terça-feira, 19 de julho de 2011

IMPASSES NA APRENDIZAGEM

Maria das Graças Soares
Psicanalista.



Para Piaget a aquisição do conhecimento se dá pela via dos processos de equilibração e desequilibração, caminhos que levam à assimilação do conhecimento pela criança.
Tais processos na rotina de um aluno seriam naturalmente simples não fossem as contingências que afetam a relação sentir/pensar no sujeito.
Um número considerável de crianças na idade escolar apresenta dificuldades no processo de aprendizagem, cuja solução mais comum que os pais e educadores encontram é o reforço escolar, que sem alcançar as causas mais plausíveis desse transtorno, não passa de um paliativo, além de sobrecarregar a já tão pesada rotina que as crianças de hoje são submetidas.
As dificuldades de atenção e conflitos no relacionamento com colegas e professores são diagnosticados pelos profissionais da saúde como “déficits”, onde prevalece hoje o diagnóstico generalizado de TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, negligenciando-se a singularidade de cada um.
Portanto, salvo as crianças autistas e aquelas que sofreram algum tipo de danos cerebrais, o referencial orgânico e/ ou neurológico deve ser excluído no tratamento dos distúrbios de aprendizagem.
A visão organicista dessa problemática deve dar lugar à concepção da família como uma estrutura na cultura, da qual a criança faz parte.
Tomar a família como uma estrutura implica necessariamente em atribuir “lugares” que serão ocupados por seus componentes. E aqui entra a questão do desejo em sua relação com a linguagem e a lei. Lei intimamente relacionada com a função paterna, que irá operar no sentido de determinar um lugar para cada um na estrutura: lugar do pai, lugar da mãe e lugar do filho. Aqui já entramos no universo simbólico, onde as relações de parentesco tem lugar. O pai – através de seu discurso e lugar no desejo materno, é quem faz a função de atribuir e assegurar o lugar de cada filho na estrutura. Isso faz parte da tão conhecida função paterna.
Se essa função claudica demasiadamente, os membros da família podem ficar à deriva, e a criança , freqüentemente, lança mão do sintoma como defesa. Sintoma que pode surgir sob várias identidades: déficits, agressividade, hiper-atividade e outros tantos, aqui inumeráveis.
Enfim, impossível de esgotar tais questões em tão poucas linhas vou concluir, lembrando que, freqüentemente os problemas de aprendizagem no escolar tem origem na dinâmica familiar e nele está implicado uma recusa inconsciente da criança pelo saber. Toda ela, nesse ponto do seu desenvolvimento, nutre naturalmente, como bem o disse Freud, um ímpeto pela investigação intelectual, uma curiosidade inata, só contrariada pelas contingências no seio da família.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Capacitação de professores – PARTE II Esta acabando a profissão “PROFESSOR” ?

Adriana Oliveira Lima

O segundo grande problema que temos que encarar na educação quanto a capacitação dos professores é a fluidez, a rotatividade, a evasão. Se por um lado o descaso com a educação foi a principal causa da evasão dos quadros de profissionais desta área, por outro a própria sociedade ajuda a consolidar uma visão desvalorizada da educação e da escola. A escola pública paga mal e pode-se ver o desvinculo completo entre a sociedade e o professorado, quando deixa-se que greves durem meses (sic!!!).
Do ponto de vista da escola privada os custos trabalhistas e o controle de mercado, impedem possibilidades de estabelecer relação trabalhista como outras empresas privadas podem fazer, ficando a educação sempre sob o controle do estado.
Assim é que o maior contingente dos poucos professores que se formaram nos últimos anos buscaram os concursos públicos que lhes dará em contrapartida ao baixo salário, a estabilidade e uma menor exigência de trabalho. Evadem-se assim os quadros formados, na maioria nas redes privadas, deixando estas instituições (privadas) no ciclo vicioso: “recrutar, capacitar e perder”.
As grandes empresas educacionais, com uma quantidade abusiva de alunos por sala pagam pouco mais dão a ilusão do prestígio fazendo assim, um garimpo sociológico que retira das pequenas escolas seus quadros quase anualmente.
Na dança das cadeiras as pequenas escolas são as que mais investem nas capacitações, na aceitação do profissional de primeiro emprego e no investimento em treinamento em serviço. Mas é delas que os tubarões se alimentam e, sem investir nada em capacitação, distribuem alguns reais a mais (mas muito longe de sua real possibilidade) para captar professores. Mas deles também os professores partem, e com razão, o sistema público termina por ser o mais limitado e menos criativo, mas o que oferece melhores soluções trabalhistas.
Sempre trabalhando em pequenas escolas tenho visto este rito ininterrupto de formar professores e perde-los e recomeçar, sempre....Mas o mercado de professores esta minguando...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Capacitação de professores – PARTE I Adriana Oliveira Lima


Compreender a capacitação é compreender uma questão bastante ampla que envolve todo o processo educacional. É preciso, antes de tudo, compreender os problemas, principalmente este vício brasileiro que desconecta os discursos e as práticas.
Primeiro problema: Falta de TOMADA DE CONSCIÊNCIA sobre a incompetência e as necessidades de mudança:
a) Das escolas que nos modelos tradicionais não mudam nenhum fator estrutural, apenas agregam um ou outro “valor” da modernidade (computador, tablets etc.).
b) Das escolas pequenas que na maioria das vezes monta um discurso e conduz sua prática pedagógica com “atividades legais”, ou seja, sem um contexto teórico que conduza o conjunto das práticas pedagógicas.
c) Dos pais que procuram reproduzir suas próprias vidas ou atender seus desejos através dos filhos e não se dão conta das mudanças sociais, tornando-se assim o sustentáculo da reprodução incompetente da escola.
d) A incapacidade da sociedade se perceber como “fracasso” para então tomar posição mais clara para fomentar reais mudanças no sistema (mas esta é uma característica das sociedades em geral).

