quinta-feira, 23 de junho de 2011

COLÔNIA DE FÉRIAS PODE SER UMA BOA OPÇÃO



Dra Adriana Oliveira Lima
Os pais costumam pensar que Colônia de Férias não é uma boa opção para as crianças. Como suas memórias de escola foram muito ruins pensam sempre que, nas férias, quanto mais distante das escolas melhor. Devem ter razões que ainda perduram, pois as escolas são realmente enfadonhas nos modelos que se apresentam na sociedade.
Mas teremos que também ponderar que a opção é deixar as crianças em casa na TV e/ou computadores. Esta é pior de todas as opções. Mas deve-se procurar alternativas de atividades para as crianças mas férias. Não existem férias cognitivas ou físicas. Criança gosta de estar em atividades e com os amigos. Resta pois fazer uma programação de férias para as crianças incluindo parques, caminhadas, cinemas, teatro e muita brincadeira de teatro , ouvir histórias e jogos.
Outro ponto de vista é começar a ver a “Colônia de Férias” com bons olhos. Claro que precisa saber qual a diversidade de ações propostas e certificar-se de que não é uma reprodução da escola ou o abandono por horas em piscinas ou futebol. Boas Colônias de Férias encantam as crianças que geralmente as preferem que ficar em casa.
Uma colônia de férias deve contemplar principalmente a atividade de espaço físico (corridas, circuitos psicomotores, bolas, e outros jogos motores) e a atividade artística em TODAS as modalidades (plástica, construção, dança teatro, música, etc.). Complementando com horta, culinária e outras aprendizagens sociais que podem ser uma boa brincadeira.
Tenha segurança que estar com os amigos, conhecer novos amigos, participar de atividades sem qualquer stress social das notas pode ser o melhor presente para as crianças nas férias.


EM FORTALEZA

domingo, 19 de junho de 2011

UMA SUPER-ROTINA: INVESTIMENTO OU MERA OCUPAÇÃO ?



Educadores e psicólogos são unânimes em considerar a diversidade de aprendizagens fundamental para o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Fazer um esporte, uma arte, aprender uma língua estrangeira ou trabalhar aspectos específicos do desenvolvimento quando aparecem distúrbios (fala, escrita ou emocional) deve fazer parte da vida das crianças e jovens.

Ora, sem dúvida a diversidade no processo educacional é fundamental para o desenvolvimento afetivo e cognitivo e a escola deve dar conta de grande parte desta diversidade, assumindo estes aspectos do desenvolvimento (arte, corpo, expressão etc.) como parte do desenvolvimento pleno da cidadania e, portanto, incluso em seu papel de educar.

Evidente que algumas habilidades demandam cursos específicos impossíveis de serem efetivados na escola. Os pais devem, então, procurar escolher cuidadosamente em que atividade investir, ou seja, qual a atividade extra escola será mais proveitosa para seus filhos em cada idade do desenvolvimento. Antes de mais nada deve estar atenta em não sobrecarregar a agenda da criança e do jovem sob pena de obter um fracasso generalizado em seu desenvolvimento e mesmo estados de esgotamento psicológico ( estresse infantil).

Após a compreensão de que educar é investir, o que varia de lugar para lugar, os pais devem procurar classificar por idade, o que poderia ser interessante seu filho(a) fazer, compatibilizando os seus desejos com as reais possibilidades dos filhos, tirando assim, de cada atividade o maior proveito..

Alguns artigos publicados em revistas de grande circulação mostraram os níveis de tensão e prejuízos para a criança e o jovem provocados pelo excesso de atividades, não apenas pelo tempo ocupado como pelas expectativas dos pais do sucesso dos filhos nestas atividades. Os pais devem ter nas atividades extras uma fonte de prazer dos filhos, pois a criança apresentará melhores resultados quando têm prazer no que está fazendo. Não esquecer que o desenvolvimento do corpo e do espírito é mais importante que um campeonato de natação.

Os pais devem procurar adequar as atividades que desejam para os filhos e suas reais possibilidades. Por exemplo, a natação antes dos 4 ou 5 anos é mero lazer pois a criança precisa uma certa maturidade sensório motora para realmente nadar (coordenação complexa de movimentos). A expectativa de resultados antes desta idade pode ser desgastante e levar a criança a não gostar da atividade.

A introdução musical livre, com vários instrumentos e movimentos coordenados podem ser explorados bem cedo, mas um instrumento específico deve aguardar um pouco mais, até por volta dos 7 anos. O contato lúdico com a língua estrangeira pode ser riquíssima atividade, mas a estruturação da fala como aprendizagem efetiva ocorrerá num processo que, quando começado por volta dos 2 anos, pode estar concluído por volta dos 12 anos.

A dança, ginástica artística ou outra expressão corporal deve ser lúdica entre os 4 e 8 anos mais ou menos para só então iniciar um processo de disciplina mais rígido. O esporte regular deve variar dependendo de sua modalidade. O Vôlei, por exemplo, é bastante tardio (por volta dos 10 anos), precisando de pulsos fortes, enquanto o futebol pode iniciar muito cedo em escolinhas, pois suas regras podem ser compreendidas por volta dos 7 ou 8 anos.

Ora, o fato é que as atividades devem ser vistas como tendo dois aspectos, um lúdico, que a criança deve experienciar e um disciplinado que deve aguardar a idade adequada para não exercer pressões sobre as crianças e jovens.

Dê ao seu filho a oportunidade de aprender: uma língua, a nadar, introduzir-se no mundo da música e da dança, mas não faça desta experiência maravilhosa uma forma a mais de pressionar seu filho(a) a apresentar resultados...

sábado, 18 de junho de 2011

FORTALEZA - CE

CONVITE DA FESTA JUNINA DA ESCOLA NOVA

Vamos preservar a FESTA JUNINA


Preservar nossa cultura é fundamental. É preciso cuidar de cada detalhe desta preservação. Apresentar às crianças comidas típicas, não apenas em eventos, mas em seu dia a dia, em saudáveis “merendas escolares”. Ensinar músicas folclóricas de todas as regiões brasileiras. Criar eventos que explorem as festas características de cada região.
Uma festa que tomou quase inteiramente o BRASIL é a chamada Festa Junina. Trazida pelos portugueses, essa festa possui as quadrilhas, danças tipicamente francesa. No Brasil, tornou-se uma festa bem brasileira, com elementos indígenas e afros.
No nordeste esta festa tomou proporções especiais, tornando-se o centro das festividades do mês de julho, com competições de quadrilhas e uma forte tradição nas comidas típicas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Na Terra De Lilipute (parte 2)


Os pais devem lembrar que dar acesso à criança a uma série de ações possíveis não é o mesmo que fazer a criança participar do “mundo adulto”. A criança deve acessar ações cotidianas, assim como os pais devem acessar o mundo “liliputiano” dos detalhes e das minúcias. Tem sido um terrível engano confundir a ampliação das ações da inteligência, com estes “anões liliputianos” participando de questões adultas, decidindo e comandando as ações da família.

