domingo, 5 de maio de 2013

UM TEMPO DE FANTASIA IMPERDÍVEL.



Entre 4 e 6 anos
UM TEMPO DE FANTASIA IMPERDÍVEL.
        Dra Adriana Oliveira Lima



Os pais muitas vezes se adiantam, pela ansiedade de ter um bebê ali e tantos planos de paternidades e maternidades... Mas o fato é que os primeiros três anos de vida são de muita experiência física, manipulação de objetos, texturas, experiências ambientais, musicais e de toda sorte de experiência FÍSICA que se possa propiciar a uma criança.
        Nestes primeiros anos também as imitações são tão estruturantes que a criatividade fica por conta da própria natureza impetuosa e criativa da criança. Imitação sim. Precisam aprender gestos, mostrar as partes do corpo, cantar parabéns e FALAR. A fala é pura imitação. Converse muito descrevendo as ações para este pequenino que sempre alerta o surpreenderá com uma linguagem rica e inusitada.
Mas um desafio fascinante se avizinha quando estes pequenos vão completando 4 anos. Agora sim, todas as aventuras dos quintais de “backyardings” se tornarão tão presentes que papais e mamães por vezes duvidam se a criança sabe discernir entre fantasia e realidade. Calma elas SABEM perfeitamente. Entretanto suas cabeças cheias de linguagens e experiências, histórias e fantasias explodem ansiosamente neste eterno brincar.
        Somos cavalos, os sofás carros ou aviões, podem de repente ser um avião. Garrafas podem ser pessoas e você pode vê-las dando aulas para vidros de esmalte. Os bonecos são seres vivos que assistem TV... O personagem Calvin bem pode mostrar este mundo sério e louco.
        Vamos fazer barracas, acampar na sala, cozinhar em fogareiros, fazer piquenique nos parques, aniversários das bonecas e bonecos. Artesanato, transformar sucatas em maravilhas.
Não se adiantem. Esperem e esbaldem-se de invensões entre os 4 e os 6 anos. Qualquer proposta é válida. Fazer um bolo na cozinha, quebrar um ovo sem derramar, misturar uma receita, esconder-se em baixo da mesa.
        Divertido, muito divertido e não perca, pois as coisas mudarão radicalmente após os 7 anos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

OBESIDADE É UMA QUESTÃO DOS ADULTOS


OBESIDADE É UMA QUESTÃO DOS ADULTOS

Dra ADRIANA Oliveira lima 


Um filme realmente importante para se tomar consciência a respeito da questão mundial do crescimento da obesidade. Importantíssimo para analisar o quão esta questão é urgente pois atinge ate mesmo as classes menos favorecidas: obesidade em meio a pobreza!

MUITO ALÉM DO PESO

                Todas as questões referentes aos dados sobre o crescimento da obesidade no mundo e mais especificamente os dados sobre nosso país, o Brasil, são da mais alta relevância e neste filme não faltam dados sobre diferentes enfoques.
                O que vale aqui analisar para além da importância destes dados e a realidade mostrada no filme. Buscar as causas, como se constitui a criança obesa. O filme em nenhum momento preocupa-se com os familiares das crianças, restringe-se a interrogar e mostrar as crianças. Sendo crianças tão jovens a questão parece ligeiramente (só ligeiramente?) deslocada.
                Mães e pais gordos apresentam-se em duas posições: falam como algo que lhes é exterior, como se não fizessem parte do grupo dos obesos ou apenas identificam a existência de um problema real com o filho sem, entretanto, mostrarem-se interessados ou comprometidos com a mudança necessária para tirar o filho desta situação.
                Um segundo grupo são os pais magros de crianças obesas. Estes igualmente não parecem ter um plano de transformação da vida dos filhos. Tem um caso relatado em que a criança apresentou artrose e outros problemas de movimento tendo sido orientada pelo médico a perder peso. Este diagnóstico, de 2008 completa 4 anos e a criança permanece obesa.
Como educadora me pergunto quem compra o alimento “errado”, o refrigerante? Quem é responsável pelo menor? Quem pode cumprir as prescrições médicas de recuperação da saúde destas crianças? Quem esta sendo negligente?
                Sabemos com certeza que é difícil, muito difícil, restringir a alimentação de uma criança, dizer-lhe não, deixa-la de fora do mundo do “fastfood” e dos refrigerantes. Sim é difícil um plano de boa alimentação e desenvolvimento, é difícil bons hábitos como alimentar-se na mesa com a família, eliminar a TV, mas precisamos, nós adultos, traçarmos objetivos e buscarmos as mudanças pois de certo as crianças não são culpadas dos hábitos a que se sujeitam.