Segundo problema: A questão que tem relação direta com os dois únicos aspectos da prática da educação: a) o conteúdo (que os professores ou não dominam ou dominam muito pouco) e b) a metodologia (história das ciências, ou como se aprende cada “tipo” de saber - igualmente desconhecido pelos professores).
O problema é muito sério, passando por uma reestruturação da própria formação de professores, pois a incompetência do ensino superior que não responde às necessidades da sociedade termina por deixar concluir o curso milhares de profissionais sem a menor condição de exercer a contento sua profissão.
Não bastassem as dificuldades que já se acumulam, os “discursistas e legisladores”, apoiados pelas patrulhas do “politicamente correto” de plantão, desejam uma capacitação dos profissionais em diversas áreas, tais como: Educação Ambiental, Educação para o Trânsito, Educação Sexual, Artes, entre outras, sem falar na INCLUSÃO (Libras, braile, dislexias, descalculias, TDAH etc.).
No discurso é valorizada a “autonomia intelectual”. A inclusão empurra para as metodologias mais participativas e subjetivistas, mas a escola brasileira permanece majoritariamente nos esquemas tradicionais, com enormes quantidades de alunos em sala, discursos “legais” e práticas hipócritas.
Para INICIAR qualquer pensamento com foco na qualificação da educação brasileira, temos que tomar algumas iniciativas de longo prazo:

1- A radical mudança na quantidade de alunos por sala de aula – interessante que os interessados na inclusão não lutem por esta medida tão básica para que a inclusão possa vir a ser contemplada.
2- A inclusão da Epistemologia genética (o conhecimento sobre como o sujeito aprende) em qualquer curso de formação de professores.
3- A aprendizagem, nos cursos de formação de professores, da metodologia específica de cada ciência.
4- O estudo do uso de recursos didáticos para facilitar as aprendizagens.
5- A garantia de que o professor domine os conteúdos que pretende ministrar.
6- O fim da distribuição de diplomas na área da educação - impensáveis em qualquer outra área.
7- A obrigatoriedade das escolas terem um conjunto de recursos didáticos (jogos, materiais concretos) que facilitem a aprendizagem.
8- A formação da compreensão moral, dos valores de nossa sociedade, de forma que capacite os professores a acompanharem fenômenos como o bullying.
9- A formação geral para identificação de possíveis problemas de aprendizagem e seu encaminhamento.
10- A capacitação para o PLANEJAMENTO (elaborar, realizar e avaliar).
11 - A curto prazo, adentrar as escolas e capacitar os professores basicamente para os conteúdos e métodos de ensino.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O PAPEL DO JOGO NA APRENDIZAGEM


(VEJA EM PÁGINA ANEXA: Exemplos de jogos Pedagógicos)

O jogo exerce uma fascinação sobre as pessoas que lutam pela vitória, procuram entender seus mecanismos ou simplesmente divertem-se. Em todas as culturas os jogos estão presentes, quer nos grandes espaços, quer nas manipulações de peças em pequenos tabuleiros. Podem estar ligados ao canto, à poesia, às mímicas ou a instrumentos como bolas e armas.
Os gregos chegaram ao ápice do fascínio pelo jogo, com os Jogos Olímpicos, competições tão importantes que faziam as guerras serem suspensas.
Do ponto de vista da criança e dos jovens o jogo é o próprio esquema de assimilar do mundo - elas transformam tudo em jogos. Jean Piaget identifica em seus estudos pelo menos seis tipos diferentes de jogos. Assim, as escolas deveriam fazer do jogo o fundamento das metodologias de ensino para desta forma garantir aprendizagens relevantes e duradouras.
O jogo caracteriza-se pelo uso e manipulação das REGRAS (salvo os jogos simbólicos) e, nesse sentido, é fundamental na construção da moralidade. Mas é preciso saber usar os jogos, pois em cada idade o interesse da criança e do jovem varia, envolvendo-os em diferentes tipos de jogos.
O jogo: 1) Forma o pensamento lógico por meio de suas regras. 2) Forma o comportamento MORAL pela aquisição da regra. 3) Forma a atitude social pela convivência com o outro.
Neste contexto, TODOS OS JOGOS SÃO PEDAGÓGICOS, e as crianças deveriam jogar diariamente em suas escolas. Deveriam ter à disposição toda sorte de jogos que permitam a compreensão de certos conteúdos, que ajudem a sistematizar um conhecimento ou mesmo que simplesmente desenvolva suas capacidades mentais.
Entretanto, o material concreto não possui uma magia em si. Não é a “coisa” que em si resolve os problemas de aprendizagem. O tônus envolvido, a teoria dos jogos (alcançar o que empolga a criança em cada etapa do seu desenvolvimento) terá vital importância. Podemos visitar mil museus e continuarmos na mesma ignorância, enquanto um objeto simples pode tornar-se um grande instrumento de conhecimento dependendo do condutor do processo de aprendizagem.

sábado, 25 de junho de 2011

O Plantio e a Colheita


O Investimento que os pais fazem na educação dos filhos desde muito pequenos, com certeza, será colhido na idade adulta. Deve-se, entretanto não confundir o investimento real na educação com o simples desejo de realização dos pais. Colher os frutos do investimento não consiste em ter como resposta o filho idealizado... Os pais deste tipo estarão sempre insatisfeitos com os resultados dos filhos.

Mas, então, o que estamos chamando de investimento na educação? Longe de ser o cumprir de normas institucionalizadas, como pertencer a um determinado clube ou estudar numa determinada escola, investir na educação é investir na RELAÇÂO, no cuidado diário com cada tomada de decisão. É estar JUNTO nos diversos momentos de crescimento dos filhos. Alguns pais jamais conversam ou sentam no chão para brincar com os filhos quando pequenos e surpreendem-se de desconhecê-los quando estes se tornam adolescentes.

Quando compramos um sapato alto para nossa filha de 4 ou 5 anos ou quando deixamos que predomine em seu mundo a devastadora onda do consumismo, da futilidade que marca as sociedades modernas, estamos de fato investindo na formação de uma pessoa fútil. Se sairmos com nosso filho(a) e conversamos, assistirmos a filmes, passearmos no parque, construímos juntos, contarmos histórias, desenharmos, jogarmos... Construiremos uma pessoa mais rica, plural e, certamente, mais inteligente.

Se os pais têm dificuldade em dizer não, com certeza, terão dificuldades no futuro em conhecer e impor limite aos filhos e terão com os adolescentes as dificuldades das relações permeadas por mentiras e silêncios. Se os pais permitem a ingerência em assuntos adultos, poderão mesmo chegar a temer os filhos.

Se os pais não podem impedir que os filhos alimentem-se de forma irregular e inapropriada, vistam-se inadequadamente, que façam o que querem... Terão dificuldade em fazê-los pessoas independentes e capazes de refletir e de discerni sobre o melhor.

Não pensem os pais que ao encher a criança de guloseimas; roupas e atitudes inadequadas; pouca consciência sobre os papeis sociais; sobre a velhice; a pobreza; as diferenças... Encontrarão um adolescente e, mais tarde um adulto, consciente, amigo e aberto ao diálogo.

Ora, o fato é que o caráter, a ética, a moralidade são construídas no dia a dia desde a mais tenra infância. São, de fato, os detalhes que constroem a vida. Se não faço a intervenção, não ocupo o espaço educacional aberto por cada detalhe da vida social da criança. Sem os detalhes não se colherá a totalidade desejada.

Os pais deveriam ter uma atitude educativa desde as roupas até os brinquedos ou os alimentos que compram para os filhos. Os pais devem ter claro o seu objetivo e buscar as atitudes e os investimentos necessários para consecução dos mesmos. Não se planta feijão para colher arroz.

