domingo, 13 de março de 2016
ESCOLAS VAZIAS - O POVO
http://mobile.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2016/03/11/noticiasjornalopiniao,3586955/escolas-vazias.shtml
quarta-feira, 9 de março de 2016
Rio Doce na educação
http://mobile.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2016/02/12/noticiasjornalopiniao,3574110/rio-doce-e-o-desastre-da-educacao.shtml#.VsNYPSHX-04.facebook
sábado, 2 de janeiro de 2016
UM PARTO ("humanizado") DE ALTÍSSIMO RISCO
“O Parto Humanizado é um processo de assistência ao parto, centrado na mulher. Tudo aliado a um ambiente calmo e tranqüilocom privacidade e muito respeito, respeito ao ato de nascer.”
Num país onde o destaque fica por conta dos processos DISCURSIVOS este é mais um engodo. As palavras não estabelecem conexão com as praticas efetivas. O que chamam de humanizado acaba num circo misterioso de descuido e do naturalismo bruto. Não podendo desvincular-se da pratica discursiva e descuidada de estudos mais elaborados, juntam remendando banheiras, cadeiras, meia luz, bolas, chuveiros... Agregam objetos onde não sabem explicar procedimentos.
Grave mesmo, entretanto, é o abandono das tecnologias e recursos de saúde, já tão negligenciados em nosso país, em nome de uma busca histérica das origens. Nos tempos dos indígenas, de nossas avós, os partos eram tão naturais... morriam milhares de mulheres e bebes, sequelas irreversíveis de toda natureza proliferavam. Não se pode ter duvida de que os avanços da tecnologia e os recursos de exames (de imagens, então, nem se fala!) nos colocaram em vantagens abismais. Higiene, vacinas, anestésicos, e outros recursos médicos modernos levaram a maior sobrevivência de mães e seus filhos.
Mas os “Humanizados” escolhem Homeopatia, espiritualidade, arrastar-se pelo chão, pendurar-se em redes improvisadas, cavalgar cavalinhos e sentar em bolas... uma mistura de recursos sem qualquer estudo científico (mas estudos eles também rejeitam porque suas praticas são ancestrais) sem escolhas ou explicações.
Mas os “Humanizados” mostram que tudo pode ser pior. Fazem partos em casa sem qualquer proteção ao bebê (correr na emergência para o hospital não garante nada, pois sabemos que não contamos com o único elemento que pode salvar uma criança: O TEMPO).
O parto chamado “ Humanizado” que vi praticado em Fortaleza, não me pareceu ter nenhuma característica de respeito a mulher e seu corpo, ao bebê e sua vida ainda por vir. Partos realizados sem equipes, partos realizado sem famílias (brutalmente afastadas como algo maligno), feito as escuras em salas trancadas sem acesso a profissionais médicos, uma Dola com a parturiente (e diga-se de passagem a única pessoa realmente envolvida num ideal), a parturiente gritando em desespero e médica “humanizada” dorme no chão hospitalar ou joga CANDY CRUCH. Sim, na sala ao lado, sem importar com a “protegida e respeitada” mulher que sofre ao lado.
Enfim, muito frequentemente termina a médica “humanizada” numa Cesariana meio bruta e final. Com o triste agravante da médica "humanizada" pedir a mulher (respeitada?) que enfim DECIDA se quer a cesáriana (quando as condições médicas da escolha não estão em suas mãos).
O que chamam de “Parto Humanizado” é um conjunto de práticas de alto risco (não condenadas por não se poder dizer erradas, mas as escolhas mais bizarras quando a ciência se apresenta diminuindo as dores e os riscos).
Que as mulheres brasileiras transitem das cesárias desnecessária para partos normais com o apoio dos sistemas de saúde mais modernos, com equipes e condições verdadeiramente humanas.
Que as mulheres brasileiras não se iludam com banheiras, bolas e bizarras negações aos recursos de segurança para suas vidas e de seus bebes.
Outro artigo que vale a leitura.
http://olharatual.com.br/o-parto-animalizado/
Outro artigo que vale a leitura.
http://olharatual.com.br/o-parto-animalizado/
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Entre o que eu desejo para meu filho e seu futuro efetivo
Entre o que eu desejo para meu
filho e seu futuro efetivo
Dra Adriana Oliveira lima
Embora estejamos imersos numa
sociedade com um sistema de valores definido que exerce considerável pressão
sobre nós, cada indivíduo ou grupo (família, comunidade) vai absorver com maior
ou menor intensidade este sistema. Embora o sistema seja social ele se manifesta
e se realiza no contexto do indivíduo - não existe culpa coletiva, cada indivíduo responde individualmente por seus atos.
A reflexão subjetiva tem um
papel fundamental na organização moral, formando a personalidade de cada indivíduo. Piaget
diz que o conhecimento, portanto os sistemas de moral e valores, são
construções individuais.
Na educação das crianças o
objetivo dos pais deve centrar-se nas ações capazes de realizar esta construção
do conhecimento e da moral, tendo como fundamento o exemplo, o discurso e
principalmente as ações dos pais, dos educadores e da própria criança (Tomada
de Consciência).