Por sinal, é sempre bom lembrar que a participação da criança nas questões adultas pode provocar nela tensão e insegurança, como já discutimos em outra oportunidade. O que podemos aqui acrescentar é que mesmo questões corriqueiras como a falta de dinheiro e o cansaço, no contexto desta família nuclear, confinada em pequenos espaços, assustada com a violência e com pouco tempo para dedicar-se aos filhos, devem ser evitadas na presença dos pequenos (anterior a adolescência).

Uma espécie de “complexo de Peter Pan” tem crescido consideravelmente nas crianças em nossos dias: não é bom crescer, é bom ser eterna criança, pois o mundo adulto está repleto de cansaço, contas a pagar, trabalho, irritação... Pelo menos é assim que os adultos agem ao chegar em casa. Não é, pois, desta participação que falamos ao convocar os pais a se aproximarem e conhecerem a terra de Lilipute. O que se quer, ao contrário, é ampliar o campo vital da criança, em termos horizontais, ampliando cada vez mais cada estrutura do desenvolvimento.

Lembremos que quanto mais largo e grosso o tronco de uma árvore, maior é sua possibilidade de chegar a uma enorme altura e quanto mais fino, mais esta árvore será um mero arbusto... A “cadeirinha” para alcançar um novo mundo é o instrumento de alargamento da inteligência, horizontalmente, ampliando e engrossando o tronco da árvore, e não um instrumento de participação no mundo psicológico adulto, fundamentalmente verbal.
Guliver tão logo estabeleceu contato com os liliputianos iniciou seus estudos da língua liliputiana para comunicar-se com seus novos amigos. Da mesma forma os pais ao invés de colocarem a criança em seu mundo verbal devem voltar-se para o mundo da criança e aprender um pouco de sua língua (seu cotidiano).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Na Terra De Lilipute. Parte 1


Guliver, criação de Jonathan Swift era um marinheiro que entre muitas viagens chegou na distante terra de Lilipute onde junto a seus minúsculos habitantes tornava-se um gigante. Estes pequenos habitantes assustados com o gigante deitado sobre as areis da praia, armaram uma estrutura gigantesca gastando todas as horas de uma noite para aprisionar Guliver enquanto dormia. A criança é como este minúsculo habitante de Lilipute numa terra de gigantes. Ela vê o mundo desproporcionalmente grande. Meu filho até hoje lembra da dificuldade de acompanhar nossos passos, meus e do pai, quando caminhávamos juntos...Enquanto caminhávamos, ele corria (!)

Se imaginarmos nos deslocar na casa de um gigante, seremos capazes de imaginar as dificuldades que nossos Liliputianos têm ao deslocarem-se em casa: a privada é enorme e com o poder de tudo carregar...A mesa é alta demais, os trincos das portas inescaláveis, as pias, um desejo distante...Tudo é enorme para criança, nada foi feito para ela.

Nosso horizonte é amplo, o da criança focal. A criança percebe detalhes no chão, numa calçada, nos livros, nos objetos, nas minúcias que a cercam, enquanto nós adultos olhamos na amplitude do horizonte. A criança, em casa, quase nada pode alcançar, o mundo não foi feito para elas. Mas não é apenas o mundo que é desproporcionalmente grande, há todas as coisas que são proibidas, como as máquinas sem contar os sem número de objetos que não pode tocar, não pode quebrar. Além de todas estas dificuldades ainda existem as regras sociais a serem obedecidas.

Estimular a inteligência é dispor para a criança o “que PODE” tocar, pegar, mexer...Chamá-la a participar, assistir, ver, ajudar quando possível. Mesmo os muito pequenos, com três ou quatro anos, podem ajudar a mexer a massa de um bolo, enrolar um brigadeiro, varrer um pedaço da varanda, lavar o chão da cozinha, assistir o conserto de algo... Seria útil explicar-lhes as máquinas, suas funções e seu funcionamento. Para tudo isto precisamos ter o espírito pedagógico, pois certamente a “ajuda” da criança é vista pelo adulto como “atrapalhar” a sua ação.

Meu pai presenteou meu filho, quando ele tinha cerca de dois anos, com um sólido banco para a casa dele (do avô) e uma sólida cadeirinha para minha casa. Mais tarde entendi que ele havia dado ao meu filho o MEIO de alcançar o mundo, acessar uma nova dimensão de todas as coisas. Guardo até hoje esta cadeirinha como o símbolo de uma das mais importantes compreensões que tive do processo pedagógico.
Estar com a criança é entrar no mundo das minúcias, do focal, do pequeno, é preciso sentar no chão e tentar ver este outro mundo, alheio a tudo que rodeia. Trazer a criança para o mundo do adulto é dar-lhe acesso ao inacessível, quando isto não for “contra as leis” definidas pelos pais e também não seja perigoso para a criança.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

GESTO DE SOLIDARIEDADE

REPASSANDO!

Como poucos sabem, o MEC decidiu fechar até o final do ano o Instituto Benjamin Constant, uma Escola de Ensino Regular Especializada na Educação de Cegos, com turmas que vão desde a Estimulação Precoce até o 9º ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental, e com atendimento especializado realizado com os reabilitandos (videntes - pessoas que enxergam - que ficaram cegos por alguma razão).


O fato saiu no jornal O Globo inclusive, mas não chegou a ser a grande notícia da semana, pois poucos sabem o significado da instituição para o país. Não somente querem fechá-lo, mas também ao INES (para surdos) e ir aos poucos acabando com as escolas especializadas em educação especial, qualquer que seja a necessidade.
Em nosso país o sistema de ensino não consegue suprir as necessidades dos alunos regulares, quem dirá dos especiais. Cansamos de ver escolas com falta de material, falta de professores e que carecem de meios para que se tenha controle dos alunos e lhes ensinem valores morais já esquecidos na sociedade atual, e ainda entra em cena o "bullying" (palavra tão usada ultimamente) que emerge desta impotência moral iniciada no ambiente escolar.



No Instituto, as crianças se sentem parte de um todo, não sofrem preconceitos mas saem de lá prontas para enfrentá-los, prontos para enfrentar nosso mundo de videntes egoístas. Lá elas aprendem a andar sem cair ou bater em objetos, aprendem a comer, têm esportes específicos, desde pequeninos são estimulados. Alguns dos alunos inclusive passam a semana no Instituto, são alunos internos do Benjamin constant. Alguns alunos são Internos porque os pais não têm condições de levar e buscar, seja por dificuldades financeiras ou de trabalho (as aulas são em tempo integral). Com cuidadores para auxiliá-los a semana toda, dormitórios estruturados, refeições bem preparadas pelas "tias da cozinha" e elaboradas por nutricionistas.
Algumas crianças só têm na vida o Instituto. Posso parecer que estou exagerando, mas não é. A maioria das crianças não são somente cegas, algumas têm doenças degenerativas , ou seja, a doença vai piorando a um estado...que...enfim. No IBC é onde elas são aceitas e têm assistência de profissionais capacitados. Só tentar descrever pelo e-mail é complicado, aconselho que tirem um dia e visitem o Instituto. Estar presente e até mesmo fazer trabalho voluntário lá pode mudar o jeito que temos de ver a vida, e com sorte nos tornar pessoas melhores.
Essa luta não é por mim. É uma luta EXTREMAMENTE pelos alunos, pelo próximo!