A escolha da escola é sem dúvida a busca de uma parceria nesta construção e os pais precisam da escola porque este é um processo muito lento e longo que necessita ser partilhado. Assim, a escola não é uma formalidade que se observa nos seus aspectos mais exteriores, mas uma escolha ideológica, uma parceria na educação mais profunda e básica das crianças e jovens.

O conselho mais geral que se pode dar aos pais é para que deixem as crianças serem apenas crianças, preserve a infância, evitem roupas e comportamentos muito adultos, deixe seu filho(a) ter a idade que tem, não permita acelerações ou vivências não apropriadas para sua idade, não deixe os irmãos, primos e amigos mais velhos serem a referência dos mais novos, exerça liderança. Os pais devem ser admirados, respeitados e a principal referência para a criança e para o adolescente. A criança muda de referência quando os próprios pais confirmam esta “outra” referência (irmãos, primos, vizinhos...).

quinta-feira, 23 de junho de 2011

COLÔNIA DE FÉRIAS PODE SER UMA BOA OPÇÃO



Dra Adriana Oliveira Lima
Os pais costumam pensar que Colônia de Férias não é uma boa opção para as crianças. Como suas memórias de escola foram muito ruins pensam sempre que, nas férias, quanto mais distante das escolas melhor. Devem ter razões que ainda perduram, pois as escolas são realmente enfadonhas nos modelos que se apresentam na sociedade.
Mas teremos que também ponderar que a opção é deixar as crianças em casa na TV e/ou computadores. Esta é pior de todas as opções. Mas deve-se procurar alternativas de atividades para as crianças mas férias. Não existem férias cognitivas ou físicas. Criança gosta de estar em atividades e com os amigos. Resta pois fazer uma programação de férias para as crianças incluindo parques, caminhadas, cinemas, teatro e muita brincadeira de teatro , ouvir histórias e jogos.
Outro ponto de vista é começar a ver a “Colônia de Férias” com bons olhos. Claro que precisa saber qual a diversidade de ações propostas e certificar-se de que não é uma reprodução da escola ou o abandono por horas em piscinas ou futebol. Boas Colônias de Férias encantam as crianças que geralmente as preferem que ficar em casa.
Uma colônia de férias deve contemplar principalmente a atividade de espaço físico (corridas, circuitos psicomotores, bolas, e outros jogos motores) e a atividade artística em TODAS as modalidades (plástica, construção, dança teatro, música, etc.). Complementando com horta, culinária e outras aprendizagens sociais que podem ser uma boa brincadeira.
Tenha segurança que estar com os amigos, conhecer novos amigos, participar de atividades sem qualquer stress social das notas pode ser o melhor presente para as crianças nas férias.


EM FORTALEZA

domingo, 19 de junho de 2011

UMA SUPER-ROTINA: INVESTIMENTO OU MERA OCUPAÇÃO ?



Educadores e psicólogos são unânimes em considerar a diversidade de aprendizagens fundamental para o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Fazer um esporte, uma arte, aprender uma língua estrangeira ou trabalhar aspectos específicos do desenvolvimento quando aparecem distúrbios (fala, escrita ou emocional) deve fazer parte da vida das crianças e jovens.

Ora, sem dúvida a diversidade no processo educacional é fundamental para o desenvolvimento afetivo e cognitivo e a escola deve dar conta de grande parte desta diversidade, assumindo estes aspectos do desenvolvimento (arte, corpo, expressão etc.) como parte do desenvolvimento pleno da cidadania e, portanto, incluso em seu papel de educar.

Evidente que algumas habilidades demandam cursos específicos impossíveis de serem efetivados na escola. Os pais devem, então, procurar escolher cuidadosamente em que atividade investir, ou seja, qual a atividade extra escola será mais proveitosa para seus filhos em cada idade do desenvolvimento. Antes de mais nada deve estar atenta em não sobrecarregar a agenda da criança e do jovem sob pena de obter um fracasso generalizado em seu desenvolvimento e mesmo estados de esgotamento psicológico ( estresse infantil).

Após a compreensão de que educar é investir, o que varia de lugar para lugar, os pais devem procurar classificar por idade, o que poderia ser interessante seu filho(a) fazer, compatibilizando os seus desejos com as reais possibilidades dos filhos, tirando assim, de cada atividade o maior proveito..

Alguns artigos publicados em revistas de grande circulação mostraram os níveis de tensão e prejuízos para a criança e o jovem provocados pelo excesso de atividades, não apenas pelo tempo ocupado como pelas expectativas dos pais do sucesso dos filhos nestas atividades. Os pais devem ter nas atividades extras uma fonte de prazer dos filhos, pois a criança apresentará melhores resultados quando têm prazer no que está fazendo. Não esquecer que o desenvolvimento do corpo e do espírito é mais importante que um campeonato de natação.

Os pais devem procurar adequar as atividades que desejam para os filhos e suas reais possibilidades. Por exemplo, a natação antes dos 4 ou 5 anos é mero lazer pois a criança precisa uma certa maturidade sensório motora para realmente nadar (coordenação complexa de movimentos). A expectativa de resultados antes desta idade pode ser desgastante e levar a criança a não gostar da atividade.

A introdução musical livre, com vários instrumentos e movimentos coordenados podem ser explorados bem cedo, mas um instrumento específico deve aguardar um pouco mais, até por volta dos 7 anos. O contato lúdico com a língua estrangeira pode ser riquíssima atividade, mas a estruturação da fala como aprendizagem efetiva ocorrerá num processo que, quando começado por volta dos 2 anos, pode estar concluído por volta dos 12 anos.

A dança, ginástica artística ou outra expressão corporal deve ser lúdica entre os 4 e 8 anos mais ou menos para só então iniciar um processo de disciplina mais rígido. O esporte regular deve variar dependendo de sua modalidade. O Vôlei, por exemplo, é bastante tardio (por volta dos 10 anos), precisando de pulsos fortes, enquanto o futebol pode iniciar muito cedo em escolinhas, pois suas regras podem ser compreendidas por volta dos 7 ou 8 anos.

Ora, o fato é que as atividades devem ser vistas como tendo dois aspectos, um lúdico, que a criança deve experienciar e um disciplinado que deve aguardar a idade adequada para não exercer pressões sobre as crianças e jovens.