Mas como saber os rumos de
nossas ações quando nosso objetivo frequentemente acaba não sendo aquele que havíamos
idealizado inicialmente? É neste contexto que aparecem as idealizações que os
pais fazem em relação aos filhos e aos resultados que buscam obter no processo
educativo. Aqui começam nossos problemas.
Um dos primeiros problemas que
aparece nesta busca por resultados é a compreensão do tempo. Os pais tendem a
querer resultados em tempo recorde. Às
vezes nem sequer semeiam este futuro. Revelam um pensamento mágico onde o fruto
colhido não precisou ser semeado ou cuidado.
Os pais precisam ter
consciência que o modo de execução da sua vida cotidiana está levando a
objetivos determinados.
Um segundo conjunto de
problemas consiste em ter objetivos de natureza diferente das escolhas que
fazem para construção dos mesmos. Quero um filho criativo, mas a pratica da
criança esta inserida em sistemas de repressão contínua. Quer um leitor, mas
não adquire livros para ele. Quer uma pessoa íntegra, mas corrompe as regras na
frente da criança.
Na internet observa-se um sem
numero de discursos revolucionários para formação humana por parte de pais que
tem seus filhos nas escolas mais tradicionais, fortalecendo o que há de mais
atrasado. O mais triste é que esses mesmos pais sentem-se felizes com suas
escolhas. A inteligência é o bem mais bem distribuído na Terra, todos estão
satisfeitos com o que tem.
Enfim, os pais precisam
analisar que valores dirigem suas vidas, que objetivos desejam alcançar e preparar-se
para um esforço de mudança quase hercúleo, pois a sociedade o empurrará
continuamente para o tradicional, para o ultrapassado.
Navegar e preciso e há mares
nunca antes navegados.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Absurdos da educação brasileira e as "pedaladas " cearenses
Absurdos da educação brasileira e as
"pedaladas " cearenses
terça-feira, 31 de março de 2015
O Obscurantismo de 30 anos ou A Falta Estarrecedora De Quadros Técnicos.
O Obscurantismo de 30 anos ou A Falta
Estarrecedora De Quadros Técnicos.
Dra Adriana Oliveira Lima
Enquanto a ditadura militar ainda
estendia seus tentáculos sobre a sociedade brasileira, o complexo USP, UNICAMP
e PUC-SP ditavam todo um “sistema de verdade“ que extirpariam todas as ideias
educacionais alternativas do tecido social. Como um gigantesco coador, ele foi “limpando”
e devastando a educação brasileira.
A UNICAMP teve Moacir Gadotti
como expoente de uma tendência que representava Paulo Freire. Paulo Freire, no
entanto, era independente demais para os blocos criados nas estruturas do poder
sobre o sistema que pretendia ditar o que era bom e o que era mal na educação e
na sociedade. Paulo Freire sequer conseguiu sobreviver na Secretaria de Educação
de São Paulo.
Demerval Saviani foi um dos
grandes gurus destes tempos nefastos. A formação de educadores foi transformada
em uma concepção de tendência mais acadêmica, baseada na teoria. Qualquer
proposta que considerasse importante as metodologias no processo educativo foi execrada.
Ora, como a pesquisa em educação esta mais afeita às metodologias e aos processos
mentais do conhecimento para poder efetivar mudanças em sua qualidade, estes
anos perdidos em discussões teóricas foram nefastos. Perdemos mais de 20 anos
estudando o “processo de reprodução social da educação”, ou como a burguesia
reproduzia um sistema para manutenção do seu poder ”e outras balelas de
Bourdier e seu pares.
Quem falasse em metodologias era
taxado de tecnicista, titulo que parecia horroroso de ser ostentado. Os estudos
voltavam-se, durante estes obscuros anos, para teorias em bibliografias
estrangeiras, gerando um estrangeirismo acadêmico de dar dó.
Aqueles que acham que o construtivismo
adentrou as escolas brasileiras são tacanhos e sequer têm ideia sobre o que se
passa nas salas de aula. Chamam de construtivismo a decadência educacional
brasileira oriunda de uma concepção medíocre baseada em baboseiras sociológicas
sem qualquer preocupação com a pratica pedagógica.
Neste quadro, onde estudar
Gramsci era mais importante do que desenvolver métodos para alfabetizar pessoa
reais; onde conhecer as teorias de Bourdier dava mais prestigio que o ensino da
matemática, se produziu o estado estarrecedor de mediocridade em que vivemos.
Não temos quadros de educadores.
Não temos propostas. Os jovens formados nesta mediocridade acham que sabem tudo
e não buscam na historia as alternativas para o futuro. Os sábios estão velhos
demais. Um rombo, um buraco de formação. Uma implicância imatura e ignorante
contra as poucas iniciativas de construção pedagógicas.
Nosso novo ministro, em pleno ano
de 2015, representa o que há de mais atrasado na educação: colocar alguém que
não é educador e que representa justamente esta concepção tacanha que enxerga a
educação como mero instrumento político-social.
PS. Um estudo profundo das teses
aqui descritas estão em minha tese de PhD “Intelectuais, Poder e Conhecimento”. Disponível nos arquivos da UFRJ na língua inglesa.
Assinar:
Postagens (Atom)