Geralmente só percebemos diferentes situações fora de nosso círculo social quando nos afeta de alguma maneira. Quem tem alguém especial por perto sabe das dificuldades que enfrentamos, bate de frente com o preconceito, a desigualdade e o descaso que cai sobre eles.



Meu principal objetivo com este e-mail é conscientizar as pessoas, principalmente os cariocas, da importância desse centro de referência para cegos de todo o Brasil. E é um motivo de orgulho para nós termos tal instituição que capacita tão bem seus alunos. Vamos lutar contra esse absurdo de fechar o IBC! Se quiser colaborar, agradecemos muito!
Abaixo assinado: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8365

Vamos repassar essa corrente de luta e amor ao próximo, por isso imploro para que repasse, por favor, para TODOS os seus contatos essa mensagem!
O Instituto Benjamin Constant fica na Av. Pasteur - Urca (Próximo a Botafogo, na calçada do campus Praia Vermelha da UFRJ e Unirio) caso queira conhecer.
e o site: http://www.ibc.gov.br/
Te esperamos lá!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O QUE FAZER ??????


Assistindo um debate na BBC me recordo que há cerca de 15 anos, quando vivi na Grã-Bretanha, assisti ao mesmo tipo de debate e o mais fascinante agora quanto antes, é o número de pessoas interessadas em discutir temas profundos como educação ou política. Agora na Europa pude ver crianças pequenas enchendo TODOS os museus. Meu Deus, que faremos com nossa educação? A cité de ciências na França é indizível. A nossa sociedade, tacanha e ignorante, não será capaz de transformar nada. Escolas são dirigidas por pessoas que não leem sequer um livro, que falam de conteúdos que desconhecem. Citam educadores que não leram – nem sequer uma obra. Escolas alardeiam o uso de computadores e outros equipamentos, mas as crianças e jovens nem sequer precisam da escola para deles fazer uso. A escola é incapaz de transformar essas novidades tecnológicas em ferramentas pedagógicas. Não se estuda. Não se lê. Recita-se futilidades como se a escola fosse um SCRAPBOOK, uma fantasia que se desenha sobre a realidade para enfeitá-la.
Conversando com uma mãe, dizíamos que o que esperamos de um médico é que ele esteja sempre se atualizando, estudando, que um engenheiro adquira sempre novas tecnologias... Na educação se faz escola, dirige-se escola, coordena-se, dão-se aulas sem ler um livro sequer, sem fazer cursos ou sem grupos de estudo. Imersos em um mar de futilidades e superficialidades, rodeados de balões cor de rosa. Como formar uma geração de leitores se adentramos a casa de educadores e não encontramos livros, não os vemos fazendo cursos ou aperfeiçoando-se em suas áreas? Sem contar a moda do curso virtual, com mecanismos de controle em todos os países menos no Brasil.
Cursos vazios, sem platéias, livros sem leitura e muita mentira camuflada em laptops. Confusos projetos ditos “EDUCATIVOS” QUE NÃO se inscrevem em nenhum plano geral de educação. Ver as crianças e professores nos museus europeus chega a ser doloroso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NÃO IMPORTA A ORIGEM DESTE TEXTO


muitos textos na internet são atribuidos a A ou B...este texto independe do autor:

"Caro Professor

Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor diga-lhe que, para cada vilão,há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado;
ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo; ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma encontrada,vensine-o a perder mas também a gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso; faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique -lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciênciabde ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou lhe pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

Abrham Lincoln, 1830. Retirado do livro: "Lutas de Ideias"

sábado, 14 de maio de 2011

POR UMA VIDA MELHOR, a apologia da ignorância. Dra Adriana Oliveira Lima


POR UMA VIDA MELHOR, da coleção “VIVER, APRENDER”, de autoria de Heloisa Ramos e adotado pelo MEC (Ministério da educação e Cultura) para o ensino da língua Portuguesa, diz que o aluno deve se sentir a vontade se identificando com o livro na maneira de falar ( com os erros da linguagem popular). A autora diz ainda que se o aluno sofrer pressão significa um “preconceito linguístico” e completa, dizendo que o português correto é língua culta. Diz a autora que se guiou pelos documentos do MEC (sic!).
Sinceramente, para ensinar “nos compra o livro”, “as criança”, “agente fazemo” não precisamos sequer ir a escola, quem dirá usar livro.
Não é desta forma que a escola se aproximará do aluno nem será esta a forma de fazer o aluno adentrar o corpo de sua cultura.. A autora, adotada pelo MEC para quase 500 mil alunos, diz que não deve existir certo e errado, mas sim adequado e inadequado (SIC!). Estamos agora no fantasioso mundo do politicamente correto onde dizer que se esta falando errado logo será crime administrado pelo estado.
Ora a função da escola é transmitir a cultura, o conhecimento acumulado pelas comunidades e sociedades em geral. Tem assim função de preservar e coletar patrimônio. Para ensinar a fala popular não se precisa de escola. A escola deve trazer o aluno para o domínio de sua língua. Devemos ter em conta que flexões verbais ou concordâncias de número NÂO constituem ainda a língua culta, esta sim, uma sofisticação que deve ser acessada quanto mais avança o aluno em seus estudos. Falar e escrever corretamente constituem o próprio processo de socialização.
Proliferarão os dialetos regionais (“ramos imbora!” “quano falei,,,” , “ispermenta”...plural então, vamos desistir!!) pois as falas populares se distinguem de região em região. Logo não falaremos mais a mesma língua por desistirmos de um PADRÃO linguístico que deveria preponderar em todas as escola em todo o país.
Em linguagem agressiva e mordaz, Reinaldo Azevedo denuncia estes absurdos:
“Na nossa língua, os adjetivos têm flexão de gênero e número, e os verbos, de número. Quem dominar com mais eficiência esse instrumental terá vantagens competitivas vida afora. (...)
Ninguém precisa de professor, minha senhora, para se comunicar de modo eficiente com os seus pares. Fosse assim, os analfabetos morreriam à míngua; fosse assim, Brasil afora, a nação estaria esfaimando. Os professores existem justamente para lembrar que a norma culta existe, (...)
(sobre os baixos salários) Não importa! Dêem um salário milionário à categoria, e não sairemos do pântano enquanto valores como o que orientam a estupidez acima forem influentes.