Dê ao seu filho a oportunidade de aprender: uma língua, a nadar, introduzir-se no mundo da música e da dança, mas não faça desta experiência maravilhosa uma forma a mais de pressionar seu filho(a) a apresentar resultados...

sábado, 18 de junho de 2011

FORTALEZA - CE

CONVITE DA FESTA JUNINA DA ESCOLA NOVA

Vamos preservar a FESTA JUNINA


Preservar nossa cultura é fundamental. É preciso cuidar de cada detalhe desta preservação. Apresentar às crianças comidas típicas, não apenas em eventos, mas em seu dia a dia, em saudáveis “merendas escolares”. Ensinar músicas folclóricas de todas as regiões brasileiras. Criar eventos que explorem as festas características de cada região.
Uma festa que tomou quase inteiramente o BRASIL é a chamada Festa Junina. Trazida pelos portugueses, essa festa possui as quadrilhas, danças tipicamente francesa. No Brasil, tornou-se uma festa bem brasileira, com elementos indígenas e afros.
No nordeste esta festa tomou proporções especiais, tornando-se o centro das festividades do mês de julho, com competições de quadrilhas e uma forte tradição nas comidas típicas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Na Terra De Lilipute (parte 2)


Os pais devem lembrar que dar acesso à criança a uma série de ações possíveis não é o mesmo que fazer a criança participar do “mundo adulto”. A criança deve acessar ações cotidianas, assim como os pais devem acessar o mundo “liliputiano” dos detalhes e das minúcias. Tem sido um terrível engano confundir a ampliação das ações da inteligência, com estes “anões liliputianos” participando de questões adultas, decidindo e comandando as ações da família.

Por sinal, é sempre bom lembrar que a participação da criança nas questões adultas pode provocar nela tensão e insegurança, como já discutimos em outra oportunidade. O que podemos aqui acrescentar é que mesmo questões corriqueiras como a falta de dinheiro e o cansaço, no contexto desta família nuclear, confinada em pequenos espaços, assustada com a violência e com pouco tempo para dedicar-se aos filhos, devem ser evitadas na presença dos pequenos (anterior a adolescência).

Uma espécie de “complexo de Peter Pan” tem crescido consideravelmente nas crianças em nossos dias: não é bom crescer, é bom ser eterna criança, pois o mundo adulto está repleto de cansaço, contas a pagar, trabalho, irritação... Pelo menos é assim que os adultos agem ao chegar em casa. Não é, pois, desta participação que falamos ao convocar os pais a se aproximarem e conhecerem a terra de Lilipute. O que se quer, ao contrário, é ampliar o campo vital da criança, em termos horizontais, ampliando cada vez mais cada estrutura do desenvolvimento.

Lembremos que quanto mais largo e grosso o tronco de uma árvore, maior é sua possibilidade de chegar a uma enorme altura e quanto mais fino, mais esta árvore será um mero arbusto... A “cadeirinha” para alcançar um novo mundo é o instrumento de alargamento da inteligência, horizontalmente, ampliando e engrossando o tronco da árvore, e não um instrumento de participação no mundo psicológico adulto, fundamentalmente verbal.
Guliver tão logo estabeleceu contato com os liliputianos iniciou seus estudos da língua liliputiana para comunicar-se com seus novos amigos. Da mesma forma os pais ao invés de colocarem a criança em seu mundo verbal devem voltar-se para o mundo da criança e aprender um pouco de sua língua (seu cotidiano).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Na Terra De Lilipute. Parte 1


Guliver, criação de Jonathan Swift era um marinheiro que entre muitas viagens chegou na distante terra de Lilipute onde junto a seus minúsculos habitantes tornava-se um gigante. Estes pequenos habitantes assustados com o gigante deitado sobre as areis da praia, armaram uma estrutura gigantesca gastando todas as horas de uma noite para aprisionar Guliver enquanto dormia. A criança é como este minúsculo habitante de Lilipute numa terra de gigantes. Ela vê o mundo desproporcionalmente grande. Meu filho até hoje lembra da dificuldade de acompanhar nossos passos, meus e do pai, quando caminhávamos juntos...Enquanto caminhávamos, ele corria (!)

Se imaginarmos nos deslocar na casa de um gigante, seremos capazes de imaginar as dificuldades que nossos Liliputianos têm ao deslocarem-se em casa: a privada é enorme e com o poder de tudo carregar...A mesa é alta demais, os trincos das portas inescaláveis, as pias, um desejo distante...Tudo é enorme para criança, nada foi feito para ela.

Nosso horizonte é amplo, o da criança focal. A criança percebe detalhes no chão, numa calçada, nos livros, nos objetos, nas minúcias que a cercam, enquanto nós adultos olhamos na amplitude do horizonte. A criança, em casa, quase nada pode alcançar, o mundo não foi feito para elas. Mas não é apenas o mundo que é desproporcionalmente grande, há todas as coisas que são proibidas, como as máquinas sem contar os sem número de objetos que não pode tocar, não pode quebrar. Além de todas estas dificuldades ainda existem as regras sociais a serem obedecidas.

Estimular a inteligência é dispor para a criança o “que PODE” tocar, pegar, mexer...Chamá-la a participar, assistir, ver, ajudar quando possível. Mesmo os muito pequenos, com três ou quatro anos, podem ajudar a mexer a massa de um bolo, enrolar um brigadeiro, varrer um pedaço da varanda, lavar o chão da cozinha, assistir o conserto de algo... Seria útil explicar-lhes as máquinas, suas funções e seu funcionamento. Para tudo isto precisamos ter o espírito pedagógico, pois certamente a “ajuda” da criança é vista pelo adulto como “atrapalhar” a sua ação.

Meu pai presenteou meu filho, quando ele tinha cerca de dois anos, com um sólido banco para a casa dele (do avô) e uma sólida cadeirinha para minha casa. Mais tarde entendi que ele havia dado ao meu filho o MEIO de alcançar o mundo, acessar uma nova dimensão de todas as coisas. Guardo até hoje esta cadeirinha como o símbolo de uma das mais importantes compreensões que tive do processo pedagógico.
Estar com a criança é entrar no mundo das minúcias, do focal, do pequeno, é preciso sentar no chão e tentar ver este outro mundo, alheio a tudo que rodeia. Trazer a criança para o mundo do adulto é dar-lhe acesso ao inacessível, quando isto não for “contra as leis” definidas pelos pais e também não seja perigoso para a criança.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

GESTO DE SOLIDARIEDADE

REPASSANDO!

Como poucos sabem, o MEC decidiu fechar até o final do ano o Instituto Benjamin Constant, uma Escola de Ensino Regular Especializada na Educação de Cegos, com turmas que vão desde a Estimulação Precoce até o 9º ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental, e com atendimento especializado realizado com os reabilitandos (videntes - pessoas que enxergam - que ficaram cegos por alguma razão).


O fato saiu no jornal O Globo inclusive, mas não chegou a ser a grande notícia da semana, pois poucos sabem o significado da instituição para o país. Não somente querem fechá-lo, mas também ao INES (para surdos) e ir aos poucos acabando com as escolas especializadas em educação especial, qualquer que seja a necessidade.
Em nosso país o sistema de ensino não consegue suprir as necessidades dos alunos regulares, quem dirá dos especiais. Cansamos de ver escolas com falta de material, falta de professores e que carecem de meios para que se tenha controle dos alunos e lhes ensinem valores morais já esquecidos na sociedade atual, e ainda entra em cena o "bullying" (palavra tão usada ultimamente) que emerge desta impotência moral iniciada no ambiente escolar.



