quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A FALTA DE PLANEJAMENTO



A FALTA DE PLANEJAMENTO 

E O NÍVEL MENTAL DAS LIDERANÇAS


Dra. Adriana Oliveira lima


Discussões na TV e nas redes. Representante do MEC defende os cursos à distância. Mais de um milhão de pessoas fazendo cursos a distancia autorizados e avaliados pelo MEC. Um representante do setor empresarial na área de gestão diz que não existem profissionais capacitados para as vagas do mercado. Diz ainda que o nível de qualificação produzida pelas universidades brasileiras é muito baixo.
Todos nós sabemos que isso é a mais pura verdade. Que nossos alunos chegam à universidade sem saber redigir um texto. Sabemos que os níveis de leitura são baixíssimos. A formação na área tecnológica e biomédica é insuficiente.
Ora se nossas universidades não dão conta de formar bons profissionais è um absurdo imaginarmos que um povo sem disciplina de estudos e sem cultura, sem ensino básico, possa ter a disciplina para fazer um curso a distancia, virtual.
O Ceará já teve uma  destas experiências desastrosas, quando supôs que um professor “genérico” podia dar aulas usando um sistema de vídeos. Um desastre que deixou lacunas educacionais importantes na formação de uma geração inteira de cearenses.
O Brasil quer sempre resolver da forma mais fácil. Inventa um sistema absolutamente insuficiente da mesma forma que da cursos virtuais e faz inclusão de crianças com necessidades especiais na base da legislação.
Tudo num mundo sem planejamento. Esta é a palavra básica para analisar toda a realidade brasileira (PLANEJAMENTO) e denota um nível mental bem pouco abstrato. Não se planeja evitar surtos de doenças, não se planeja o futuro da agua, não se planeja as necessidades educacionais a médio e longo prazo, não se planeja a economia. Não se planeja nada.
Entretanto PLANEJAR não é um desejo ou uma vontade. PLANEJAR é parte de um tipo de pensamento, chamado Reflexivo ou Hipotético Dedutivo. Então não temos soluções à vista, E um nível mental baixo que domina entre as lideranças de nosso país.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PROCON, Escola e vamos caminhando rumo a mediocridade



PROCON, Escola 
e vamos caminhando rumo a mediocridade
                                           
                                                Dra Adriana Oliveira Lima



Ter o Super Estado regulando até papel higiênico, “venezuelando”  nosso país,  já cansado e em forte declínio em todas as áreas, é triste, mas a gana de destruir tudo que já se construiu, o POUCO, diga-se de passagem, é uma grande lástima. A gana de ódio contra a escola privada aparece no bufar “babado” dos jornalistas na TV que defendem os pais contra a escola, criando uma relação danosa que vem se aprofundado ao longo dos anos. Sou do tempo que nos orgulhávamos da escola dos nossos filhos e confiávamos em seu projeto pedagógico.
Costuma ter cuidado em cada laço que minha filha ia usar combinando com seu uniforme colorido. Hoje vejo crianças frequentarem a escola com camisas que quase assemelham pano de chão. Começa o ano e a TV bombardeia contra a compra de material escolar.
O que o Estado tem a ver com a compra de um serviço que se estabelece na relação entre o cidadão e a escola privada ?  O que pessoas não educadoras e sem jamais ter vivido a escola podem determinar o que pode ou não ser pedido numa lista de material ?
Afirmar que todo o material já esta incluso na mensalidade é no mínimo alienado. O sistema (absurdo) trabalhista brasileiro engole dos médios e pequenos estabelecimento quase toda sua arrecadação, o volume de “pedidos de desconto” em algumas regiões brasileiras (exato as de menores arrecadações) é um transtorno nas contas das escolas.
O que vem acontecendo é o sucessivo decréscimo das atividades das crianças até os 10 ou 11 anos. A quantidade de “coisas” estranhas e diversificadas não chega nem perto do entendimento do “pessoal” da fiscalização.
No momento em que se precisa avançar rumo a QUALIDADE de ensino o “ESTADO”,  onipotente e onipresente”, vem regular de forma hilária. Vamos ao ensino medíocre, vamos igualar o privado ao medíocre ensino publico oferecido a população em geral.
Vejam  as proibições do PROCON
 


Destes 61 itens, apenas os 17 listados abaixo, são de âmbito administrativo. Os demais itens estão TODOS DIRETAMENTE ligados ao uso pedagógico.
1.      Álcool
2.      Caneta para lousa
3.      Carimbo
4.      Copo descartável
5.      CDs etc
6.      Estêncil
7.      Fita para impressora
8.      Garrafa para água
9.      Grampeador e grampos
10.  Lenços descartáveis
11.  Maquiagem
12.  Marcador retroprojetor
13.  Material de escritório
14.  Material de limpeza
15.  Medicamentos
16.  Papel higiênico
17.  Toner de impressora




Como o Estado Brasileiro NÃO PODE obrigar os investidores internacionais e nacionais a fazer investimento no país, também não poderá fazer a escola ser competente e criativa. Como a arrecadação das pequenas e médias escolas é baixa, com certeza declinará a qualidade do trabalho, seu maior e mais benigno benefício para o país .
As grandes escolas já não fazem mesmo, não pintam (muito eventualmente), muitas nem usam massa de modelar, argila, nem pensar... Usam brinquedinhos com vigilância vendida, esta última, como  ” mais professoras” por numero de criança.
Igualaremos o que havia de melhor na média e pequena escola com as  grandes e tradicionais onde se faz educação “pastorando menino” brincando livre e ter como material livro didático e seus “estojnhos” individuais.
TRISTEZA
Nem estudar vale a pena na atual situação da educação de nosso país.
Quero lembrar que TODAS, TODAS as ideias educacionais nascem em experiências de pequenas escolas e estudiosos (Montessori, Piaget, Waldorf....) NENHUMA, mas nenhuma metodologia ou ideia pedagógica, nasceu na Universidade. Que nos perdoe até a “grandiosa” USP.