Nada mais a dizer!!!!
OS: o título do livro é sem comentário!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

HORÁRIO INTEGRAL NA ESCOLA




Ficar na escola o dia inteiro pode ser muito bom para as crianças para os pais e um bom investimento na educação dos filhos.
É muito frequente os pais sentirem culpa por deixar as crianças na escola, acreditando que em casa estão mais bem assistidas. Não é um fato. Quase sempre a criança fica só com adultos sem desafios para sua idade e, mais frequentemente ainda, ficam em frente a televisão ou computadores. Os pequeninos ficam “por ali” esperando os ritos dos cuidados com banhos e alimentação.
As vantagens da escola
• Aprendizagem de alimentar-se dentro de uma diversidade de alimentos;
• O aumento progressivo da independência da criança (banhar-se, vestir-se, alimentar-se, arrumar suas coisas entre outras atividades).
• Desenvolvimento da linguagem devido à diversidade dos companheiros em situação mais familiar (irmãos). No rastro da linguagem, a socialização.
• Aprendizagem mais efetiva devido às pesquisas e deveres serem feitos com mais independência e junto com amigos.
• Diversidade de atividades que a escola pode proporcionar.
• Superação das situações estressantes entre pais e filhos por conta das pesquisas.
• Aprendizagem da gerência de tempo e atividade – a criança não pode ficar numa mesma atividade a tarde inteira.

CLICK ABAIXO PARA CONHECER A ESCOLA NOVA

AO ESCOLHER UMA ESCOLA PROCURE VER AS ATIVIDADES PROPOSTAS E AS ALTERNATIVAS OFERECIDAS (HORÁRIO INTEGRAL, HORÁRIO AMERICANO, JANTAR, ETC)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Natália Leitão
Fui a um debate sobre "As crianças e o consumismo", em Setembro de 2010, na Escola Nova, onde foi passado esse video e em seguida um debate com a Profa. Inês Vitorino (UFC)... muito bom... como não postei na época, postando agora, pois vale muito a pena todos assistirem e refletirem sobre o que nos mostra esse video (dividido em 6 partes)...
CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO (PARTE 1)
www.youtube.com
Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. Assista todas elas, com troca automática ao final de cada parte. Clique somente uma vez aqui: http://...
http://youtu.be/dX-ND0G8PRU

QUINO diz TUDO sem uma palavra!!!!!

sábado, 7 de maio de 2011

Homenagem a ROBERTO AMARAL




Quem é: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Amaral

Grande amigo da família, foi uma honra estar presente na homenagem feita pela Assembléia Legislativa do CE no di 06 de Maio de 2011.
PARABÉNS Amaral!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O BEM e o MAL e as abelhinhas patrulheiras...




“Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra, e terão a guerra”. W. Churchill



Yves de La Taille, em entrevista à revista ÈPOCA desta semana, afirma que “o mal existe”. Ele mostra que as escolas, frente às questões do BULLYING, tendem a psicologizar, interpretando as razões de um ou de outro protagonista em cada conflito. O Sr La Taille será execrado pelas correntes do “politicamente correto” ou do discurso “único” da “verdade entre os dois lados” (sic!). Hoje não se pode ter um pensamento dissonante, sem que um enxame de “abelhas” patrulheiras caiam em cima agressivamente.

Mas acontece que se não há o bem ou o mal como querem os discursos da pós-modernidade que justificam todos por suas histórias e contextos, como poderá a escola construir uma ética, uma moralidade e valores? Precisamos tomar posições, escolher, ter objetivos claros e lutar por idéias. Assim é que se constroem comportamentos éticos. A vida é constante transformação, e mesmo que tenhamos muitas vezes que nos reformularmos, precisamos acreditar no bem e no mal.

Hoje, nossa grande dificuldade é separar o joio do trigo, pois as patrulhas não permitem divergências - temos todos que pensar igual, sempre dentro de uma mesma lógica e de um mesmo paradigma. Tudo que não é “A” não pode e não deve existir. Neste mar de discursos amorfos não se pode educar. O Bullying não é apenas um fenômeno psicológico, ele é o MAL, algo ERRADO que deve ser discutido com as crianças como tal.

Não se pode desistir do debate, do confronto de opiniões por mais que os patrulheiros tentem nos colocar em posição de desconforto.

É necessário discutir em vista da democracia. É necessário respeitar a divergência. E, para escapar destas “abelhinhas patrulheiras”, devemos ter sempre em mente alguns versos de William E Henleynas, em seu poema INVICTUS:

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Racismo: A ação das escolas

Precisamos refletir a seriedade do processo educativo. Passamos crenças sem percebermos e sem estar intensionalmente objetivados. A escola passa a ser um instrumentos fundamental na formação cidadã, na superação dos limites que discriminam e que excluem. A escola precisa ser parceira das famílias para superar este obscurantismo.
Um video como este mostra a introjeção do imaginário que circula, que rodeia e aprisiona. A intervenção educacional passa a ser fundamental. Os pais devem ser criterioso nas escolhas que fazem, no que dizem e como estão formando os filhos.
Temos que superar esta mediocridade que é o racismo.


http://youtu.be/DDO3RrxmCeQ

sábado, 16 de abril de 2011

O POVO ONLINE

O MASSACRE DE REALENGO
Hoje dia 16 de abril lei no Jornal do Leitor - O POVO (CE) artigo, indicação de livro e filme.
http://www.opovo.com.br/app/colunas/opovonaeducacao/2011/04/16/noticiasopovonaeducacao,2125766/o-massacre-de-realengo.shtml

Filme: O pequeno Nicolau

sexta-feira, 15 de abril de 2011

PALESTRA ABERTA

vISITE ESTE SITE PARA VER O TRAILER DO FILME ( Como Estrelas na Terra).
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000723346827#!/profile.php?id=100002261886943&sk=wall

quarta-feira, 23 de março de 2011

Bullylng




Veja a entrevista com o garoto e seu pai.


O Mais terrível em tudo isso é o pequeno terminar com a mensagem para todos que sofrem bullying "A ESCOLA NÃO DURA PARA SEMPRE"...não existem educadores que protejam as crianças no interior da escola?
Os pais podem estar tão perifericamente lidando com os filhos?

quinta-feira, 10 de março de 2011

A cultura, as Crianças e os Jovens




Adriana Oliveira Lima*

Visitando museus no Rio de Janeiro não se pode deixar de pensar na dificuldade de mobilizar a população nesta visitação. Precisamos compreender a relação da população com a preservação do patrimônio histórico e acervos do país. Como educadora é necessário pensar na construção de uma relação positiva entre o cidadão (criança e adolescente) e a história de seu país.

O primeiro tópico que devemos considerar é o fato de a nossa, e o nordeste particularmente, ser uma cultura de exterior mobilizada pelo calor intenso. Os museus geralmente prosperam numa cultura de interior.
Um segundo tópico que se há de considerar é a crescente desvalorização do que é dito “antigo”, e o crescimento da identificação com o dito “moderno”. Esta identificação permitiu, por exemplo, a reconstrução, em muitas cidades, de arranha-céus no lugar dos prédios históricos.

É possível, também, identificar uma desvalorização histórica dos acervos o que nos rendeu escassez de acervos e recursos (encontramos em Paris, no museu do Homem, mais sobre os nossos índios do que em qualquer museu no território nacional). Acrescente-se a isto a extinção de festas, danças e movimentos artísticos ou sua descaracterização clássica (caso das Escolas de Samba).

Como educadores e sabedores de que o conhecimento é um processo de construção interligado às experiências que os indivíduos têm em seu processo vital, devemos contemplar a preservação patrimonial e o reconhecimento dos acervos como um conteúdo escolar. Primeiro promovendo a relação do indivíduo com sua história e, segundo, aprimorando as percepções do mundo "no entorno".

