(a criança de 03 a 04 anos)
sábado, 10 de março de 2012
O Estádio Simbólico
(a criança de 03 a 04 anos)
INDICANDO UM FILME
Front of the Class - O Líder da Classe
Diretor: Peter Werner
TV-2008
domingo, 4 de março de 2012
AS BOAS LEMBRANÇAS

Em 1977 fundei com grandes amigas, Vera Tenório, Rosa Boselli, Evelyn Simões e Sonia Kramer uma escola na Gávea, Rio de Janeiro a CRECHE-ESCOLA SUPYSAUA. Lá trabalhei até a década de 1980, quando fui trabalhar com educação popular. Graças as redes sociais vamos achando aqueles com quem partilhamos bons momentos e somos também encontradas. Esta foi a alegria de receber o seguinte depoimento de uma professora que partilhou este sonho. Agradeço suas lembranças Eliana , elas nos enchem de novas forças e energia.
- Escrevi no seu blog, mas não consegui enviar, não sei o porquê... Segue a msg e, se vc puder copiar e locar lá, agradeço... Bjs
Adriana,
Hoje, depois de tantos anos, ainda lembro o dia 28 de fevereiro de 1979. Nesse dia, que é o dia do meu aniversário, fui fazer uma entrevista na Escola Supysaua, no Rio de Janeiro. Lá encontrei a Escola dos meus sonhos. Fui contratada e não tinha a clareza suficiente de que ali eu aprenderia o que é educar um ser humano para a vida. Quando fecho os olhos e me ponho a lembrar de tudo o que fiz nessa vida, posso afirmar que foi ali o meu maior aprendizado, que foi ali que descobri a felicidade. Pensar que ajudamos a formar esses seres que hoje são ilustres na sua essência, me dá arrepios! O papel da Escola na vida das pessoas é fundamental, é essencial, e uma escola que trabalha para dar consciência e conhecimento, tem a maior importância para cada um de nós. Adriana, sou grata pela oportunidade que tive, de ser professora na escola em que você e outros, nos orientavam com garra, respeito e amor e, isso foi o que transmitimos aos pimpolhos, hoje todos homens e mulheres com capacidade de enfrentar os desafios dessa vida louca... Bom saber que em Fortaleza essa Escola existe! Salve! Beijos
sábado, 3 de março de 2012
CONSTRUINDO A AUTOIMAGEM
Dra. Adriana Oliveira Lima
Como educadores e pais, temos que nos debruçar sobre a questão da construção da autoimagem, a estima que a criança terá de si e como se valorizará nos confrontos sociais.
Assistindo ao filme “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese, voltei meu pensamento para um documentário de 2008 sobre o racismo introjetado em crianças, feito nos Estados Unidos (veja no link). O filme de Scorsese é um espetáculo de imagem e nada mais. Um enredo pobre que abusa dos closes nos “olhos azuis” do protagonista (por sinal bem fraco). Em nosso país (só aqui?) os olhos azuis parecem implicar beleza...Escreva “criança” no google e veja as imagens. E quantos feios com olhos azuis não conseguem se encontrar entre como são vistos e como se veem?
Temos não raro problemas de insegurança e baixa autoestima nas pessoas de uma maneira geral. Podemos nos perguntar como se constitui ou como se constrói esta realidade. Por que uma dificuldade tão grande em envelhecer? Por que o excesso de cirurgia plástica em nosso país? Por que até mães submetem crianças (seus filhos) a cirurgias para “reparar defeitos” que certamente são os adultos que os encontram.
Para pensar esta realidade temos que entender que estas referências se constroem pela introjeção de um “modelo externo” aos símbolos das crianças e que isso se faz através dos brinquedos e do que escutam dos adultos. A construção da autoimagem e sua ruptura com o real, a admiração não pela identidade ou similitudes, mas ao contrário, pelo ideal descolado do real, se dá pelas imagens, filmes, bonecos e bonecas, exclamações dos adultos sobre o que é feio e o que é bonito e outros estímulos sociais que afastam-nas sistematicamente do ESPELHO. Desta mesma forma, se constrói o que é o bem e o que é o mal.
A criança precisa orgulhar-se de sua cor, de sua língua, de sua cultura. ”Amai o próximo como a si mesmo”. A criança precisa admirar sua família e seu contexto social. Assim, se a criança é pequena, observe seus brinquedos, livros, etc. Questione, mostre a cor, a língua, a roupa. Não permita o subliminar. Observem os brinquedos, os amigos, os filmes e livros que seus filhos têm acesso. Varie, diversifique as imagens. A criança precisa identificar-se nos filmes e livros. Neste universo, Steven Spielberg é bastante interessante. As crianças em seus filmes são normais, iguais a maioria das crianças, embora ainda falte “o menino Marrom” (Ziraldo). É um bom começo para mostrar e conversar com as crianças sobre as diferenças (Os Goonies, Indiana Jones, ET etc).
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
EDUCADORES – REVOLUÇÕES NA EDUCAÇÃO - PAULO FREIRE-:

PAULO FREIRE
O que falar de Paulo Freire, quando sobre ele, tanto se sabe? Talvez seja o único dos grandes educadores brasileiros que qualquer pedagogo em formação ouviu falar.
Educador e filósofo, tem seu trabalho voltado para educação popular e, particularmente, para a educação de adultos. Seu projeto educacional nasce da relação política entre os sujeitos e sua principal ferramenta metodológica é o “diálogo”. Segundo ele, o aluno ao alfabetizar-se toma consciência de sua realidade e torna-se apto a transformá-la.
Paulo Freire morou na Europa durante a ditadura militar no Brasil, quando ficou internacionalmente conhecido, tendo sido presidente do Conselho Mundial das Igrejas. Desenvolveu trabalhos na América central e na África.
Em seu livro fundamental, “Pedagogia do Oprimido”, ele propõe uma metodologia e uma abordagem da educação visando a conscientização dos indivíduos. Paulo Freire vê na educação uma arma para a libertação.
Sua obra é vasta e caminha sobre uma trilha da filosofia cristã, destacando-se por um forte compromisso com os oprimidos na sociedade capitalista. Neste contexto, Paulo Freire se coloca próximo à Teologia de Libertação (Frei Leonardo Boff) e vai distanciando-se da tarefa de criar uma metodologia mais concreta para a sala de aula. Nem mesmo sua passagem pela secretaria de Educação de São Paulo o tirou dessa postura essencialmente filosófica-cristã. Assim, Paulo Freire não desenhou uma metodologia educacional capaz de dar conta da escolaridade das crianças e jovens.
Seu trabalho tem destaque indiscutível na educação dos adultos tendo sido acolhido em muitos projetos em diversos países na África América Latina.
Seu livro “Educação como Prática da Liberdade” é uma leitura indispensável a TODOS que lidam com qualquer nível ou aspecto da educação.
Não é no silêncio que os homens se fazem,
mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão
Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo,
os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.
Ninguém liberta ninguém.
As pessoas se libertam em comuNHÃOnhão.