No Instituto, as crianças se sentem parte de um todo, não sofrem preconceitos mas saem de lá prontas para enfrentá-los, prontos para enfrentar nosso mundo de videntes egoístas. Lá elas aprendem a andar sem cair ou bater em objetos, aprendem a comer, têm esportes específicos, desde pequeninos são estimulados. Alguns dos alunos inclusive passam a semana no Instituto, são alunos internos do Benjamin constant. Alguns alunos são Internos porque os pais não têm condições de levar e buscar, seja por dificuldades financeiras ou de trabalho (as aulas são em tempo integral). Com cuidadores para auxiliá-los a semana toda, dormitórios estruturados, refeições bem preparadas pelas "tias da cozinha" e elaboradas por nutricionistas.
Algumas crianças só têm na vida o Instituto. Posso parecer que estou exagerando, mas não é. A maioria das crianças não são somente cegas, algumas têm doenças degenerativas , ou seja, a doença vai piorando a um estado...que...enfim. No IBC é onde elas são aceitas e têm assistência de profissionais capacitados. Só tentar descrever pelo e-mail é complicado, aconselho que tirem um dia e visitem o Instituto. Estar presente e até mesmo fazer trabalho voluntário lá pode mudar o jeito que temos de ver a vida, e com sorte nos tornar pessoas melhores.
Essa luta não é por mim. É uma luta EXTREMAMENTE pelos alunos, pelo próximo!



Geralmente só percebemos diferentes situações fora de nosso círculo social quando nos afeta de alguma maneira. Quem tem alguém especial por perto sabe das dificuldades que enfrentamos, bate de frente com o preconceito, a desigualdade e o descaso que cai sobre eles.



Meu principal objetivo com este e-mail é conscientizar as pessoas, principalmente os cariocas, da importância desse centro de referência para cegos de todo o Brasil. E é um motivo de orgulho para nós termos tal instituição que capacita tão bem seus alunos. Vamos lutar contra esse absurdo de fechar o IBC! Se quiser colaborar, agradecemos muito!
Abaixo assinado: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8365

Vamos repassar essa corrente de luta e amor ao próximo, por isso imploro para que repasse, por favor, para TODOS os seus contatos essa mensagem!
O Instituto Benjamin Constant fica na Av. Pasteur - Urca (Próximo a Botafogo, na calçada do campus Praia Vermelha da UFRJ e Unirio) caso queira conhecer.
e o site: http://www.ibc.gov.br/
Te esperamos lá!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O QUE FAZER ??????


Assistindo um debate na BBC me recordo que há cerca de 15 anos, quando vivi na Grã-Bretanha, assisti ao mesmo tipo de debate e o mais fascinante agora quanto antes, é o número de pessoas interessadas em discutir temas profundos como educação ou política. Agora na Europa pude ver crianças pequenas enchendo TODOS os museus. Meu Deus, que faremos com nossa educação? A cité de ciências na França é indizível. A nossa sociedade, tacanha e ignorante, não será capaz de transformar nada. Escolas são dirigidas por pessoas que não leem sequer um livro, que falam de conteúdos que desconhecem. Citam educadores que não leram – nem sequer uma obra. Escolas alardeiam o uso de computadores e outros equipamentos, mas as crianças e jovens nem sequer precisam da escola para deles fazer uso. A escola é incapaz de transformar essas novidades tecnológicas em ferramentas pedagógicas. Não se estuda. Não se lê. Recita-se futilidades como se a escola fosse um SCRAPBOOK, uma fantasia que se desenha sobre a realidade para enfeitá-la.
Conversando com uma mãe, dizíamos que o que esperamos de um médico é que ele esteja sempre se atualizando, estudando, que um engenheiro adquira sempre novas tecnologias... Na educação se faz escola, dirige-se escola, coordena-se, dão-se aulas sem ler um livro sequer, sem fazer cursos ou sem grupos de estudo. Imersos em um mar de futilidades e superficialidades, rodeados de balões cor de rosa. Como formar uma geração de leitores se adentramos a casa de educadores e não encontramos livros, não os vemos fazendo cursos ou aperfeiçoando-se em suas áreas? Sem contar a moda do curso virtual, com mecanismos de controle em todos os países menos no Brasil.
Cursos vazios, sem platéias, livros sem leitura e muita mentira camuflada em laptops. Confusos projetos ditos “EDUCATIVOS” QUE NÃO se inscrevem em nenhum plano geral de educação. Ver as crianças e professores nos museus europeus chega a ser doloroso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NÃO IMPORTA A ORIGEM DESTE TEXTO


muitos textos na internet são atribuidos a A ou B...este texto independe do autor:

"Caro Professor

Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor diga-lhe que, para cada vilão,há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado;
ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo; ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma encontrada,vensine-o a perder mas também a gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso; faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique -lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciênciabde ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou lhe pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

Abrham Lincoln, 1830. Retirado do livro: "Lutas de Ideias"

sábado, 14 de maio de 2011

POR UMA VIDA MELHOR, a apologia da ignorância. Dra Adriana Oliveira Lima


POR UMA VIDA MELHOR, da coleção “VIVER, APRENDER”, de autoria de Heloisa Ramos e adotado pelo MEC (Ministério da educação e Cultura) para o ensino da língua Portuguesa, diz que o aluno deve se sentir a vontade se identificando com o livro na maneira de falar ( com os erros da linguagem popular). A autora diz ainda que se o aluno sofrer pressão significa um “preconceito linguístico” e completa, dizendo que o português correto é língua culta. Diz a autora que se guiou pelos documentos do MEC (sic!).
Sinceramente, para ensinar “nos compra o livro”, “as criança”, “agente fazemo” não precisamos sequer ir a escola, quem dirá usar livro.
Não é desta forma que a escola se aproximará do aluno nem será esta a forma de fazer o aluno adentrar o corpo de sua cultura.. A autora, adotada pelo MEC para quase 500 mil alunos, diz que não deve existir certo e errado, mas sim adequado e inadequado (SIC!). Estamos agora no fantasioso mundo do politicamente correto onde dizer que se esta falando errado logo será crime administrado pelo estado.
Ora a função da escola é transmitir a cultura, o conhecimento acumulado pelas comunidades e sociedades em geral. Tem assim função de preservar e coletar patrimônio. Para ensinar a fala popular não se precisa de escola. A escola deve trazer o aluno para o domínio de sua língua. Devemos ter em conta que flexões verbais ou concordâncias de número NÂO constituem ainda a língua culta, esta sim, uma sofisticação que deve ser acessada quanto mais avança o aluno em seus estudos. Falar e escrever corretamente constituem o próprio processo de socialização.
Proliferarão os dialetos regionais (“ramos imbora!” “quano falei,,,” , “ispermenta”...plural então, vamos desistir!!) pois as falas populares se distinguem de região em região. Logo não falaremos mais a mesma língua por desistirmos de um PADRÃO linguístico que deveria preponderar em todas as escola em todo o país.
Em linguagem agressiva e mordaz, Reinaldo Azevedo denuncia estes absurdos:
“Na nossa língua, os adjetivos têm flexão de gênero e número, e os verbos, de número. Quem dominar com mais eficiência esse instrumental terá vantagens competitivas vida afora. (...)
Ninguém precisa de professor, minha senhora, para se comunicar de modo eficiente com os seus pares. Fosse assim, os analfabetos morreriam à míngua; fosse assim, Brasil afora, a nação estaria esfaimando. Os professores existem justamente para lembrar que a norma culta existe, (...)
(sobre os baixos salários) Não importa! Dêem um salário milionário à categoria, e não sairemos do pântano enquanto valores como o que orientam a estupidez acima forem influentes.