A Escola deve levar o aluno a conhecer sua cultura, visitar seus museus e organizar eventos, ritos e festas que representem a história do povo. A criança/jovem precisa ir ao museu, visitar a arquitetura da cidade, para aprender a OLHAR. Precisa cantar e participar de festas e danças folclóricas para aprender a OUVIR e MOVER-SE no ritmo de sua cultura. Precisa desenhar, pintar, reproduzir obras para aprender a ADMIRAR a expressão plástica...

terça-feira, 1 de março de 2011

Investindo na educação das crianças.


Estamos diante de um modismo interessante (não fosse trágico): dar educação em casa, retardar a entrada da criança na escola. Em um país como o nosso isso representa um imediato e direto retardo no próprio desenvolvimento do país.
Após tantos anos de péssima performance educacional, escolas desequipadas, de falhas na formação dos educadores (sem falar no fato de a maioria dos professores serem leigos), de seus baixíssimos salários, de prédios inadequados e de uma escola privada igualmente incompetente, agora recebemos as crianças na escola com seus primeiros anos de aprendizagens obtidos em casa, com os pais que foram formados por esta educação que acabamos de abordar.
Sabemos que a maioria dos pais estão voltados para o desenvolvimento biológico, estando altamente envolvidos no que a criança come sem preocupar-se com o alimento do espírito: o conhecimento. Por outro lado, cada vez mais temem os filhos, tornando-se incapazes de impor qualquer disciplina.
Ao contrário do que a onda atrasada de um naturalismo bizarro indica, as crianças, para desenvolverem-se, precisam do outro. O desenvolvimento obtidos entre as crianças é muito mais sólido e no contexto escolar (sociológicos) é também mais fértil. Piaget mostra que as crianças desenvolvem melhor a linguagem quando falam com outras crianças do que quando estão falando com os adultos. Piaget mostra, ainda, que o pensamento lógico é uma construção social entre iguais. Por isso, segundo ele, a necessidade dos grupos que se inicia aos sete anos nos deixa a seguinte questão: “as crianças vão para o grupo por que se tornaram lógicas ou se tornaram lógicas por que foram para o grupo”? Uma coisa é certa: não existe lógica fora do grupo, fora da sociedade. Todo isolamento tende ao devaneio. Um cientista, quando aparenta solidão na pesquisa, está de fato REFLETINDO, ou seja, ele discute em voz baixa com variáveis e hipóteses.
A educação escolar, este encontro de crianças e jovens, é uma maravilha das sociedades. Ainda que péssimas, são o único lugar da real construção da socialização. É o lugar da estimulação, da troca e das aprendizagens mais complexas. Pais não estão aptos a fornecer este tipo de educação. Eles podem complementar, enriquecer e estimular, mas nunca estruturar as bases mais importantes da educação para a vivência social. A relação pais e filhos será sempre unilateral e/ou bipolar, será sempre de mando/obediência ou guerras de poder. Os contextos serão sempre repletos de aspectos emocionais que impedem a objetividade e a visão do outro.
Se falarmos de escolas com projetos educacionais, recursos planejados e metodologias avançadas, podemos afirmar que a escola é imprescindível e quanto mais cedo a criança nela ingressa, mais os pais colherão bons frutos na estruturação da personalidade e do conhecimento de seus filhos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

EM UMA LIVRARIA EM FORTALEZA, FINAL DE TARDE.


Estava eu numa livraria passando pela fase da “moda” (ainda que seja passageira, a moda sempre poderá seduzir alguns). A moda, geralmente direcionada a coisas fúteis chega as livrarias? Que bom que os alheios aos livros terão tido algum tempo cercado por livros. Mas, estava eu numa livraria e entre a falta de glamour e o evidente desinteresse pelos livros, estavam as crianças. Os pais sentados na cafeteria, lugar ideal para conversar sobre assuntos alheios aos livros, e as crianças correndo como se estivessem em um playground. Gritavam acompanhadas pela ressonância dos pais aos gritos (como falam alto!) em suas conversas e nos celulares. Perguntei-me onde estava. Resposta: em uma livraria com cafeteria. O que mesmo faziam estas crianças aos gritos correndo de um lado para o outro?

Encontrei uma amiga que contava histórias para a filha no local reservado para as crianças e fechei os olhos acreditando que havia salvação. Lembrei de um dia em que encontrei meu ex-marido com a esposa em uma livraria no Rio, cheios de glamour, elegantes, bem vestidos. Esta imagem de valores onde o teatro, o cinema, o aeroporto, a cafeteria... cada lugar demanda vestimentas apropriadas, me veio forte na mente já cheia de saudades.

Pensei cá com meus botões que ali sequer existia o valor de “fingir cultura”. Nenhum daqueles pais ensandecidos carregava um livro. Menos ainda os filhos. Em outros tempos as livrarias costumavam deixar livros para as crianças folhearem. Agora são embrulhados com plástico. Lembro-me que na MALASARTES no Rio havia, nos tempos idos dos meus filhos, uma mesinha com cadeirinhas onde as crianças sentavam e educadamente folheavam os livros disponíveis para compra. Os livreiros frente ao enorme desperdício e destruição de seus produtos por parte das crianças, desistiram. Assistir aos pais fazerem “vista grossa” para a relação destrutiva dos filhos com o que é alheio parece-me um filme de terror educacional. Parem e vejam.

Comi um crepe, paguei os livros apressada e parti pensando sobre tudo isto e sobre como um educador pode interferir nesta maneira agressiva das crianças se comportarem no social quando estão com os pais. Nada concluído, fica apenas uma reflexão.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

FILME


Neste eixo vale a pena assistir ao brilhante documentário “Minha Luta” de Erwin Leiser.
Nele, vemos uma compilação de arquivos nazistas que mostram a frieza do regime e de seus integrantes pelo simples fato de documentarem sua própria atitude perversa.

“MINHA LUTA criou um impacto internacional e foi aclamado como um dos mais incríveis documentos históricos. Criou turbilhões onde quer que tenha sido mostrado e arrancou entusiasmados aplausos e críticas.”
(http://www.interfilmes.com/filme_21380_minha.luta.html)

As pessoas se perguntam como deixaram isto acontecer, mas devemos refletir como deixamos que as coisas aconteçam por alienação ou ”neutralidade”. Precisamos refletir, dia a dia, os nossos gestos e nossas vidas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bom Senso naõ se ensina



É cada vez mais comum ouvir dos pais “não sei o que fazer” sobre isso ou aquilo em relação ao comportamento dos filhos. Esta é uma questão que pode ser tratada a partir de diversos enfoques, dos mais sociológicos aos mais psicológicos. Gostaria de fazer uma abordagem mais ampla, com conseqüências pedagógicas.

Fala-se de disciplina, de limites, do crescimento do bullying e outros fenômenos que apontam o crescimento da violência. Crianças sem limites desrespeitam mais facilmente os direitos das outras. Crianças que crescem ouvindo palavrões e “vídeo cacetadas” na TV aprendem a rir da desgraça alheia e empregar linguagem “chula”.

