egressos deste tipo de escolas alternativas mais bem sucedido. Isto porque hoje a sociedade necessita, cada vez mais, de tomadas de decisões, empreendedorismo, versatilidade e habilidades diversificadas. O mundo moderno precisa cada vez mais de pessoas com estas características que são mais trabalhadas em pequenas escolas alternativas e totalmente esquecidas nas grandes escolas tradicionais, sempre preocupadas com conteúdos rígidos.
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