Nada mais a dizer!!!!
OS: o título do livro é sem comentário!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

HORÁRIO INTEGRAL NA ESCOLA




Ficar na escola o dia inteiro pode ser muito bom para as crianças para os pais e um bom investimento na educação dos filhos.
É muito frequente os pais sentirem culpa por deixar as crianças na escola, acreditando que em casa estão mais bem assistidas. Não é um fato. Quase sempre a criança fica só com adultos sem desafios para sua idade e, mais frequentemente ainda, ficam em frente a televisão ou computadores. Os pequeninos ficam “por ali” esperando os ritos dos cuidados com banhos e alimentação.
As vantagens da escola
• Aprendizagem de alimentar-se dentro de uma diversidade de alimentos;
• O aumento progressivo da independência da criança (banhar-se, vestir-se, alimentar-se, arrumar suas coisas entre outras atividades).
• Desenvolvimento da linguagem devido à diversidade dos companheiros em situação mais familiar (irmãos). No rastro da linguagem, a socialização.
• Aprendizagem mais efetiva devido às pesquisas e deveres serem feitos com mais independência e junto com amigos.
• Diversidade de atividades que a escola pode proporcionar.
• Superação das situações estressantes entre pais e filhos por conta das pesquisas.
• Aprendizagem da gerência de tempo e atividade – a criança não pode ficar numa mesma atividade a tarde inteira.

CLICK ABAIXO PARA CONHECER A ESCOLA NOVA

AO ESCOLHER UMA ESCOLA PROCURE VER AS ATIVIDADES PROPOSTAS E AS ALTERNATIVAS OFERECIDAS (HORÁRIO INTEGRAL, HORÁRIO AMERICANO, JANTAR, ETC)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Natália Leitão
Fui a um debate sobre "As crianças e o consumismo", em Setembro de 2010, na Escola Nova, onde foi passado esse video e em seguida um debate com a Profa. Inês Vitorino (UFC)... muito bom... como não postei na época, postando agora, pois vale muito a pena todos assistirem e refletirem sobre o que nos mostra esse video (dividido em 6 partes)...
CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO (PARTE 1)
www.youtube.com
Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. Assista todas elas, com troca automática ao final de cada parte. Clique somente uma vez aqui: http://...
http://youtu.be/dX-ND0G8PRU

QUINO diz TUDO sem uma palavra!!!!!

sábado, 7 de maio de 2011

Homenagem a ROBERTO AMARAL




Quem é: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Amaral

Grande amigo da família, foi uma honra estar presente na homenagem feita pela Assembléia Legislativa do CE no di 06 de Maio de 2011.
PARABÉNS Amaral!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O BEM e o MAL e as abelhinhas patrulheiras...




“Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra, e terão a guerra”. W. Churchill



Yves de La Taille, em entrevista à revista ÈPOCA desta semana, afirma que “o mal existe”. Ele mostra que as escolas, frente às questões do BULLYING, tendem a psicologizar, interpretando as razões de um ou de outro protagonista em cada conflito. O Sr La Taille será execrado pelas correntes do “politicamente correto” ou do discurso “único” da “verdade entre os dois lados” (sic!). Hoje não se pode ter um pensamento dissonante, sem que um enxame de “abelhas” patrulheiras caiam em cima agressivamente.

Mas acontece que se não há o bem ou o mal como querem os discursos da pós-modernidade que justificam todos por suas histórias e contextos, como poderá a escola construir uma ética, uma moralidade e valores? Precisamos tomar posições, escolher, ter objetivos claros e lutar por idéias. Assim é que se constroem comportamentos éticos. A vida é constante transformação, e mesmo que tenhamos muitas vezes que nos reformularmos, precisamos acreditar no bem e no mal.

Hoje, nossa grande dificuldade é separar o joio do trigo, pois as patrulhas não permitem divergências - temos todos que pensar igual, sempre dentro de uma mesma lógica e de um mesmo paradigma. Tudo que não é “A” não pode e não deve existir. Neste mar de discursos amorfos não se pode educar. O Bullying não é apenas um fenômeno psicológico, ele é o MAL, algo ERRADO que deve ser discutido com as crianças como tal.

Não se pode desistir do debate, do confronto de opiniões por mais que os patrulheiros tentem nos colocar em posição de desconforto.

É necessário discutir em vista da democracia. É necessário respeitar a divergência. E, para escapar destas “abelhinhas patrulheiras”, devemos ter sempre em mente alguns versos de William E Henleynas, em seu poema INVICTUS:

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Racismo: A ação das escolas

Precisamos refletir a seriedade do processo educativo. Passamos crenças sem percebermos e sem estar intensionalmente objetivados. A escola passa a ser um instrumentos fundamental na formação cidadã, na superação dos limites que discriminam e que excluem. A escola precisa ser parceira das famílias para superar este obscurantismo.
Um video como este mostra a introjeção do imaginário que circula, que rodeia e aprisiona. A intervenção educacional passa a ser fundamental. Os pais devem ser criterioso nas escolhas que fazem, no que dizem e como estão formando os filhos.
Temos que superar esta mediocridade que é o racismo.


http://youtu.be/DDO3RrxmCeQ

sábado, 16 de abril de 2011

O POVO ONLINE

O MASSACRE DE REALENGO
Hoje dia 16 de abril lei no Jornal do Leitor - O POVO (CE) artigo, indicação de livro e filme.
http://www.opovo.com.br/app/colunas/opovonaeducacao/2011/04/16/noticiasopovonaeducacao,2125766/o-massacre-de-realengo.shtml

Filme: O pequeno Nicolau

sexta-feira, 15 de abril de 2011

PALESTRA ABERTA

vISITE ESTE SITE PARA VER O TRAILER DO FILME ( Como Estrelas na Terra).
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000723346827#!/profile.php?id=100002261886943&sk=wall

quarta-feira, 23 de março de 2011

Bullylng




Veja a entrevista com o garoto e seu pai.