Falta bom senso. Mais “bom senso” não se ensina, é contingência da vida, das experiências em que temos que tomar decisões. Chegamos então ao âmago da questão: Tomar decisões.

Temos nos defrontado, cada vez mais, com a incapacidade de tomar decisões. Outro dia alguém me dizia “existem dois lados e a verdade no meio”. Não. Simplesmente não existem verdades perambulando por ai. A verdade pode fluir de cá para lá, pode ser provisória ou mesmo parcial, mas estará sempre com alguém, ou alguma idéia, por algum tempo. A atitude de não encontrar o “lado” provisoriamente certo conduziu os soldados nazistas a se isentarem da responsabilidade sob a égide do “estou cumprindo ordens”.

A tomada de decisão é fundamental na vida cotidiana, é ela que mostra o caminho aos filhos. Ter firmeza nas escolhas, ainda que se possa errar, pedir desculpas e mudar de atitude, é fundamental. Não é possível educar pessoas sem tomar posições sobre os eventos que formam os princípios básicos da cidadania (o que não significa doutrinar, ideologicamente).

O que podem dizer aos filhos os pais que não sabem a razão de suas atitudes? Que estão alienados recitando frases feitas? Que não assumem lados? Que não assumem partidos?

Tudo é transitório, mas precisamos SER para poder transitar. Preciso escolher para poder mudar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Jornal do Leitor - O pOVO - 12-02-2011

http://www.opovo.com.br/app/colunas/educacao/2011/02/12/noticiaseducacao,2101055/tecnologia-e-educacao.shtml

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A MÃE TIGRE


A MÃE TIGRE
Amy Chua vem causando polêmicas sobre a disciplina de como educar os filhos. De origem chinesa, professora universitária, acaba de publicar um livro em que conta a “espartana” educação dada as filhas, hoje com 14 e 18 anos. Chamada de “Mãe tigre” vem causando reboliço nas atitudes educacionais dos americanos, muito mais permissiva que a maioria dos países orientais.
No Brasil chega a ser impensável a proposta educativa da profa. Amy Chua. A frouxidão em que nos encontramos leva-nos a pensar que sequer sonharíamos com um meio termo. Se o estado legisla sobre a palmada é quase impossível e impensável tal maneira rigorosa de educar.
Mas não se trata de discutir “certo” ou “errado” vez que em nossa cultura é simplesmente impensável as atitudes propostas por Amy. Teremos que discutir é que caminhos nos levam a frouxidão, a falta de decisão, a falta de limites que constituem os parâmetros educacionais hoje no Brasil (particularmente nas classes médias e altas).
O fato é que os pais temem os filhos e sua permissividade cria agressividade e insegurança. Os pais consultam os filhos sobre quase tudo, do que querem comer, em que escola querem estudar, que roupa querem vestir... Independente da idade e das condições intelectuais da criança e/ou jovem.
Se algo sai errado na escola, muda de escola, se não gostou do prato, compra-se outro, se o brinquedo quebrou é substituído. Crianças atendidas em todos os seus desejos não são capazes de enfrentar uma frustração. O que será do futuro destas pobres criaturas que não aprenderam a dividir, a perder, a enfrentar situações adversas?

sábado, 22 de janeiro de 2011

A Ingratidão



Ingratos
Não maldigo o rigor da iníqua sorte,
Por mais atroz que fosse e sem piedade,
Arrancando-me o trono e a majestade,
Quando a dous passos só estou da morte.

Do jogo das paixões minha alma forte
Conhece bem a estulta variedade,
Que hoje nos dá contínua f'licidade
E amanhã nem — um bem que nos conforte.

Mas a dor que excrucia e que maltrata,
A dor cruel que o ânimo deplora,
Que fere o coração e pronto mata,

É ver na mão cuspir a extrema hora
A mesma boca aduladora e ingrata,
Que tantos beijos nela pôs — outrora.


In: D. PEDRO II. Poesias completas de D. Pedro II: originais e traduções, sonetos do exílio, autênticas e apócrifas. Prefácio de Medeiros e Albuquerque. Rio de Janeiro: Guanabara, 1932. Poema integrante da série Produções Apócrifas: Sonetos do Exílio

A ingratidão consiste em esquecer, desconhecer ou reconhecer mal os benefícios, e se origina da insensibilidade, do orgulho ou do interesse.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Jornal do Leitor - O POVO

http://www.opovo.com.br/app/colunas/educacao/2010/12/04/noticiaseducacao,2073075/escolhendo-a-escola-para-os-filhos.shtml

domingo, 5 de dezembro de 2010

O DESENVOLVIMENTO MORAL DA CRIANÇA Parte 2


O DESENVOLVIMENTO MORAL DA CRIANÇA
Parte 2

Dra Adriana Oliveira Lima (não deixe de citar esta fonte)

6. Só muito mais tarde, na adolescência, a criança liga as ações (infração) às suas intenções, evoluindo consideravelmente na construção da moralidade. As crianças julgam os fatos por critérios “que estão longe de serem, moral e juridicamente, aceitáveis... Ela, por exemplo, não percebe a ação dolosa”.

7. Antes da adolescência, ela não é capaz de fazer compensação, considerar atenuantes, julgando que a igualdade equivale à justiça.

8. Somente após 12/13 anos, e, dependente da aquisição do pensamento hipotético-dedutivo, o jovem é capaz de construir uma justiça de equilíbrio, que considera vários pontos de vista, superando não apenas a centração em seu ponto de vista como o igualitarismo típico dos mais jovens.

9. O respeito mútuo, o sentimento de reciprocidade e a cooperação são a base afetiva correspondente às operações abstratas no campo cognitivo. Assim torna-se capaz de comparar pontos de vista, superando o EGOCENTRISMO.

10. Verbalização não significa nível cognitivo ou moral. Piaget mostrou como uma certa “verbalização adulta” típica das crianças não tem relação direta com o desenvolvimento cognitivo ou moral.


Não há nada tão equitativamente distribuído no mundo como a inteligência: todos estão convencidos de que têm o suficiente.
René Descartes

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O DESENVOLVIMENTO MORAL DA CRIANÇA


O DESENVOLVIMENTO MORAL DA CRIANÇA
Parte 1

Dra, Adriana Oliveira Lima (não deixe de citar estafonte)

1. Os sentimentos morais da criança constroem-se num longo processo que depende, intimamente, do desenvolvimento da inteligência. O grupo, a socialização, é fundamental na construção da moralidade, dos valores, regras, sentimento de justiça e afetividade de modo geral.

2. Os sentimentos morais precisam, como a inteligência, libertarem-se do egocentrismo, da centração em seu próprio ponto de vista, para construir o respeito mútuo, a reciprocidade, solidariedade e o sentimento de justiça.

3. A moral está para o desenvolvimento afetivo como a lógica está para o desenvolvimento cognitivo. Assim, o processo da construção moral é tão longo quanto o desenvolvimento cognitivo.

4. O fabuloso desenvolvimento das informações em nossos dias leva a uma falsa interpretação dos julgamentos morais das crianças. Os julgamentos morais das crianças não são iguais a de um adulto.

5. Piaget mostrou, por exemplo, que uma criança antes dos 7 anos julga uma infração de acordo com seus aspectos quantitativos sem considerar as intenções. Como, por exemplo, crê mais culpado e merecedor de maior castigo, uma criança que ajudando a mãe quebrou vários copos que uma segunda criança que tenha quebrado apenas um copo quando roubava biscoitos.


"O método comum de educar as crianças nas escolas parece-me ser o seguinte: a alguém teria sido dado o encargo de excogitar um método segundo o qual, paralelamente, os preceptores levassem os discípulos e estes fossem levados a conhecer com imensa fadiga, grande tédio e infinitas penas, e isso nunca antes de transcorrerem muitíssimos anos (...) quando penso nisso, convenço-me de que esses métodos foram introduzidos nas escolas por um gênio mau e invejoso, inimigo do gênero humano"

Comenius - Didática Magna

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Escolhendo Escola para os filhos

Neste período as escolas, revistas e jornais publicam sucessivas matérias falando sobre a escolha da educação que se quer para os filhos. O que fazer frente a tamanho assédio de informações? Fico olhando em volta e me perguntando até quando o Brasil permanecerá na mania discursiva já tão magistralmente descrita pelo grande Anísio Teixeira. Vejamos em nosso sistema educacional o que devemos considerar ao escolher e analisar escolas para nossas crianças e jovens.

PARA ESCOLHER UMA ESCOLA
1- Não matricule sua criança tendo como critério a proximidade da escola em relação à sua casa. Não estamos no primeiro mundo onde as escolas se equivalem. O melhor pode ser mais distante. Você esta escolhendo não um simples lugar para deixar seu filho, mas um lugar que pode determinar grande parte do que ele será no futuro. Como fazemos com o médico, procuramos onde está o melhor.
2- Não se apoiar na grandiosidade dos aspectos físicos da escola. Quase sempre escolas com grandes estruturas físicas têm também muitos alunos e quando se divide o tempo escolar pelo número de alunos, descobrimos que nossa criança não usará esse benefício.
3- Lembre que a escola deve ser um lugar INTIMISTA. Mais de 20 alunos na sala de aula inviabiliza qualquer boa intenção pedagógica – basta que se divida o tempo escolar pelo número de alunos e estabeleça um tempo de 2 minutos, por exemplo, para cada criança se expressar. É possível ver que não haverá opinião alguma formulada e emitida pela criança, menos ainda a possibilidade de todos se expressarem.
4- Ao visitar a escola, exija uma explicação de tudo que a escola diz fazer. É importante saber os meios através dos quais os objetivos definidos pela escola são realizados. É muito fácil listar belos objetivos como o desenvolvimento do espírito crítico, a criatividade ou a cidadania, difícil é desenvolver uma metodologia capaz de dar conta dos mesmos efetivamente na prática diária escolar.
5- Não aceite uma escola onde é comum o aluno ter “reforço escolar”. Estas escolas são as que menos assumem sua responsabilidade sobre a aquisição do conhecimento por parte de seus alunos.
6- Não confie em materiais físicos como o livro didático, a apostila ou joguinhos. Para usar bem um material e usar jogos como recurso didático o professor deve ser continuamente capacitado e conhecer seus objetivos e metodologias. O jogo pelo jogo ou o livro pelo livro não são suficientes no processo pedagógico – o professor e o domínio metodológico dos mesmos são fundamentais.
7- Procure saber a formação das pessoas que vão lidar com as crianças. Quais as habilidades técnicas das pessoas que dirigem sua escola, quais suas experiências de vida ou suas referências teóricas e sociais. Ter uma metodologia clara, saber o rumo que a escola deve tomar e ter firmeza nos valores e ideais é fundamental para a formação do caráter das crianças. Os adultos são modelos. A moralidade é uma existência e não um discurso.
8- A escola tem que ter VASTO material concreto como as escolas em TODO o primeiro mundo. É inaceitável uma escola com carteirinhas coloridas, giz e quadro. A criança e o jovem precisam de materiais concretos em TODAS as áreas do conhecimento.

9- A liderança da escola deve dominar conhecimentos culturais básicos de todas as áreas. Pergunte que cursos ou congressos o staff da escola participou ou que livros têm lido. A formação continuada é fundamental na pedagogia.

10- O tamanho da escola: Uma criança só pode aprender a ser crítico se tiver espaço, tempo e liberdade para se expressar. Um aluno só pode aprender quando o educador o conhece. O educador deve conhecer não apenas o seu desempenho intelectual por meio de provas e trabalhos, mas também seu lado social, afetivo. O jovem só pode tornar-se um cidadão se tiver um ambiente propício e acolhedor para se sentir seguro na árdua tarefa de expressar suas opiniões e tornar-se responsável por suas escolhas. Para tudo isso se realizar, uma escola não pode ser grande, não pode comportar centenas e centenas de alunos, pois em tal ambiente o conhecimento de cada um deles será sempre periférico e superficial e jamais será propício para o pleno desenvolvimento das capacidades cognitivas, sociais e morais dos seus filhos.

domingo, 26 de setembro de 2010

A Criança e a Sociedade de Consumo


Não percam. Este video mostra como as crianças estão sendo forçadas a performances precoces em função da venda de produtos.
Após o video uma debate com a Profa. Inês Vitorino

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Filme: A CRIANÇA


Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne

Elenco: Jérémie Renier (Bruno), Déborah François (Sonia),

Sonia tem 18 anos e é casada com Bruno, de 23. O jovem casal vive de subsídios do governo e de pequenos roubos. Quando Sonia descobre que está grávida Bruno entra em desespero e sugere a venda do bebê.
Jovens de 18(ela) e 23 (ele) anos vivem as custas de subsídios governamentais e pequenos delitos. Sonia esta grávida e Bruno tem dificuldade de aceitar esta nova ordem na relação e vende o filho na primeira oportunidade.
Diante do desespero da namorada, explica que os dois “poderiam fazer um outro” a qualquer momento. Sonia entra em colapso e o denuncia à polícia. Não resta outra alternativa ao rapaz senão recuperar o bebê. E assim o faz.
"A CRIANÇA" do título não é, certamente, o bebê. O bebê consiste apenas no moto do filme e das questões discutidas. O filme se movimenta em torno do bebê, mas a criança são seus pais. O Bebê é uma mercadoria que pode ser fabricada e não vale mais que a motocicleta ou o seu carrinho.
Extremamente atual o filme não faz julgamentos morais, não trata de crime e castigo. De fato trata de possibilidades do mundo atual, de inconsequência comportamental, imaturidade e incapacidade de ajuste social pela prevalência do desejo sobre a regra.

sábado, 4 de setembro de 2010

PAIDEIA DESVAIRADA Antonio Valente


É uma alegria apresentar meu grande amigo Antonio Valente que me mandou este artigo que ora publico. Trabalhamos juntos por muitos anos. Antonio é professor da UFMG, tem diversos artigos publicados. Comente. Dê sua opinião sobre este momento que vivemos.
Se quiser falar direto com o Antonio: antonio__valente@hotmail.com




Edouard Claparéd perguntou certa vez, e ele próprio respondeu, por que a Pedagogia não sofria as transformações necessárias e possíveis como produto de avanços da pesquisa científica, a exemplo de outras áreas do conhecimento: é por que a educação sempre foi o apanágio de políticos e religiosos. E concluía, com ironia: Por certo, não foi Luiz XIV quem derrubou a Bastilha nem o Papa quem promoveu a Reforma.