O Mais terrível em tudo isso é o pequeno terminar com a mensagem para todos que sofrem bullying "A ESCOLA NÃO DURA PARA SEMPRE"...não existem educadores que protejam as crianças no interior da escola?
Os pais podem estar tão perifericamente lidando com os filhos?

quinta-feira, 10 de março de 2011

A cultura, as Crianças e os Jovens




Adriana Oliveira Lima*

Visitando museus no Rio de Janeiro não se pode deixar de pensar na dificuldade de mobilizar a população nesta visitação. Precisamos compreender a relação da população com a preservação do patrimônio histórico e acervos do país. Como educadora é necessário pensar na construção de uma relação positiva entre o cidadão (criança e adolescente) e a história de seu país.

O primeiro tópico que devemos considerar é o fato de a nossa, e o nordeste particularmente, ser uma cultura de exterior mobilizada pelo calor intenso. Os museus geralmente prosperam numa cultura de interior.
Um segundo tópico que se há de considerar é a crescente desvalorização do que é dito “antigo”, e o crescimento da identificação com o dito “moderno”. Esta identificação permitiu, por exemplo, a reconstrução, em muitas cidades, de arranha-céus no lugar dos prédios históricos.

É possível, também, identificar uma desvalorização histórica dos acervos o que nos rendeu escassez de acervos e recursos (encontramos em Paris, no museu do Homem, mais sobre os nossos índios do que em qualquer museu no território nacional). Acrescente-se a isto a extinção de festas, danças e movimentos artísticos ou sua descaracterização clássica (caso das Escolas de Samba).

Como educadores e sabedores de que o conhecimento é um processo de construção interligado às experiências que os indivíduos têm em seu processo vital, devemos contemplar a preservação patrimonial e o reconhecimento dos acervos como um conteúdo escolar. Primeiro promovendo a relação do indivíduo com sua história e, segundo, aprimorando as percepções do mundo "no entorno".

A Escola deve levar o aluno a conhecer sua cultura, visitar seus museus e organizar eventos, ritos e festas que representem a história do povo. A criança/jovem precisa ir ao museu, visitar a arquitetura da cidade, para aprender a OLHAR. Precisa cantar e participar de festas e danças folclóricas para aprender a OUVIR e MOVER-SE no ritmo de sua cultura. Precisa desenhar, pintar, reproduzir obras para aprender a ADMIRAR a expressão plástica...

terça-feira, 1 de março de 2011

Investindo na educação das crianças.


Estamos diante de um modismo interessante (não fosse trágico): dar educação em casa, retardar a entrada da criança na escola. Em um país como o nosso isso representa um imediato e direto retardo no próprio desenvolvimento do país.
Após tantos anos de péssima performance educacional, escolas desequipadas, de falhas na formação dos educadores (sem falar no fato de a maioria dos professores serem leigos), de seus baixíssimos salários, de prédios inadequados e de uma escola privada igualmente incompetente, agora recebemos as crianças na escola com seus primeiros anos de aprendizagens obtidos em casa, com os pais que foram formados por esta educação que acabamos de abordar.
Sabemos que a maioria dos pais estão voltados para o desenvolvimento biológico, estando altamente envolvidos no que a criança come sem preocupar-se com o alimento do espírito: o conhecimento. Por outro lado, cada vez mais temem os filhos, tornando-se incapazes de impor qualquer disciplina.
Ao contrário do que a onda atrasada de um naturalismo bizarro indica, as crianças, para desenvolverem-se, precisam do outro. O desenvolvimento obtidos entre as crianças é muito mais sólido e no contexto escolar (sociológicos) é também mais fértil. Piaget mostra que as crianças desenvolvem melhor a linguagem quando falam com outras crianças do que quando estão falando com os adultos. Piaget mostra, ainda, que o pensamento lógico é uma construção social entre iguais. Por isso, segundo ele, a necessidade dos grupos que se inicia aos sete anos nos deixa a seguinte questão: “as crianças vão para o grupo por que se tornaram lógicas ou se tornaram lógicas por que foram para o grupo”? Uma coisa é certa: não existe lógica fora do grupo, fora da sociedade. Todo isolamento tende ao devaneio. Um cientista, quando aparenta solidão na pesquisa, está de fato REFLETINDO, ou seja, ele discute em voz baixa com variáveis e hipóteses.
A educação escolar, este encontro de crianças e jovens, é uma maravilha das sociedades. Ainda que péssimas, são o único lugar da real construção da socialização. É o lugar da estimulação, da troca e das aprendizagens mais complexas. Pais não estão aptos a fornecer este tipo de educação. Eles podem complementar, enriquecer e estimular, mas nunca estruturar as bases mais importantes da educação para a vivência social. A relação pais e filhos será sempre unilateral e/ou bipolar, será sempre de mando/obediência ou guerras de poder. Os contextos serão sempre repletos de aspectos emocionais que impedem a objetividade e a visão do outro.
Se falarmos de escolas com projetos educacionais, recursos planejados e metodologias avançadas, podemos afirmar que a escola é imprescindível e quanto mais cedo a criança nela ingressa, mais os pais colherão bons frutos na estruturação da personalidade e do conhecimento de seus filhos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

EM UMA LIVRARIA EM FORTALEZA, FINAL DE TARDE.


Estava eu numa livraria passando pela fase da “moda” (ainda que seja passageira, a moda sempre poderá seduzir alguns). A moda, geralmente direcionada a coisas fúteis chega as livrarias? Que bom que os alheios aos livros terão tido algum tempo cercado por livros. Mas, estava eu numa livraria e entre a falta de glamour e o evidente desinteresse pelos livros, estavam as crianças. Os pais sentados na cafeteria, lugar ideal para conversar sobre assuntos alheios aos livros, e as crianças correndo como se estivessem em um playground. Gritavam acompanhadas pela ressonância dos pais aos gritos (como falam alto!) em suas conversas e nos celulares. Perguntei-me onde estava. Resposta: em uma livraria com cafeteria. O que mesmo faziam estas crianças aos gritos correndo de um lado para o outro?

Encontrei uma amiga que contava histórias para a filha no local reservado para as crianças e fechei os olhos acreditando que havia salvação. Lembrei de um dia em que encontrei meu ex-marido com a esposa em uma livraria no Rio, cheios de glamour, elegantes, bem vestidos. Esta imagem de valores onde o teatro, o cinema, o aeroporto, a cafeteria... cada lugar demanda vestimentas apropriadas, me veio forte na mente já cheia de saudades.