Cito de memória, já que me desfiz há muito tempo da minha biblioteca pedagógica, evadido que sou dessa área, embora, certamente, permaneça dentro do sistema, já que, se os alunos evadidos são parte dele, por que não também os professores.

Sempre me recordo dessa citação em época de campanha eleitoral. A época em que todo político declara a prioridade que dará a educação durante o seu mandato. A cada declaração dessas – e são muitas! – sinto um arrepio, mas nada mais que isso, nada mais que incomode a minha prudente indiferença. Sinto pena é daqueles que estão na labuta diária e que terão que aturar mais uma avalanche de idéias geniais e mirabolantes interferindo no seu trabalho.

A propósito, por que será que nunca vi nenhum político dos Estados Unidos ou da Europa, incluir problemas educacionais em suas plataformas de campanha? Pode até ser que algum vereador (ou equivalente lá deles) ou prefeito incluam alguma medidazinha nesta área. Mais governadores e até presidentes da república (ou Primeiros Ministros)? Ou eles ou nós, alguém, está muito atrasado nesta área, é o que concluo.

A grande novidade aqui no Rio de Janeiro, e parece que também em São Paulo, é o candidato declarar que acabará com a “promoção automática” nas escolas públicas. Logo, supõem-se que professores e pais de alunos – a sociedade, de um modo geral – estão insatisfeitos com a tal promoção a ser revogada.

Também com um título desses: “promoção automática”! Como é que se pode premiar alguém automáticamente, independentemente do seu mérito. Isso é, verdadeiramente, um escândalo!

A discussão toda, como se vê, é um verdadeiro samba-do-crioulo-doido nessa geléia geral em que patina a educação brasileira.

O engraçado é que me lembro de uma discussão deste assunto num artigo de Anísio Teixeira (não me peçam referências, pelas razões expostas acima). Argumentava o grande educador, que a educação básica (por isso seria básica) é uma educação para todos, universal, e que, portanto, não fazia nenhum sentido reprovar alguém, pelo menos, neste ciclo. Todos, indistintamente, deveriam recebe-la, de maneira igualitária.

Pois foi esta reflexão que transformaram em “promoção automática”. Não sei se é para rir ou para chorar. E, diga-se de passagem, uma medida que os políticos da época abraçaram com entusiasmo, no afã de apresentar novidades em seus mandatos, o mesmo entusiasmo e com as mesmas intenções com que agora anunciam a sua revogação.

Na época em que Anísio Teixeira escreveu, ou, talvez, alguns anos depois, o sistema educacional do Rio de Janeiro reprovava cerca de 50% dos alunos no primeiro ano da escola, então chamada, primária. O outro “gargalo” era na quinta série. Ou seja, metade das crianças – criancinhas de sete anos de idade! – que pela primeira vez, animadas e sorridentes com seus caderninhos e uniformes imaculados, buscavam a escola, eram impiedosamente reprovadas e tinham que “repetir” o ano, iniciando aí uma via crucis de “repetições” repetidas, até serem atiradas ao limbo educacional, frustradas e, naturalmente, analfabetas.

Agora, já que tudo que se compreendeu das reflexões liberais de Anísio Teixeira, foi traduzido no termo “aprovação automática”, e que, políticos como os nossos não estão absolutamente interessados em sugestões trabalhosas, em reformas profundas, coisas que gastam muito e levam algum tempo para serem realizadas, mas tão somente numa palavra de ordem simples que traduza o desejo imediato do eleitorado, e, sobretudo, que possa ser anunciada na brevidade do horário eleitoral da TV (isso os executivos, porque os legislativos preferem outro esporte, o de empanturrar os currículos escolares com matérias esdrúxulas, ao sabor da moda) revoga-se a indesejada medida e, supõe-se, volta-se ao que era antes.

Ao que era antes, sempre e até quando.

Podemos certamente esperar mais uma grande leva de meninos e meninas andrajosos, sujos, analfabetos e violentos, circulando – desorientados, desprotegidos e ignorados – pelos morros, palafitas e ruas da cidade, apenas porque não souberam responder em uma prova quais são os afluentes da margem esquerda do rio Amazonas. Ou coisa parecida.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010



Billy Elliot (Jamie Bell) um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas da cidade. Obrigado pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado com a magia do balé, ao qual tem contato através de aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Incentivado pela professora de balé (Julie Walters), que vê em Billy um talento nato para a dança, ele resolve então pendurar as luvas de boxe e se dedicar de corpo e alma dança, mesmo tendo que enfrentar a contrariedade de seu irmão e seu pai sua nova atividade.
Um filme para discutir as diferenças, os preconceitos. A divisão das "!profissões" por sexo - isso é de menino, isso é de menina.
O filme é sensível, apaixonante. Bom para pais, professores e para instrumento de discussão com os adolescente.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

OS VIDEOGAMES, A TV E OS COMPUTADORES. O QUE FAZER? Parte 2


Estes recursos são fundamentalmente unilaterais, ainda que se diga que são interativos. Interação é um termo complexo que implica múltiplas influências, desafiadoras, transformadoras do sujeito e do objeto e, assim sendo, estas máquinas estão longe de apresentar atividade interativas.

A visão de interatividade atribuída aos joguinhos é ainda bastante primitiva e ligada a idéia de estimulo-resposta. Para provar esta pobreza de relação entre o sujeito e a máquina veja-se como facilmente as crianças vencem os objetivos, e os jogos tornam-se “ bobos” ou enfadonhos.

Evidente que não se quer dizer que seja ruim de todo a TV, os computadores e os vídeos games, pois estes fazem parte da vida moderna. Entretanto, e é o que queremos demarcar, é necessário contrabalançar esta “compulsão” moderna com outras atividades e outros jogos que impliquem as relações complexas que se fazem entre seres humanos. Deve-se, pois limitar o tempo de uso destes equipamentos e, diversificando as atividades das crianças, ter-se-á desenvolvida a inteligência em sua amplitude máxima e dinâmica.

Jogos clássicos de trilhas, gamão, xadrez... os insubstituíveis blocos de construção, carrinhos, bonecos e outros brinquedos capazes de desenvolver livremente o pensamento simbólico, jogos de grande espaço, como bandeira, pique, caça ao tesouro... Cantar, tocar um instrumento, aprender uma dança, uma língua estrangeira... Praticar um esporte... É enorme a diversidade de atividades que podem preencher a vida de uma criança. O que torna bastante limitado, e terrivelmente pobre, ao seu desenvolvimento é deixá-la horas a fio em frente à máquinas tão pouco inteligentes.