Pensei cá com meus botões que ali sequer existia o valor de “fingir cultura”. Nenhum daqueles pais ensandecidos carregava um livro. Menos ainda os filhos. Em outros tempos as livrarias costumavam deixar livros para as crianças folhearem. Agora são embrulhados com plástico. Lembro-me que na MALASARTES no Rio havia, nos tempos idos dos meus filhos, uma mesinha com cadeirinhas onde as crianças sentavam e educadamente folheavam os livros disponíveis para compra. Os livreiros frente ao enorme desperdício e destruição de seus produtos por parte das crianças, desistiram. Assistir aos pais fazerem “vista grossa” para a relação destrutiva dos filhos com o que é alheio parece-me um filme de terror educacional. Parem e vejam.

Comi um crepe, paguei os livros apressada e parti pensando sobre tudo isto e sobre como um educador pode interferir nesta maneira agressiva das crianças se comportarem no social quando estão com os pais. Nada concluído, fica apenas uma reflexão.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

FILME


Neste eixo vale a pena assistir ao brilhante documentário “Minha Luta” de Erwin Leiser.
Nele, vemos uma compilação de arquivos nazistas que mostram a frieza do regime e de seus integrantes pelo simples fato de documentarem sua própria atitude perversa.

“MINHA LUTA criou um impacto internacional e foi aclamado como um dos mais incríveis documentos históricos. Criou turbilhões onde quer que tenha sido mostrado e arrancou entusiasmados aplausos e críticas.”
(http://www.interfilmes.com/filme_21380_minha.luta.html)

As pessoas se perguntam como deixaram isto acontecer, mas devemos refletir como deixamos que as coisas aconteçam por alienação ou ”neutralidade”. Precisamos refletir, dia a dia, os nossos gestos e nossas vidas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bom Senso naõ se ensina



É cada vez mais comum ouvir dos pais “não sei o que fazer” sobre isso ou aquilo em relação ao comportamento dos filhos. Esta é uma questão que pode ser tratada a partir de diversos enfoques, dos mais sociológicos aos mais psicológicos. Gostaria de fazer uma abordagem mais ampla, com conseqüências pedagógicas.

Fala-se de disciplina, de limites, do crescimento do bullying e outros fenômenos que apontam o crescimento da violência. Crianças sem limites desrespeitam mais facilmente os direitos das outras. Crianças que crescem ouvindo palavrões e “vídeo cacetadas” na TV aprendem a rir da desgraça alheia e empregar linguagem “chula”.

Falta bom senso. Mais “bom senso” não se ensina, é contingência da vida, das experiências em que temos que tomar decisões. Chegamos então ao âmago da questão: Tomar decisões.

Temos nos defrontado, cada vez mais, com a incapacidade de tomar decisões. Outro dia alguém me dizia “existem dois lados e a verdade no meio”. Não. Simplesmente não existem verdades perambulando por ai. A verdade pode fluir de cá para lá, pode ser provisória ou mesmo parcial, mas estará sempre com alguém, ou alguma idéia, por algum tempo. A atitude de não encontrar o “lado” provisoriamente certo conduziu os soldados nazistas a se isentarem da responsabilidade sob a égide do “estou cumprindo ordens”.

A tomada de decisão é fundamental na vida cotidiana, é ela que mostra o caminho aos filhos. Ter firmeza nas escolhas, ainda que se possa errar, pedir desculpas e mudar de atitude, é fundamental. Não é possível educar pessoas sem tomar posições sobre os eventos que formam os princípios básicos da cidadania (o que não significa doutrinar, ideologicamente).

O que podem dizer aos filhos os pais que não sabem a razão de suas atitudes? Que estão alienados recitando frases feitas? Que não assumem lados? Que não assumem partidos?

Tudo é transitório, mas precisamos SER para poder transitar. Preciso escolher para poder mudar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Jornal do Leitor - O pOVO - 12-02-2011

http://www.opovo.com.br/app/colunas/educacao/2011/02/12/noticiaseducacao,2101055/tecnologia-e-educacao.shtml

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A MÃE TIGRE


A MÃE TIGRE
Amy Chua vem causando polêmicas sobre a disciplina de como educar os filhos. De origem chinesa, professora universitária, acaba de publicar um livro em que conta a “espartana” educação dada as filhas, hoje com 14 e 18 anos. Chamada de “Mãe tigre” vem causando reboliço nas atitudes educacionais dos americanos, muito mais permissiva que a maioria dos países orientais.
No Brasil chega a ser impensável a proposta educativa da profa. Amy Chua. A frouxidão em que nos encontramos leva-nos a pensar que sequer sonharíamos com um meio termo. Se o estado legisla sobre a palmada é quase impossível e impensável tal maneira rigorosa de educar.
Mas não se trata de discutir “certo” ou “errado” vez que em nossa cultura é simplesmente impensável as atitudes propostas por Amy. Teremos que discutir é que caminhos nos levam a frouxidão, a falta de decisão, a falta de limites que constituem os parâmetros educacionais hoje no Brasil (particularmente nas classes médias e altas).
O fato é que os pais temem os filhos e sua permissividade cria agressividade e insegurança. Os pais consultam os filhos sobre quase tudo, do que querem comer, em que escola querem estudar, que roupa querem vestir... Independente da idade e das condições intelectuais da criança e/ou jovem.
Se algo sai errado na escola, muda de escola, se não gostou do prato, compra-se outro, se o brinquedo quebrou é substituído. Crianças atendidas em todos os seus desejos não são capazes de enfrentar uma frustração. O que será do futuro destas pobres criaturas que não aprenderam a dividir, a perder, a enfrentar situações adversas?

sábado, 22 de janeiro de 2011

A Ingratidão



Ingratos
Não maldigo o rigor da iníqua sorte,
Por mais atroz que fosse e sem piedade,
Arrancando-me o trono e a majestade,
Quando a dous passos só estou da morte.

Do jogo das paixões minha alma forte
Conhece bem a estulta variedade,
Que hoje nos dá contínua f'licidade
E amanhã nem — um bem que nos conforte.

Mas a dor que excrucia e que maltrata,
A dor cruel que o ânimo deplora,
Que fere o coração e pronto mata,

É ver na mão cuspir a extrema hora
A mesma boca aduladora e ingrata,
Que tantos beijos nela pôs — outrora.


In: D. PEDRO II. Poesias completas de D. Pedro II: originais e traduções, sonetos do exílio, autênticas e apócrifas. Prefácio de Medeiros e Albuquerque. Rio de Janeiro: Guanabara, 1932. Poema integrante da série Produções Apócrifas: Sonetos do Exílio

A ingratidão consiste em esquecer, desconhecer ou reconhecer mal os benefícios, e se origina da insensibilidade, do orgulho ou do interesse.